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Domínio da Língua Portuguesa pode contribuir no crescimento dos servidores

Domínio da Língua Portuguesa pode contribuir no crescimento dos servidores

Professores destacam o quanto é importante para os servidores terem domínio da Língua Portuguesa no ambiente de trabalho

Vivian Barros, que trabalha no MPU e professora
de Língua Portuguesa, destaca a importância do
domínio da língua no dia a dia do trabalho dos servidores

 

Os servidores, provavelmente, se lembram da época de preparação, dos estudos para prestar o concurso, até conseguirem ser empossados nos órgãos públicos em que atuam hoje. E, certamente, nas provas objetivas dos concursos que prestaram, uma disciplina foi comum a todos os exames: Língua Portuguesa. E, independentemente da área de atuação de qualquer concursado, ela fará parte da rotina de trabalho dele, seja enquanto fala ou quando escreve. Por isso, o domínio da língua materna é essencial. 

Quem faz o alerta é a professora de Português do Curso Forum, Vivian Barros. “Com o avanço da tecnologia e das novas mídias, a interação, principalmente por meio de mensagens escritas, torna o domínio da Língua Portuguesa fundamental para os que desejam uma carreira de êxito, seja na esfera pública ou privada. Dominar a língua materna é essencial para os que desejam se expressar de forma eficiente”. 

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A também professora de Língua Portuguesa Maria Elvira Costa, que é servidora do estado e do município, corrobora. “Saber falar e escrever bem a nossa língua é crucial em qualquer ambiente de trabalho, pois precisamos nos comunicar de forma clara e objetiva sempre, seja atendendo pessoas, respondendo a um telefonema ou escrevendo um e-mail. Por isso, é necessário que haja o conhecimento do funcionamento da língua, para que a mensagem seja passada de forma eficaz. Falar e escrever bem é uma condição de empregabilidade”. 

As duas docentes lembram que há carreiras em que os servidores necessitam de um domínio maior da Língua Portuguesa do que outras, tais como jornalista, docente, advogado e revisor de texto. Para esses cargos, a língua não é somente o instrumento de trabalho, mas o ofício em si. Em contrapartida, há servidores que mesmo não exercendo nenhuma das funções mencionadas, acabam tendo como tarefa corriqueira a redação de memorandos, ofícios e documentos oficiais. Logo, precisam ter um conhecimento vasto do Português.
 
“O êxito na comunicação só será alcançado se o servidor dominar o idioma. Selecionar de forma apropriada vocábulos e estruturar corretamente frases contribuirá para a elaboração de texto claro e eficiente”, recomenda Vivian, que também é técnica administrativa do Ministério Público Federal (MPF).

Maria Elvira salienta que um bom domínio da língua é condição indispensável para as pessoas que trabalham com memorandos, ofícios e documentos oficiais, “porque uma palavra mal-empregada, um sinal de pontuação fora do lugar muda todo o sentido de um texto e compromete o seu entendimento. Uma boa base de produção textual, um bom curso de aperfeiçoamento na língua e muita leitura são importantes para esses profissionais”. 

 

 

Há, ainda, um terceiro grupo de servidores, que não são professores, não trabalham na área da Comunicação e tampouco precisam redigir documentos oficiais. E muitos dos que se enquadram nesse perfil acreditam que não precisam se aprofundar na Língua Portuguesa. 

Para quem pensa assim, a professora do estado e do município é bem clara. “O profissional que acredita que se aprofundar na Língua Portuguesa é irrelevante após a aprovação em um concurso deixará de crescer pessoalmente e profissionalmente”. 

Vivian Barros também alerta. “Se o servidor deseja buscar novas oportunidades no órgão em que trabalha, aprofundar-se no estudo da Língua Portuguesa faz-se mister. O domínio da expressão escrita é, sem dúvidas, um diferencial. Para os que não desejam novos rumos, o aprofundamento também é importante, e a razão é simples: transitamos frequentemente entre o coloquialismo e o formalismo. É fácil cometer erros. Por isso, estudar Língua Portuguesa deve fazer parte de sua rotina”. 

Além de ser imprescindível para a realização de suas atividades profissionais, o servidor que domina a Língua Portuguesa também encontra, na língua materna, um grande diferencial para subir na carreira. “Falar e escrever bem a nossa língua sempre abrirá novas oportunidades profissionais, inclusive no setor público. Há diversos cargos que necessitam de profissionais com competência linguística para assumi-los”.
 
A técnica administrativa do MPF concorda que o aprofundamento no Português faz toda a diferença. “Esse é um grande diferencial para o servidor que deseja alcançar o topo da carreira. Quando ele não tem um bom conhecimento da língua, perde a capacidade de se integrar ao grupo, principalmente se os demais servidores tiverem bom conhecimento ou domínio do idioma. Essa dificuldade, ou defasagem, poderá influenciar de modo negativo em sua avaliação periódica funcional”, sinaliza. 

Domínio da língua transmite credibilidade

A falta do domínio linguístico produz muitos ruídos na comunicação do servidor com o público, colegas de profissão e até com a chefia. “Isso compromete a sua conduta profissional. Utilizar uma linguagem sem erros, adequada ao ambiente de trabalho e de fácil compreensão transmite uma ideia de seriedade e credibilidade”, enfatiza a professora Maria Elvira Costa.
 
