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Fiscais agropecuários descartam greve, porém mantêm mobilização

Para presidente da Anffa Sindical, Maurício Porto, greve traria problemas à economia do país

Em assembleia, o Sindicato dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) decidiu manter o estado de mobilização da categoria, mas descartou a possibilidade de uma greve, no curto prazo. Segundo o presidente da entidade sindical, Maurício Porto, uma paralisação nesse momento poderia gerar problemas para a economia do país, que já vive uma situação difícil com o alto índice de desemprego e o baixo crescimento.

Maurício Porto: "Se pararmos agora, o crescimento econômico,
que já tem sido pequeno, sofrerá e, certamente, vai aumentar a crise"

“O setor agropecuário é muito impactado pelo trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários. Se pararmos agora, o crescimento econômico, que já tem sido pequeno, sofrerá e, certamente, vai aumentar a crise. Não é esse o nosso objetivo”, ressalta Maurício Porto, em declaração divulgada à impressa, pela Associação.

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O presidente da Anffa Sindical também não quer que a mobilização dos auditores fiscais agropecuários tenha sua legitimidade questionada, pelo fato de 2018 ser um ano de disputa eleitoral acirrada pela Presidência da República.

“Não queremos, de forma alguma, que fique parecendo que esta é uma greve política. Nosso compromisso sempre foi com a segurança alimentar do brasileiro e com o setor agropecuário. Mas estamos mobilizados, prontos para tomar uma atitude mais enérgica, se o governo não se manifestar.”

Decisão após reunião com o Planejamento

A decisão de manter a mobilização, mas sem greve, foi tomada em assembleia da categoria, realizada no dia 20, após uma reunião com secretário de Gestão de Pessoas, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), Augusto Chiba. Na ocasião, o representante do governo federal informou aos sindicalistas que a pasta não atenderia as demandas dos auditores. 

Os Affas vêm, desde março, conversando com o governo federal e nos últimos meses, embora haja o apoio do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as negociações não têm sido satisfatórias.

“O ministro do Mapa está de acordo com nossa demanda e tem demonstrado apoio à nossa demanda, mas o Planejamento está irredutível”, conta Porto, ressaltando que a entidade sindical tem buscado atuar em outras frentes. 

“Estamos trabalhando para que a negociação não pare. Temos audiências marcadas na Casa Civil, com parlamentares e com o próprio ministério do Planejamento. E como estamos em estado de mobilização, podemos, a qualquer tempo, realizar ações pontuais e até parar a categoria. Não é nosso objetivo, mas está entre as possibilidades”, afirma o presidente Maurício Porto.

 





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