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Assines critica escolha do MEC para diretor do Ines

MEC vai de encontro com a escolha feita por servidores e alunos e dará posse ao segundo colocado da eleição

Ines: MEC não referendou a escolha de
servidores e alunos para assumir a direção do instituto
e dará posse ao segundo colocado da eleição

 


A Associação dos Servidores do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Assines) divulgou uma carta aberta na qual critica o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, pela escolha do futuro diretor da instituição de ensino. 

No lugar de optar pelo mais bem colocado na eleição da qual participaram alunos, servidores e professores, o MEC irá nomear o segundo colocado na consulta.

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O processo de escolha de reitores ou diretores gerais em instituições de federais de educação básica ou superior tem duas partes. Na primeira, há uma consulta da qual participam alunos, professores e funcionários. Dessa etapa, saem até três nomes, que são apresentados para que o ministro da educação defina o ocupante do cargo. 

Embora, nos últimos anos, o MEC, via de regra, tenha empossado o mais votado nas escolhas da comunidade docente e discente, não há obrigatoriedade legal de o ministro agir dessa forma, pelo fato de os cargos serem de confiança.

 

 

No comunicado divulgado pela Assines, entidade filiada ao Sindicato Nacional dos Servidores Federais (Sinasefe), foi destacado o fato de que a entidade sindical sempre defendeu a democracia em todas as instâncias do instituto. 

Por isso, a associação defendeu, no comunicado, que seja “respeitado o resultado do processo eleitoral realizado no instituto, em novembro de 2018, com ampla participação da comunidade escolar.”

A Assines também ressaltou que era contrária à existência de uma lista tríplice de candidatos, originária do processo eleitoral. E que, por isso, pediu aos candidatos que assumissem como compromisso de campanha, de não assumirem a direção do instituto, caso não vencessem a eleição. Nesse sentido, a associação defende que a Chapa 1 assuma a direção.

“Repudiamos a nomeação feita pelo ministro da educação, Ricardo Vélez Rodríguez, na portaria n° 106, de 16 de Janeiro de 2019, para o cargo de Diretor-Geral do INES, que escolhe a Chapa 4. Enfatizamos que esta medida fere os princípios democráticos que vinham norteando o nosso Instituto até a presente data. Continuaremos na luta contra o autoritarismo!”, informa um dos trechos da nota divulgada pela Assines.

 







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