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O servidor é um parceiro para a boa gestão

O servidor é um parceiro para a boa gestão

Gestor que vê servidor como mera despesa para os cofres públicos, estará fadado a uma má gestão pública, diz Barragan

* Professor Barragan

Barragan: "O governante deve ver o servidor
como um grande parceiro para a gestão pública"

Atualmente, estamos na corrida eleitoral majoritária nos estados e na União Federal. Neste cenário o que mais tem preocupado a maioria dos eleitores é a ausência de capacidade técnica dos próximos governantes que poderão gerir a Administração Pública. 

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As possibilidades se apresentam limitadas, haja vista a falta de candidatos com real capacidade de gestão, pois, praticamente todos os candidatos conhecem bem uma determinada área de atuação da Administração Pública, mas não demonstram conhecimento técnico em relação às demais.

O Presidente da República, por exemplo, não precisará ser um exímio conhecedor de todos os assuntos relacionados à gestão pública, desde que tenha uma boa noção geral sobre eles e atue com servidores públicos que sejam especialistas nos mais variados setores da Administração Pública. 

Por isso, o governante deve ver o servidor como um grande parceiro para a gestão pública. Assim, se o governante enxergar aquele que se dispôs a servir ao povo (e por isso, corretamente denominado servidor público) como uma mera despesa para os cofres públicos, estará fadado a uma má gestão pública.

Nesta linha de raciocínio, o servidor público é um parceiro que deve ser aproximado cada vez mais das decisões administrativas a serem tomadas no setor público. Os servidores, especialmente os de carreira (efetivos), possuem inúmeras boas ideias para tornar a gestão pública mais eficiente e eficaz. Mas, infelizmente, suas ideias e opiniões, na maioria das vezes, não são levadas em consideração pelo gestor público. 

Isso é um equívoco grave, não só na gestão pública como na gestão privada. Ouvir os subordinados é um ato de coesão e inteligência, porquanto aqueles que estão no front de trabalho têm mais condições de apontar melhorias e falhas na prestação do serviço público do que aquele que apenas observa na posição de gestor. 

Não se trata de transportar as decisões para os seus subordinados, mas sim, de ouvi-los e de acolher as boas ideias e sugestões. O governante tem um período de gestão de quatro anos, que poderá ser de oito anos, caso seja reeleito. 

Entretanto, quando ingressa na estrutura estatal ele se depara com servidores públicos que estão naquele serviço público há mais do que aqueles oito anos, e, portanto, demonstram mais vivência nas atividades a serem realizadas pelo respectivo ente federativo. 

Por outro lado, também não se deve desconsiderar as visões, ideias e opiniões que os novos governantes podem ter, afinal, quem vem de fora pode ter uma visão interessante que, até então, os que estão dentro da máquina pública não tinham percebido.

Por isso, a boa gestão pública é um trabalho conjunto do governante e de seus servidores, com troca de informações e ideias. Por concluir, em meio àquela parceria gestor/servidor, destaca-se que o ingrediente que jamais poderá se ausentar é a transparência. Logo, gestores e servidores, mãos à obra e vamos melhorar o nosso país!

* Professor Barragan é advogado, contador, gestor público, professor de Gestão Pública, Direito e Contabilidade, Presidente do Centro de Estudos Políticos do Brasil, mestre em Direito Econômico e Desenvolvimento e pós-graduado em Direito Público.

 







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