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O Atlas do Estado Brasileiro

O Atlas do Estado Brasileiro

Plataforma traz um importante estudo: “Uma análise multidimensional da burocracia pública brasileira em duas décadas (1995-2016)

Antonio Batist e Marcus Silva são coautores
no artigo desta semana do 'Entre Servidores'

 

Olá, servidor! Recentemente, no último dia 18 de dezembro, foi lançada pelo Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada a plataforma Atlas do Estado Brasileiro que, segundo consta do próprio site do Ipea, disponibiliza, por nível federativo e pelos três poderes, informações como total de vínculos de emprego no setor público, evolução anual da remuneração mensal média, comparações entre civis e militares, diferenças de remuneração por gênero, nível de escolaridade dos servidores e como isso influencia nas remunerações, entre outros dados.

Um importante estudo foi divulgado nesta plataforma: “Uma análise multidimensional da burocracia pública brasileira em duas décadas (1995-2016)”. Os autores do estudo, Felix Lopez e Erivelton Guedes, o dividem em vários itens como: evolução no total de servidores — concentração nos municípios; o aumento da escolaridade dos ocupados no setor público; as diferenças na remuneração entre poderes e entre níveis administrativos; as remunerações intrapoderes e níveis federativos; as diferenças entre as remunerações dos homens e das mulheres em todos os níveis e poderes; e o crescimento da despesa com servidores ativos em relação ao PIB.

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Uma das tendências observadas pelo estudo é que o crescimento mais vigoroso dos vínculos de trabalho no setor público municipal elevou a participação deste nível administrativo de 38%, em 1995, para 57%, em 2016. Em sentido inverso, o total de vínculos no setor público estadual caiu de 47% para 33%, no mesmo período. Nota-se também que o crescimento do setor municipal reflete principalmente a redução relativa do setor público estadual. O setor público federal reduziu sua participação de 15% para 10%, nos 22 anos da série.

 

 

O estudo também aponta a ampliação da escolaridade dos servidores públicos, em todos os níveis da administração. Entre 1995 e 2016, o percentual dos servidores federais com nível superior completo ou diversas modalidades de pós-graduação subiu de 45% para 78%, de 28% para 60%, entre servidores estaduais, e de 19% para 38%, entre servidores municipais. O aumento da escolaridade seguiu uma tendência do mercado de trabalho nacional, em função do aumento da escolaridade dos brasileiros nas últimas décadas, que frequentemente é noticiado a cada nova edição da pesquisa PNAD/IBGE.

 

 

Outra tendência importante é a diferença nas remunerações mensais médias, tanto entre níveis federativos quanto entre poderes. As remunerações do Judiciário são as maiores entre os poderes e as remunerações federais são as maiores da federação. Quando se desagregam poderes e níveis, a remuneração média dos servidores vinculados ao Poder Executivo federal é superior à dos Executivos estaduais, que, por sua vez, é superior aos municipais. Por exemplo, de 2007 a 2016, a remuneração média dos servidores federais passou de R$ 6,5 mil para R$ 8,1 mil. A remuneração dos servidores estaduais, de R$ 3,5 mil para R$ 5 mil, e a remuneração dos servidores municipais passou de R$ 2 mil para R$ 3 mil.

Enfim, há muitos outros dados que merecem uma leitura, pois são interessantíssimos e demonstram a realidade dos servidores públicos atualmente. Se você desejar ler a íntegra do estudo, deixo aqui o link seguro para você acessar. Um forte abraço e até a próxima!
 







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