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O desafio das Instituições para uma educação corporativa

O desafio das Instituições para uma educação corporativa

Leia artigo do diretor da Escola de Gestão e Políticas Públicas (EGPP) da Fundação Ceperj, Leonardo Mazzurana

Leonardo Mazzurana: "A educação
corporativa, institucional, precisa elaborar projetos
pedagógicos colocando o agente como
protagonista de seu aprendizado (Foto: Divulgação)

 

* Leonardo Mazzurana
 
Caros leitores, começo propondo uma breve reflexão sobre a formação do servidor público: o que acontece depois de alcançada a tão sonhada vaga oferecida pelo concurso? 

Para o recém empossado tem início uma carreira conquistada com muito esforço e estudo, em que muitos seguem buscando ativamente o conhecimento profissional, enquanto outros aguardam capacitações institucionais, que podem demorar longos períodos para serem oferecidas. 

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Essa diferença de perfis mais ou menos pró-ativos se dá naturalmente, já que são várias as motivações que levam alguém a ingressar na carreira pública, e, é neste ponto, que começa o desafio para a instituição. 

Cabe ao órgão público desenvolver nesse agente a competência necessária para prestar serviços de qualidade e colocar o interesse público como valor central em cada decisão que tomar. 

Fica a cargo das Academias, Escolas de Governo e Departamentos de Ensino realizar esse processo, extremamente complexo por vários motivos. Dentre eles, destaco percepções que confundem qualificação com despesa e não com investimento; estabilidade com acomodação e liderança como atributo inato e não como algo a ser desenvolvido. 

 

 

Quanto à dificuldade de investimento, gestores de educação das instituições têm buscado alternativas, ampliando a oferta de cursos e reduzindo custos, ao firmar acordos de cooperação técnica com agências públicas destinadas ao ensino. 

Entretanto, quanto ao profissional comprometer-se com os resultados da agência, e manter-se atualizado, as dificuldades não seriam apenas orçamentárias. 

É possível encontrar ações educacionais gratuitamente oferecidas, mas que pouco contribuem para qualificação, mesmo atrelando-se à conclusão dos cursos um aumento nos vencimentos, ou tornando-os pré-requisitos a progressão na carreira. 

Outras agências não oferecem incentivos, mas conseguem ótimos resultados no engajamento do aluno à ação formativa. Isso nos leva a inferir que a diferença de rendimento e de interesse do discente, reside na concepção do modelo de ensino utilizado. 

Metodologias passivas de aprendizagem, em que o servidor não se identifica com o conteúdo, não vê sua aplicabilidade ou significado, tendem a falhas na aprendizagem. 

A educação corporativa, institucional, precisa elaborar projetos pedagógicos colocando o agente como protagonista de seu aprendizado, tirando-o da zona de conforto para refletir sobre suas práticas e em como aprimorá-las, independente de seu nível hierárquico. 

Sem currículos que mobilizem conceitos, procedimentos e, sobretudo, atitudes e valores, deixamos de desenvolver servidores como líderes na busca permanente pela melhoria dos serviços prestados a sociedade.

 
* Leonardo Mazzurana é diretor da Escola de Gestão e Políticas Públicas (EGPP) da Fundação Ceperj



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