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A profissionalização dos gestores públicos

A profissionalização dos gestores públicos

Para Alexandre Baêta, a profissionalização dos gestores públicos trará maior eficiência ao serviço público

Alexandre Baêta: "O gestor público deve
ser capaz de organizar o trabalho de forma a
torná-lo o mais exequível possível"

 

* Alexandre Baêta

A administração pública brasileira tem no princípio constitucional da eficiência um dos seus elementos fundamentais. Muito mais que um mero instrumento normativo, esse conceito basilar traduz a obrigação do estado de entregar, à população, um rol de serviços de qualidade e que estejam adequados à realidade orçamentária vigente.

E somente com profissionalização dos gestores públicos e com a consequente aplicação das melhores práticas gerencias torna-se possível atender, com qualidade, agilidade e modicidade, os mais diversos anseios sociais.

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A figura do planejamento estratégico vem ganhando cada vez mais destaque dentro dos processos decisórios das entidades públicas. Traçar objetivos claros e estabelecer os caminhos para atingi-los é a melhor (e talvez a única) maneira de assegurar que as entregas necessárias à sociedade serão realizadas. 

Nesse sentido, destaca-se a governança, que é a capacidade do estado, de realizar as suas políticas de governo disponibilizando os recursos e serviços necessários para os cidadãos. Conhecer previamente quais serão esses artefatos entregáveis é parte essencial de toda e qualquer política pública. 

Além da capacidade de planejar, o gestor público deve ser capaz de organizar o trabalho de forma a torná-lo o mais exequível possível. Estabelecer critérios lógicos para agrupar os processos de trabalho e, em seguida, distribuir as tarefas entra as diversas unidades funcionais de sua organização são atividades que impulsionam o direcionamento e a integração das ações individuais em busca dos objetivos organizacionais e sociais.

Outra parte importantíssima das ferramentas gerencias necessárias para que os gestores públicos tenham eficácia em suas ações está intimamente relacionada à sua capacidade de direção. Os três elementos que fundamentam o tripé da gestão de pessoas são: a motivação, a liderança e a comunicação. 

O gestor deverá, necessariamente, considerar os principais aspectos motivacionais de seus subordinados e saber como harmonizar as expectativas individuais em face às dificuldades enfrentadas, visando o amplo desenvolvimento individual na carreira pública. 

 

 

Além disso, cabe ao gestor tratar os efeitos negativos no engajamento de seu time promovidos pelo alto grau de interferência política nas funções de estado, pelas estruturas excessivamente burocratizadas e pela isonomia salarial, tida muitas vezes como um modelo de recompensa injusto. 

A capacidade de comunicar, com clareza, quais são os objetivos organizacionais e quais as ações necessárias para o seu cumprimento é essencial para evitar os conflitos disfuncionais e, dessa forma, capitanear as pessoas rumo ao alcance das metas sociais. 

A comunicação adequada e a transparência são diferenciais dos gestores de sucesso e também configuram a manifestação do princípio constitucional da publicidade.

Por fim, é indispensável que as ações planejadas e organizadas sejam controladas, visando à garantia do alcance dos objetivos. A função do controle promove uma comparação constante entre os níveis de serviço desejados e as performances atuais, permitindo aos administradores públicos promover ações que reforcem os comportamentos adequados e corrijam os processos e ações indesejados, eliminando os desvios disfuncionais.

O sucesso das organizações públicas perpassa pela profissionalização dos seus gestores. As capacidades de planejar, organizar, dirigir e controlar, além de funções essenciais da administração, são elementos fundamentais para a implementação das políticas de governo e para o alcance do efetivo bem-estar social. 

* Alexandre Baêta é pós graduado em Administração Pública, em Direito Administrativo e é servidor na Agência Nacional de Saúde (ANS)

 

 







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