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Concurso, não! Reserva, sim!

Concurso, não! Reserva, sim!

Barragan fala sobre a possibilidade de o governo federal aproveitar militares da reserva para ocupar cargos efetivos

Antonio Carlos Barragan comenta sobre 
a possibilidade de o governo federal utilizar reservistas
do Exército para ocupar cargos públicos

 


* Antonio Carlos Barragan
    
Para o batalhão de estudantes e profissionais que se preparam para concursos públicos de âmbito federal, terei que servir de mensageiro das más notícias. 

Pois é, o capitão e presidente da nação decidiu ampliar a escassez de concursos públicos para a União Federal e inovar com uma alteração legal que dará muito pano para manga (ou talvez para farda). Trata-se de uma norma que permitirá aproveitar os militares da reserva (mais tecnicamente, os reformados) em outras atividades, incluindo as civis. 

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O governo federal estuda a inserção deles no serviço público recebendo uma gratificação ou um abono para que executem tarefas relativas às suas especialidades.

A decisão governamental recebe continências, mas também muito tomate por parte daqueles que estão há anos estudando para um determinado concurso público federal. 

A proposta presidencial não é um simples banho de água fria, é uma cachoeira descendo de modo ininterrupto sobre aqueles que estão dispendendo de tempo e dinheiro durante os últimos anos para conseguir o sonhado espaço em um cargo público federal.

O governo ainda não negou a sua intenção de utilizar os mais de 150 mil reservistas. Imaginou? São 150 mil vagas à disposição para concursos públicos federais indo para as fileiras (aposentadas) das Forças Armadas. 

O dispositivo normativo irá prever a necessidade de uma lei que estabelecerá as regras específicas para que os reservistas possam exercer atividades civis em qualquer órgão do governo federal. 

Em meio àquela derrota, alavancada pelo presente de grego da Presidência para os concurseiros e concurseiras dos quatro cantos deste país, ainda podemos dizer que dos males o menor, afinal, o tempo de exercício na nova atividade não permitirá àqueles militares a produção de efeitos na revisão do benefício que já gozam na inatividade. 

 

 

Infelizmente, por um inchaço na máquina pública provocado por governos anteriores, o atual governo tenta justificar a sua medida de certo grau de covardia (ou traição) com os concurseiros e concurseiras. 

Ao invés de abrir concurso público para dar a possibilidade de os milhares de brasileiros que desejam a estabilidade e a carreira pública, a equipe do capitão/presidente está optando por criar uma fórmula normativa para trazer os velhos companheiros das fileiras do exército, marinha e aeronáutica para atividade.

Neste cenário, parece que a ordem do dia emanada é: Concurso, não! Assim, sentimos que pelos corredores do Palácio do Planalto, onde alguns dizem ser uma suposta nova forma de fazer política (será?), os passos são dados na direção contrária ao que preconiza o ditado “amigos, amigos, negócios à parte.”. 

E nesta dança das cadeiras nos cargos federais, o concurseiro e a concurseira seguem sentados no cantinho da sala, com o livro aberto em suas mãos, mantendo a esperança de um dia ocupar o sonhado cargo público. Mas não desista e ande com fé, que a fé não costuma “faiá”!

Antonio Carlos Barragan é gestor público, empreendedor, advogado, contador, professor de Gestão Pública, Direito e Contabilidade, Pós-graduado em Direito Público e Mestre em Direito Econômico e Desenvolvimento.

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