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O amigo virou chefe! E agora servidor?

O amigo virou chefe! E agora servidor?

Vitor Mattoso explica o que fazer quando um amigo torna-se chefe, passando de uma posição de companheirismo para uma função de cobrança

Vitor Mattoso

 

 

* Vitor Mattoso

Assim como em qualquer outro ambiente, é normal que em uma repartição pública sejam formadas amizades ao longo do tempo, afinal, muitas vezes as pessoas ficam mais tempo com os colegas de trabalho do que com parentes e amigos.

O que fazer quando um desses amigos é promovido e vira o chefe, passando de uma posição de companheirismo para uma função de cobrança? Como lidar com essas situações da melhor forma possível?

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O diálogo é sempre o primeiro e mais importante passo nesses casos. Chamar o amigo promovido para uma conversa aberta e sincera, com o objetivo de trazer os esclarecimentos necessários sobre o que está acontecendo é fundamental para retomar o estado inicial de boa convivência. 

Na mesma esteira, mas em sentido contrário, a falta de diálogo fará com que o problema pareça muito maior, pois as pessoas não saberão as quantas realmente anda a relação. Enquanto o novo chefe pensa que está tudo bem, o restante da turma acredita que ele tenha se tornado alguém prepotente e arrogante de um dia para outro.

Da parte daquele que virou chefe, cabe apresentar toda as responsabilidades que passaram a fazer parte da vida dele no momento que aceitou a chefia, como atender demandas de escalões superiores, apresentar relatórios e supervisionar o trabalho da repartição - inclusive dos amigos, o que nem sempre é uma situação agradável. 

Cabe aos amigos entender que a situação mudou, e que precisam se adaptar à nova realidade, além de sujeitarem-se a hierarquia e saber dividir as situações.

 

 

É a partir do diálogo que podem ser traçados planos e estratégias para contornar a situação sem ferir os princípios constitucionais previstos no artigo 37 da Constituição Federal. Seja ela qual for, a solução precisa respeitar a legalidade, a impessoalidade e a moralidade, além de não diminuir a eficiência na prestação dos serviços ao público.

É bom lembrar que no serviço público muitos servidores convivem e vão conviver por anos juntos ainda, por isso é necessário manter um bom relacionamento. O mais importante é ter em mente que não existe “bala de prata” para esse tipo de situação, ou seja, uma solução que sirva para todos os casos. 

Cada pessoa vem de um contexto diferente, e isso fará com que ela reaja de forma muitas vezes inesperada a essas mudanças no ambiente profissional. Cabe a cada um usar do bom senso e discernimento para ter um comportamento que leve ao bom convívio, sempre com o objetivo de conciliar o bem estar pessoal com a realização profissional.

* Vitor Mattoso é criador do aplicativo Meu Chefe, especialista em Liderança Criativa, Estratégia e Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É formado em Direito pela Faculdade Gama Filho, e possui mais de dez anos de experiência. Já foi Conciliador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Gerente de Relações Internacionais e Operações de Protocolo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, na qual sua equipe teve destaque reconhecido por outros países. Desenvolveu o trabalho de Liderança Criativa com adolescentes de 11 a 17 anos, através da Secretaria de Educação do RJ. Ministra cursos e palestras para gerentes, supervisores, coordenadores e diretores que desejam melhorar a sua empresa se tornando um líder criativo e de excelência.

 

 





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