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Prefeitura do Rio recebe a segunda turma de residentes médicos-veterinários

Aula Magna que será proferida pela secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch, no Memorial Getúlio Vargas

Prefeitura do Rio de Janeiro realiza a única
residência do país em Vigilância Sanitária

 

A Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses recebe nesta terça-feira, dia 12, a segunda turma dos dez médicos-veterinários aprovados para o inédito programa de Residência Profissional em Medicina Veterinária. 

A partir das 14h, eles participam da Aula Magna que será proferida pela secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch, no Memorial Getúlio Vargas, na Glória. 

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Já a partir desta quarta, 13, eles estarão pelos no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em Santa Cruz; no Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp) e no Instituto Jorge Vaitsman (IJV), ambos na Mangueira. 

Única no Brasil com foco em Vigilância Sanitária, a residência é um curso de pós-graduação credenciado pelo Ministério da Educação, com dedicação exclusiva por dois anos, 60 horas semanais (de segunda a sábado) e bolsa de R$ 3.300,00. A seleção contou com 249 candidatos, muitos deles de outros estados do país.

O programa é uma das frentes de formação desenvolvidas pela Superintendência de Educação da Vigilância Sanitária, e foi implantado em 2018 pela Prefeitura do Rio com a primeira turma dos dez residentes que seguem por mais um ano nas três unidades. 

 

 

Ao longo desse período, eles recebem conhecimentos em cinco áreas, repassados por técnicos altamente qualificados. São mestres e doutores em saúde pública com ênfase em zoonoses, arboviroses e controle populacional de cães; patologia animal; inspeção e análises físico-química e microbiológica de alimentos; clínica médica e clínica cirúrgica de animais de companhia; e vigilância e controle de zoonoses.

"Esse programa é voltado, em especial, para os recém-formados, com treinamento profissional supervisionado em nossas unidades de zoonoses por tempo integral. Nosso principal objetivo é capacitar o profissional que passa cinco anos na graduação, mas precisa de prática para ganhar o mercado de trabalho e atuar até mesmo no setor público", explica a médica-veterinária Márcia Rolim, há dois anos à frente da Subvisa e responsável pela intermediação de diversos projetos como esse da residência.

Unidades de ponta

Uma das unidades a receber os residentes é o centenário Instituto Jorge Vaistman, referência no Brasil para a Vigilância em Zoonoses, doenças que animais transmitem a humanos e vice e versa. O IJV iniciou suas atividades justamente com o diagnóstico dessas doenças e hoje oferece atendimento clínico e cirúrgico a animais domésticos, projetos para adoção e posse responsável. 

Sua equipe faz também a castração gratuita de cães e gatos para a diminuição da população de animais abandonados no município e controle de zoonoses, como a esporotricose, tipo grave de fungo que atinge principalmente gatos e afeta o homem.

A unidade conta ainda com um cemitério e crematórios que permitem destinação adequada a animais da população e das clínicas do município. Esse ano, com a contratação de novos profissionais, os atendimentos diários a cães e gatos no IJV aumentaram 100% (de 50 para 100). As castrações também cresceram: passaram de 14 para 20 por dia. 

Com o reforço, a unidade conta com mais dez vagas (foi de 50 para 60) para o tratamento da esporotricose, com um acréscimo de novos 200 atendimentos ao mês. No geral, o instituto contabilizou em janeiro último um crescimento diário de cerca de 70%: de 114 para 180.

Já o Lasp trabalha com o diagnóstico e monitoramento das doenças transmitidas por animais por meio dos laboratórios de zoonoses, entre eles, o de virologia (único que faz sorologia de raiva humana no estado do Rio) e o de anatomia patológica, que recebe os cadáveres de primatas para necropsia, contribuindo com o diagnóstico de febre amarela não só na cidade como em todo o estado. O Lasp tem diversos laboratórios de análises de água e alimentos que auxiliam as ações de vigilância e fiscalização sanitária no município.

Atendendo demandas solicitadas pela Central 1746, o CCZ realiza inspeções sanitárias em criações de animais em estabelecimentos veterinários e nos que comercializam animais e produtos veterinários em eventos com animais. 
As equipes do Centro atuam também com orientações e monitoramento de infestação de insetos, roedores, pombos, morcegos e peçonhentos. 

A exemplo do IJV, o CCZ promove vacinação antirrábica animal em campanhas e em postos permanentes de imunização, e ainda o resgate de cães e gatos suspeitos de zoonoses ou feridos em áreas públicas, o resgate de animais de grande porte em vias públicas sob riscos de acidentes de trânsito e ações de educação em saúde. O Centro também recebeu reforço de novos profissionais, o que permitiu a unidade aumentar em 70% os atendimentos semanais: de 180 para 300.  

 

 





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