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RJ: Frente busca valorização dos servidores

RJ: Frente busca valorização dos servidores

Asproerj, Asdperj, Assemperj e SindJustiça unem-se para reivindicar a valorização dos servidores do estado

No início deste ano, a Associação dos Servidores da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (Asproerj), a Associação dos Servidores da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (Asdperj), a Associação dos Servidores do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Assemperj) e Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Rio de Janeiro (SindJustiça) formaram a Frente Carreiras Jurídicas. O objetivo da união dessas instituições é lutar pela valorização dos servidores do estado.

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A ideia de formar a Frente Carreiras Jurídicas surgiu, de acordo com o presidente da Asproerj, Rodrigo Lélis, após perceber o desmonte do serviço público, gerada pela crise financeira do estado, e também em virtude de declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que, segundo ele, vem atacando os servidores públicos.

 

 

“Há hoje um movimento de desmonte do serviço público. Então, a gente busca, primeiro, é preservar os direitos que nós já conquistamos”, disse Lélis.
Entre as reivindicações da Frente, estão questões voltadas por valorização dos servidores, abertura de concursos públicos, reajustes salariais e elaboração de novos plano de cargos e salários, não só para a Procuradoria Geral do Estado (PGE-RJ), Defensoria Pública (DPE), Ministério Público (MP-RJ) e Tribunal de Justiça (TJ-RJ), como outros órgãos do estado.

“Os servidores estão a cada ano perdendo mais seus direitos e é necessário que as associações e sindicatos se unam em prol de todos eles”, disse Rodrigo Lélis.

Veja abaixo as principais reivindicações da Asproerj, Asdperj, Assemperj e SindJustiça

Rodrigo Lélis, presidente da Asproerj

 

“A nossa associação é voltada para a defesa do servidor público, dos direitos e prerrogativas que nós temos. O grande desafio dentro desse momento do estado de recuperação fiscal é não perder nada. Há hoje um movimento de desmonte do serviço público. Então, a gente busca, primeiro, é preservar os direitos que nós já conquistamos. Além disso, vamos lutar pela recomposição salarial, a única coisa possível dentro da recuperação fiscal. Além da recomposição salarial, defendemos a realização de um concurso imediato, pois nossa carreira é a que está há mais tempo sem fazer concurso. Sabemos que existe um compromisso dessa nova gestão de realizar o concurso e esperamos que isso aconteça. Mas, hoje, a principal reivindicação do servidor da PGE é a recomposição salarial, pois estamos sem nenhum reajuste efetivo desde 2014.”

Rodrigo Lélis, presidente da Asproerj

 

Gustavo Belmonte, presidente da Asdperj


“Um das nossas reivinciações é a contratação de mais servidores. O que vamos fazer como associação é pressionar o governo para que se chame o maior número possível de aprovados do concurso realizado este ano para a Defensoria. Isso porque o quadro está saturado, a demanda só aumenta, e os servidores estão desenvolvendo alto nível de estresse. Nossa situação é pior por não termos um plano de cargos e salários, não temos progressão e promoção. Nossos servidores, por estarem muito sobrecarregados, acabam usando o cargo de apoio da Defensoria como trampolim para outras funções públicas. Em virtude disso, temos uma taxa de saída altíssima, exatamente pela falta de expectativa de crescimento na carreira. Por isso, buscamos também um novo plano de cargos e salários, além da recomposição salarial.”

Gustavo Belmonte, presidente da Asdperj

 

Flávio Sueth, presidente da Assemperj

 

“Nós estamos lutando para que o Supremo Tribunal Federal recoloque em pauta o julgamento do nosso reajuste de 5% de 2018. Nós também estamos lutando pela recomposição salarial de todos os servidores. É bom deixar claro que não é apenas para a carreira jurídica, mas para todo o serviço público. Uma outra reivindicação nossa é que o Ministério Público abra um novo concurso público, porque a última seleção, realizada em 2016, teve seu  prazo de validade encerrado este mês. Recebemos agora a última turma de aprovados. Mas como a carência de pessoal é grande, há a necessidade da realização de um novo concurso. É importante que ele seja aberto o mais breve possível, mesmo que não seja para muitas vagas. Se não ocorrer uma nova seleção, não tem como substituir os servidores que saíram do órgão.” 

Flávio Sueth, presidente da Assemperj

 

Aurélio Lorenz, diretor-geral do SindJustiça

 

“Temos como luta principal a reposição salrial referente aos anos de 2016, 2017, 2018 e, a partir de setembro, também a de 2019. Outra grande preocupação é com relação à reforma da Previdência, enviada ao Congresso pelo governo federal. Somos contra o projeto e entendemos que ele prejudica os servidores públicos que contribuem por toda uma vida com alíquotas muito altas (14% hoje no Rio de Janeiro) que incidem sobre toda a sua remuneração. Garantir os reajustes inflacionários e uma aposentadoria digna é o principal desafio nos dias de hoje em que trabalhadores do setor público e privado vêm sofrendo sucessivos ataques aos direitos duramente conquistados. Consta da nossa pauta interna, entre outras reivindicações, a reposição da nossa força de trabalho através da convocação de novos concursados.”

Aurélio Lorenz, diretor-geral do SindJustiça


Leonardo Diegues
[email protected]

 

 







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