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O uso da inteligência artificial na Administração Pública

O uso da inteligência artificial na Administração Pública

CGU já vem utilizando inteligência artificial para aumentar a eficiência e a efetividade das suas ações

Antonio Bastit e Marcus Silva

 

Olá, servidor! Hoje gostaria de falar sobre esse importante tema do qual a Administração Pública brasileira não conseguirá escapar: o uso da inteligência artificial para aumentar a eficiência e a efetividade das suas ações.

E isso já vem sendo utilizado, por exemplo, pela Controladoria-Geral da União (CGU). A “Malha Fina de Convênios”, desenvolvida pela CGU, usa tecnologia de aprendizado de máquina (machine learning) para avaliação automatizada das prestações de conta em transferências voluntárias da União. 

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Conforme divulgado pelo site inova.gov.br, com base nas características de cada convênio ou contrato de repasse, a ferramenta reconhece padrões e permite prever, com elevado grau de precisão, o resultado da análise de contas, no caso de avaliação manual por servidores dos órgãos federais concedentes. 

Essa inovação foi apresentada em outubro do ano passado, durante o Congresso Latino-Americano de Auditoria Interna (CLAI), em Foz do Iguaçu (PR), evento que reúne mais de mil profissionais da área.

Na prática, a “Malha Fina de Convênios” verifica os instrumentos firmados no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv) – utilizando algoritmos e se baseando numa nota de risco para medir a probabilidade de aprovação ou reprovação das contas. 

A metodologia combina também a emissão de alertas gerados nas trilhas de auditoria aplicadas pela CGU, na busca por padrões pré-definidos de indícios de impropriedades ou irregularidades.

Tal análise automatizada proporcionará maior celeridade na identificação e apuração de eventuais irregularidades, além da otimização de todo fluxo processual dos instrumentos de convênios e contratos de repasse. 

 

 

O principal objetivo da “Malha Fina de Convênios” é solucionar o problema crítico de falta de capacidade operacional que envolve o processo de transferências voluntárias da União. 

A situação vem se agravando, ao considerar a contínua ampliação do quantitativo de prestações de contas pendentes. Até o final do último mês de agosto, o número já somava 15,3 mil instrumentos em atraso, no valor total de R$ 16,7 bilhões.

Enfim, a área de controle é uma das áreas da Administração Pública que são ideais para a utilização da inteligência artificial. O volume de trabalho é enorme e os recursos humanos, financeiros e orçamentários são cada vez menores. 

Tal cenário torna o ambiente propício à utilização de mecanismos automatizados e de alto grau de confiabilidade. Isso permitirá a otimização de todos os recursos e, também, ações de controle mais eficazes e eficientes, inteligentes, fazendo melhor uso dos recursos públicos. O futuro é logo ali! Esse era o recado de hoje! E até a próxima!  

 

 







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