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Servidor empreendedor

Servidor empreendedor

Em novo artigo, Vitor Mattoso explica que serviço público e do empreendedorismo não são diametralmente opostos

Vitor Mattoso: "Muitas são as
vantagens em ter o perfil empreendedor
fomentado dentro do serviço público"

 

Os universos do serviço público e do empreendedorismo são vistos, com frequência, como diametralmente opostos, em especial pela característica que um cargo na administração pública oferece: a estabilidade. 

Mas isso, por si só, não deveria ser motivo para deixarmos de lado os pontos positivos que um pensamento empreendedor traria para a máquina governamental ao fomentar o surgimento do servidor empreendedor. 

A primeira impressão

O bem servir do servidor público

Muito pelo contrário. É justamente por conta da estabilidade que seria possível o desenvolvimento de tecnologias construídas a partir de processos e sistemas cada vez mais elaborados.

Para melhor compreendermos esta linha de pensamento, precisamos buscar a essência do que é empreendedorismo. Longe dos palcos e dos holofotes que costumamos ver quando este tema é abordado, podemos sintetizar o ato de empreender da seguinte forma: assumir os riscos de realizar uma ação inovadora.

Todos desejam ter os melhores retornos de um determinado sistema, mas poucos estão dispostos a encarar os desafios para se conseguir que ele se aperfeiçoe ao longo do tempo. 

É aí que entra a figura do empreendedor, assumindo os riscos inerentes ao processo de inovação e buscando meios para que que os benefícios percebidos sejam cada vez maiores.

Muitas são as vantagens em ter o perfil empreendedor fomentado dentro do serviço público, e vamos abordar estes benefícios partindo de uma análise individual para a coletiva.

Em primeiro lugar, é bom para o servidor, pois a partir do momento que ele adota uma postura empreendedora estará em contato com novos campos de conhecimento, fazendo com que suas ideias sejam constantemente renovadas e a forma como percebe a realidade seja alterada de forma positiva. 

O mundo está em constante modificação, e ficar preso a “bolhas”, por mais seguras que elas pareçam ser, não é uma boa estratégia. Quanto mais conhecimento alguém tem, menos ficará submisso às pressões do ambiente no qual se encontra.

 

 

Em segundo lugar, é bom para a repartição, pois um local com servidores empreendedores tem chances maiores de possuir formas mais rápidas, eficientes e eficazes de realizar as atribuições que lhe sejam inerentes ao pesquisar, descobrir, estudar, desenvolver e implementar. 

Sim, são cinco verbos seguidos! Empreender pode não ser confortável, mas seus resultados são confortantes, pois tudo passa a funcionar melhor.

Por fim, é bom para o Brasil, pois grandes iniciativas começam por pequenos movimentos, algumas vezes de uma única pessoa que descobre algo que vem a se tornar benéfico para toda uma sociedade e, através de seus esforços, estabelece um novo padrão de comportamento que pode gerar resultados além das fronteiras de um país. 

Impossível? Basta olharmos ao nosso redor e perceber que a maioria das coisas que estamos vendo não foi inventada no Brasil.

Com tantas riquezas naturais e tão grande potencial intelectual, uma cultura empreendedora no serviço público com certeza abriria as portas para grandes oportunidades econômicas com outros países.

É preciso começar a olhar para as características do Brasil - extensão e diferenças regionais, principalmente - não como grandes desafios, mas sim como incríveis oportunidades, e é aqui que entra a figura do servidor empreendedor, assumindo os riscos da inovação e recebendo os louros da vitória por isso.

 







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