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Será que o serviço público pode ser disruptivo?

Será que o serviço público pode ser disruptivo?

Antonio Batist e Marcus Silva afirmam que líderes devem compreender quais tecnologias serão importantes e se preparem adequadamente

Antonio Batist e Marcus Silva

 

* Antonio Batist e Marcus Silva

McKinsey Global Institute, Disruptive Technologies Advances That Will Transform Life, Business, and the Global Economy, 05 de maio de 2013. Traduzindo: Avanços tecnológicos disruptivos que transformarão a vida, os negócios e a economia global. 

E por qual motivo isso não poderia acontecer no serviço público, aqui no nosso país? Será que não estamos na mão contrária da evolução que acontece no mundo? 

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Olá, servidor! Antes de te cumprimentar, lancei logo essa questão que, em meu modo de ver, será o único caminho para todas as atividades existentes, inclusive as burocráticas, como as do serviço público de uma forma em geral. 

Não há outro rumo a não ser o das ideias disruptivas, pois o nosso mundo já mudou e tudo acontece em uma velocidade descomunal. As tecnologias se tornam obsoletas em um piscar de olhos, de um dia para o outro, ou até mesmo em horas. Quem não evoluir ficará para trás. E isso não exclui o serviço público.

O estudo que mencionei, detalha que a automatização do trabalho com conhecimento técnico terá um impacto de US$5 a US$7 trilhões em trabalhos administrativos globalmente, atingindo algo entre US$14 e US$ 33 trilhões por ano em 2025. 

Ele menciona que doze tecnologias emergentes - incluindo a Internet móvel, veículos autônomos e genômica avançada - têm o potencial de realmente remodelar o mundo em que vivemos e trabalhamos. 

Os líderes do governo e dos negócios não devem apenas saber o que está no horizonte, mas também começar a se preparar para seu impacto. É essencial que os líderes de negócios e de políticas compreendam quais tecnologias serão importantes para eles e se preparem adequadamente.

Segundo James Manyika e Richard Dobbs, que são diretores do McKinsey Global Institute, os benefícios potenciais das tecnologias discutidas no relatório do estudo realizado são tremendos - mas também os desafios de se preparar para o impacto. 

 

 

Se as empresas e os líderes do governo esperarem até que essas tecnologias exerçam sua influência total sobre a economia, será tarde demais para capturar os benefícios ou reagir às consequências. 

Embora as respostas apropriadas variem de acordo com as partes interessadas e a tecnologia, eles descobriram que certos princípios orientadores podem ajudar as empresas e os governos no planejamento dos efeitos das tecnologias disruptivas.

Eles complementam afirmando que os formuladores de políticas podem usar tecnologia avançada para enfrentar seus próprios desafios operacionais (por exemplo, implantando a Internet das Coisas para melhorar o gerenciamento da infraestrutura). A natureza do trabalho continuará a mudar e isso exigirá programas fortes de educação e reciclagem. 

Para enfrentar os desafios que as próprias novas tecnologias trarão, os formuladores de políticas podem usar algumas dessas mesmas tecnologias - por exemplo, criando novos sistemas educacionais e de treinamento com a Internet móvel, o que também pode ajudar a lidar com um imperativo crescente de produtividade, serviços de forma mais eficiente e eficaz. 

Para desenvolver uma visão mais sutil e útil do impacto da tecnologia, os governos também podem considerar novas métricas que captem mais do que os efeitos do PIB. 

E você, servidor público brasileiro, o que acha? Estamos neste caminho? Tenha uma ótima semana! E até a próxima!  

* Antonio Batist é diretor da Escola de Governança em Gestão Pública da Universidade Federal Fluminense (EGPP/UFF), doutorando em Administração, consultor, professor, empreendedor e servidor público.

Marcus Silva é auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCMRJ), exercendo a função de assessor de conselheiro, além de ter ocupado vários outros cargos públicos.

 

 







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