Para quem deseja se aprofundar no estudo da Língua Portuguesa, mas não sabe por onde começar, Maria Elvira Costa lembra que, atualmente, há diversas maneiras de estudarmos a nossa língua. “Cursos presenciais, online, dicas em meios de comunicação, como jornais e revistas, leituras na internet... Não há desculpa para a falta de estudo”.

Já a docente do Curso Forum pontua que apenas ler regras gramaticais não tornará o servidor melhor escritor ou falante de sua língua materna. No caso da redação, por exemplo, Vivian esclarece para que se entenda as regras gramaticais e se redija de forma correta e eficiente, o ideal é ler obras de qualidade e escrever. 

“A prática reiterada da escrita é essencial para que o servidor se torne um eficiente emissor de conteúdo. É na hora de elaborar o texto que as dúvidas surgem, e fazem o concursado recorrer ao dicionário ou à gramática para redigir com qualidade. Minha sugestão para os que desejam estudar ou buscar mais conhecimento é fazer cursos de redação em Língua Portuguesa, de oratória, além de tornar a leitura hábito”, orienta. 

E além da língua escrita, é imprescindível também que o servidor se preocupe em falar corretamente. “Todas as pessoas, independentemente das profissões que exercem, precisam falar com clareza, de forma simples e objetiva, adequando sempre a linguagem utilizada em seu ambiente de trabalho”, completa Maria Elvira. 

Para que os concursados aperfeiçoem sua comunicação oral, Vivian Barros indica que eles assistam a vídeos de importantes oradores contemporâneos e a debates de qualidade, invistam em cursos de oratória e tornem a leitura hábito e prazer. 

“Um exercício interessante para ampliar vocabulário é pesquisar sinônimos. Quer uma dica simples? Sublinhe palavras em artigos de jornais, revistas ou em seu e-book, por exemplo, e busque sinônimos em um bom dicionário de sinônimos. Trata-se de excelente exercício para ampliar o seu vocabulário”, indica. 

Veja dez dicas para o dia a dia 

Para ajudar ainda mais os servidores, a professora Vivian Barros deixou dez dicas de Português que são válidas para atuais e futuros servidores. Confira!

1 - Entre eu e você”
O correto é usar “entre mim e você” ou “entre mim e ti”. Depois de preposição, deve-se usar “mim” ou “ti”.

2 - Mal” ou “mau”
“Mal” é o oposto de “bem”, enquanto que “mau” é o contrário de “bom”. Está na dúvida sobre qual usar? Substitua o advérbio pelo seu oposto na frase e verá qual faz mais sentido.

3 - “Há ou “a”
“Há”, do verbo haver, indica passado e pode ser substituído por “faz”.
Por exemplo: Nos conhecemos há cinco anos; nos conhecemos faz cinco anos. Já o “A” faz referência à distância ou a um momento no futuro.
Por exemplo: O hotel mais próximo fica a 10 quilômetros.

4 - “Há muitos anos”, “muitos anos atrás” ou “há muitos anos atrás”
Usar “Há” e “atrás” na mesma frase é uma redundância, pois ambas indicam passado. O correto é usar um ou outro. Por exemplo: O filme começou há muito tempo.

5 - “Tem” ou “têm”
Tanto “tem” como “têm” fazem parte da conjugação do verbo “ter” no presente. Mas o primeiro é usado no singular, e o segundo no plural. O Novo Acordo Ortográfico não trouxe inovações.

6 - “Para mim” ou “para eu”
Se você continuar a frase com um verbo, deve usar “para eu”.
Por exemplo: Mariana pediu para eu curtir as fotos dela na rede social.

7 - “Impresso” ou “imprimido”
A regra é simples: com os verbos “ser” e “estar”, use “impresso”.

8 - “Vir”, “Ver” e “Vier”
A conjugação desses verbos pode causar dúvidas em algumas situações, como por exemplo no futuro do subjuntivo. O correto é, por exemplo, “quando você o vir”, e não “quando você o ver”.
Já no caso do verbo “ir”, a conjugação correta deste tempo verbal é “quando eu vier”, e não “quando eu vir”.

9 - “Aquele” com ou sem crase
Em vez de escrever “a aquele”, “a aqueles”, “a aquela”, “a aquelas” e “a aquilo”, use “àquele”, “àqueles”, “àquela”, “àquelas” e “àquilo”.
    Por exemplo: Não entreguei a encomenda àquele rapaz.

10 - “Ao invés de” ou “em vez de”
“Ao invés de” significa “ao contrário” e deve ser usado apenas para expressar oposição. Por exemplo: Ao invés de virar à direita, virei à esquerda. Já “em vez de” tem significado mais abrangente. É usado principalmente como a expressão “no lugar de”. Também pode ser usado para exprimir oposição. Por isso, use “em vez de” caso esteja na dúvida.

Giulliana Barbosa
giulliana.barbosa@folhadirigida.com.br

 

 







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