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Saiba mais sobre o Banco de Talentos do governo federal

Saiba mais sobre o Banco de Talentos do governo federal

No final de junho, Ministério do Planejamento lançou oficialmente do Sigepe Banco de Talentos

* Por Antonio Batist

Olá! Tudo bem com você? Há pouco tempo, aqui na FOLHA DIRIGIDA, anunciamos o projeto que o Ministério do Planejamento (MP) possuía de lançar um banco de talentos dos servidores federais com base no currículo Lattes.

Pois bem. No finalzinho de junho de 2018, o MP lançou oficialmente o Sigepe Banco de Talentos, aplicativo que sistematiza e apresenta os currículos dos servidores da Administração Pública Federal (APF).

Servidor +: currículo abre portas no serviço público

Segundo o MP, “o principal objetivo do aplicativo, uma parceria do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é identificar e avaliar o potencial dos servidores federais, assim como tornar mais transparente os processos internos de seleção de servidores”.

Para os servidores que possuem currículo Lattes, o aplicativo utiliza os dados do Lattes automaticamente após o cadastro no Banco de Talentos. Se você possui Lattes, é interessante atualizá-lo, caso necessário. Se não possui, será interessante cadastrá-lo na Plataforma Lattes.

Ainda de acordo com o MP, o Banco de Talentos trará benefícios também para os gestores, como a “alocação adequada de servidores na formação de equipes de trabalho, identificação de lacunas de competências como norteador para ações de desenvolvimento e identificação de potenciais gestores”.

E-book: Capacitação e Qualificação do Servidor: Surpreenda-se

No aplicativo é possível cadastrar dados pessoais, formação, atuação profissional, talentos e uma carta de apresentação. Função de pesquisa está prevista para ser incluída ainda em 2018 e permitirá encontrar e selecionar currículos.

A expectativa do MP é que o Sigepe Banco de Talentos gere os seguintes resultados: “visão integrada da capacidade da força de trabalho da APF; disponibilidade de uma ferramenta padronizada para a gestão eficaz de talentos de toda a APF; otimização de recursos, considerando a oferta de uma solução unificada de gestão de talentos que possa ser utilizada por todos os órgãos; otimização da busca de perfis profissionais; otimização dos processos de recrutamento e de seleção de pessoal; motivação dos servidores públicos federais na busca por meios de desenvolvimento de suas competências”.

De fato, até o ano de 2018, não havia uma forma unificada de banco de talentos no plano federal. O que havia eram iniciativas isoladas e geralmente restritas a determinados órgãos ou entidades. Se imaginarmos o sistema de pessoal civil do governo federal, que envolve centenas de milhares de servidores federais ativos espalhados por todos os ministérios e em todo o território brasileiro, a iniciativa demorou muito a chegar. Resta testar as funcionalidades e a cultura dos envolvidos.

O MP recomenda que, em caso de dúvidas sobre o Sigepe Banco de Talentos, o interessado ligue para a Central Sipec (0800-978-9009) ou use o formulário eletrônico de contato da Central Sipec. O aplicativo já está disponível para download gratuito na Play Store (sistema Android) e App Store (sistema iOS). 

Avanço no dimensionamento da força de trabalho

No mês de julho de 2018, o Ministério do Planejamento lançou livro e aplicativo sobre um mesmo tema. O aplicativo é o Sigepe Gestor (em princípio, em fase de piloto apenas no próprio MP). O título do livro entrega um dos maiores intuitos do Sigepe Gestor: “Dimensionamento na Administração Pública: uma ferramenta do planejamento da força de trabalho”.

Caso deseje, você pode obter a íntegra da publicação – uma parceria do MP com a UnB (Universidade de Brasília) – no site do Ministério do Planejamento.

Esses movimentos fazem parte do Projeto de Dimensionamento da Força de Trabalho que, segundo o MP, “visa determinar a quantidade de pessoas necessárias para realizar determinadas entregas ou tarefas”.

Está sendo proposta pelo MP uma nova abordagem para dimensionar a força de trabalho. Segundo o Ministério, “com a nova metodologia, a análise será reduzida de dois anos para três meses, com informações mais seguras e economia de R$ 40 milhões/ano. A proposta é usar uma nova metodologia para melhorar a qualidade e eficiência do serviço público a partir da obtenção de informações mais seguras sobre a força de trabalho e as necessidades futuras de concursos públicos”.

O livro lançado na primeira quinzena de julho é o primeiro de seis que tratarão sobre o projeto e abordarão, entre outros aspectos, os novos e futuros ganhos metodológicos em relação ao dimensionamento.

* Antonio Batist é diretor da Escola de Governança em Gestão Pública da Universidade Federal Fluminense (EGPP/UFF), mestre em Administração, 
consultor, professor, empreendedor e servidor público

 

 





 







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