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Servidor, cuidado para não se endividar

Servidor, cuidado para não se endividar

Especialista em Finanças diz que, nem sempre, a estabilidade e boa remuneração obtidas pelo servidor serão sinônimo de saúde financeira

Raffaela Fahel: "Viver com qualidade de vida e sempre
estando em paz com seu dinheiro e com as contas"

 

Raffaela Fahel

A instabilidade de emprego no Brasil acabou gerando uma onda muito intensa de concursos públicos, mas será que quando as pessoas entram para o serviço público não terão mais problemas financeiros? A resposta é: depende do grau de educação financeira. 

Servidores ajudam outras pessoas a realizar sonho da carreira pública

Ansiedade afeta também muitos servidores

Ao ser aprovada em um concurso público (estatutário) a pessoa passa a ter o que chamamos de estabilidade efetiva no emprego, o que garante àquele servidor a percepção dos vencimentos por toda sua vida produtiva, além de gratificações e outras rendas extraordinárias, quando ele exerce algum cargo de confiança.

Para o mercado, isso significa um risco de inadimplência de eventuais empréstimos muito baixo o que faz com que bancos e demais instituições financeiras ofertem de forma maciça o famoso crédito consignado aos servidores.

Tal fato deve ser considerado com muita cautela por diversos motivos. Inicialmente, aquela pessoa já tão desgastada por estudar, muitas vezes por anos para um concurso público, que é de difícil aprovação, corre um grande risco de curtir a vida além das possibilidades financeiras de seu contracheque, pegando assim aquele que seria um pequeno empréstimo só para fazer aquela viagem sem planejamento para comemorar a nova vida como concursado.

Além disso, tem-se uma nova realidade em que grande parte dos novos colegas de trabalho também possuem empréstimos consignados o que já faz com que uma situação, que deveria ser excepcional, se torne aceitável, afinal: “se todos têm, por que eu não posso ter? Os juros são tão baixos.”

 

 

 

Todos esses fatores somados ao bombardeio de ofertas e ligações diárias de financeiras e bancos informando que aquele servidor possui um crédito pré-aprovado, induzem-no ao caminho do empréstimo consignado. Entretanto, se o padrão de consumo não baixar, se o custo mensal de vida daquela pessoa não se adequar aos seus rendimentos, a probabilidade de endividamento daquele servidor se torna altíssima, gerando o efeito ‘bola de neve’.

Para resolver essa questão, o caminho é sempre o de viver com menos do que se ganha fazendo reservas financeiras para o futuro e para emergências (pelo menos 10%). No caso de servidores que já estejam endividados, o mesmo deve inicialmente reconhecer-se nessa condição e buscar ajuda. Existem sites e portais disponíveis na internet que prestam auxílio, como por exemplo o programa do TJFT, onde o servidor terá apoio de psicólogos, advogados e de um planejador financeiro a fim de regularizar essas pendências.

Lembrando sempre que o melhor caminho é o da prevenção. Viver com qualidade de vida e sempre estando em paz com seu dinheiro e com as contas. Organização financeira é tudo.

Raffaela Fahel é especialista em Finanças e Educadora Financeira. Também atuou por mais de dez anos na Caixa Econômica Federal como gerente financeira, tendo passado também por grandes empresas como a Petrobrás.

 

 







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