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Ambientação ajuda na integração dos servidores e empregados públicos

Ambientação ajuda na integração dos servidores e empregados públicos

Processos de ambientação são muito importantes e ajudam o concursado a conhecer melhor a cultura do órgão ou empresa onde vai atuar

Palestras ajudam na ambientação dos
novos servidores (Foto: Prefeitura de Sorocaba)

 

Todo ingresso em um novo emprego requer um período de adaptação do profissional no local onde ele vai começar a trabalhar. No serviço público, não é diferente. Por isso, os processos de ambientação são muito importantes, e ajudam o concursado a se integrar no ambiente, bem como a conhecer melhor a cultura do órgão ou empresa onde vai atuar e quais serão as suas atribuições na prática.

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No início de 2018, as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) realizaram um concurso visando à contratação de empregados públicos em diversos cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior. 

Em maio do ano passado, a seleção, para cadastro de reserva, foi homologada, e 34 classificados foram chamados. E ao ingressarem na empresa, esses concursados passaram pela ambientação na INB. 

A assistente social Simone Ferreira foi uma das aprovadas nesse último concurso da INB. No ano passado, a empregada pública passou pelo processo de ambientação, e relembra como foi. 

“Passei pela ambientação durante três dias, e pude obter um panorama sobre a empresa. Aprendi um pouco sobre a produção, funcionamento, normas gerais, aspectos de segurança, ética e política da INB. Visitei algumas áreas sempre acompanhada por uma colega da área de Recursos Humanos.” 

 

 

Antes de ingressar na atual empresa, Simone foi servidora pública na Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). No entanto, lá ela não passou por esse processo de ambientação como na INB, o que, segundo ela, fez toda a diferença. 

“A ambientação foi muito importante para minha atuação profissional, que exige um profundo conhecimento das normas e política da empresa, principalmente no que se refere aos direitos e deveres dos empregados. Quando comecei na minha área, me senti mais segura, já reconhecendo alguns colegas e procedimentos da empresa”, disse.

O coordenador de Desenvolvimento de Pessoal da INB, Daniel Britz, pontua que o processo de ambientação promove o conhecimento dos novos concursados sobre a empresa, bem como a adaptação do empregado ao ambiente de trabalho.
 
“A ambientação integra o empregado por meio de palestras, treinamentos e visitas às instalações, visando prover informações básicas sobre negócios, objetivos, políticas internas, normas, sistemas, práticas administrativas, benefícios, e direitos e deveres”, destaca. 
 
A ambientação na INB, obrigatória para todos os novos empregados, segundo Britz, varia de acordo com o público-alvo e os treinamentos requeridos para cada colaborador, e costuma durar entre um e cinco dias. 

E entre os benefícios percebidos pelo gestor, após a ambientação, está o desenvolvimento de inter-relação entre os novos empregados e as áreas de referência da empresa. 

Mas não para por aí. Depois desse processo de ambientação, os empregados públicos da INB passam por treinamentos teóricos e/ou práticos diretamente nas áreas por um período de aproximadamente 90 dias. “Para determinadas ocupações, são necessários cursos específicos para habilitar o exercício de determinadas atividades”, explica Daniel. 

Chance de conhecer a cultura organizacional

Mas não é só a INB quem realiza processos de ambientação para os novos concursados. Outros órgãos públicos também têm essa política, como o Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, Superintendência de Seguros Privados (Susep), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), entre outros. 

No entanto, o mestre em Administração Pública Antonio Batist destaca que muitos órgãos e empresas públicas acabam não realizando ações de ambientação com seus servidores e empregados recém aprovados em concursos, perdendo uma grande oportunidade de promover um trabalho de integração, de transmissão de cultura e de capacitação profissional.

“A ambientação é um aspecto que não pode ser desconsiderado pelos órgãos e empresas públicas. O ideal é que esse processo ocorra logo após a admissão, no início da carreira. Isso pode trazer ao servidor uma melhor condição de trabalho e uma melhor preparação, sem falar, é claro, na melhora do clima organizacional”. 

Batist lembra que, muitas vezes, o serviço público pode ser o primeiro emprego de um jovem, o que torna essa ambientação ainda mais importante. No entanto, ela também é relavente para aqueles que já possuem uma vivência profissional, garante o mestre em Administração Pública.

“É possível que o concursados possua larga experiência, mas a vivência dele pode ser limitada somente ao setor privado, ou seja, ele desconhece como funciona o setor público. A ambietação também pode ser muito  importante, inclusive, para quem já atua do serviço público, mas que vem de um outro órgão. Trata-se de uma excelente oportunidade para ele conhecer a cultura organizacional do seu novo emprego e aprender as normas que regem aquele espaço”, destacou.

Giulliana Barbosa
[email protected]

 

 







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