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Servidor público insatisfeito faz o quê?

Servidor público insatisfeito faz o quê?

Antonio Batist e Marcus Silva dizem que primeiro passo é diagnosticar as razões pelas quais você não se encontra satisfeito

Antonio Batist e Marcus Silva

 

* Antonio Batist e Marcus Silva

Olá, servidor! Espero, sinceramente, que você esteja muito satisfeito no seu ambiente de trabalho, no seu órgão, enfim, onde quer que você esteja e em que função esteja. 

Entretanto, nem tudo são flores. E todos nós sabemos que, tanto na área pública, quanto na área privada, em certas ocasiões, as coisas podem não estar andando tão bem quanto poderiam estar. E hoje eu gostaria justamente de falar sobre isso: o que você, servidor, pode fazer quando não se encontra satisfeito.

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Antes de qualquer coisa, o primeiro passo é realmente diagnosticar as razões pelas quais você não se encontra satisfeito. Ao fazer esta reflexão, pode até ser que você perceba que as coisas não são bem da forma como você estava achando que fossem. 

E, neste caso, pode até ser que você seja capaz de entender que adaptações que dependam de você podem ser feitas para que a situação melhore. Lembre-se de que as coisas não mudam. Quem muda é você. 

Caso você realmente entenda que a mudança é necessária, após a reflexão, decida o que você realmente quer e o que o impede de conseguir tal mudança para melhor. Fique atento para uma situação: não foque no que você não quer. A tendência, quando assim fazemos, é conseguir mais do mesmo, ou seja, conseguir mais daquilo que não queremos. 

Focalize de forma detalhada o que você deseja, qual a mudança específica quer para a sua vida. E também pense e reflita sobre o que te impede de chegar na situação desejada. 

Mesmo assim, muitas pessoas não conseguem mudar, apesar de ter consciência daquilo que desejam e sobre o que as impede de efetuar a mudança. É aí que entra o passo seguinte. Procure associar uma dor intensa a não mudar agora, nesse instante; e um prazer enorme à experiência de mudança também agora! 

A mudança, em grande parte dos casos, não é uma questão de capacidade de mudar, mas sim uma questão de motivação. Não pense assim: "Ah! Eu devo mudar...". Pense "Eu tenho que mudar!". Crie um senso de urgência para a mudança que você será impulsionado para frente!

 

 

E, para complementar, se você deseja mudar, não faz sentido manter o seu padrão de comportamento atual. Se você mantiver o padrão de atuação antigo, os resultados serão os mesmos do passado. Você precisa romper isso! Você precisa ter consciência de que o pensamento deve comandar suas ações. A mudança verdadeira começa de dentro. 

Por fim, parta para a ação! Se a mudança no seu caso é mudar de cargo, faça um novo concurso. Se é mudar de setor, procure alternativas, converse com pessoas, descubra oportunidades novas. 

Se você se sente preso ao serviço público, como um pássaro dentro de uma gaiola, peça exoneração e vá para a iniciativa privada, monte uma empresa, empreenda!  

Por hoje é só! Lembre-se de que a vida é uma só! Tenha uma ótima semana! E até a próxima! 

* Antonio Batist é diretor da Escola de Governança em Gestão Pública da Universidade Federal Fluminense (EGPP/UFF), doutorando em Administração, consultor, professor, empreendedor e servidor público.

Marcus Silva é auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCMRJ), exercendo a função de assessor de conselheiro, além de ter ocupado vários outros cargos públicos.

 







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