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A primeira impressão

A primeira impressão

Vitor Mattoso destaca que vestir-se adequadamente traz mais credibilidade ao trabalho dos servidores

Vitor Mattoso: "O objetivo é chegar
a uma apresentação neutra em convicções
e discreta em detalhes"

 

* Vitor Mattoso

Exatamente. É a que fica. E é por esse motivo que deve-se dar a devida importância às roupas que escolhemos para trabalhar, especialmente quando o que está em foco é o maior objetivo daquilo que leva alguém a prestar um concurso: servir ao público.

Não por acaso o cuidado com o vestuário é parte fundamental para bem apresentar o propósito da administração pública: pesquisas apontam que 55% da comunicação não-verbal - ou seja, a que é responsável pelas nossas impressões - é gerada pelas roupas, acessórios e estilos de cortes (cabelo, barba e bigode). 

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O bem servir do servidor público

Desta forma, quando o servidor for se arrumar para o trabalho, não deve ter em mente todo o esforço que fez para alcançar um dos mais desejados status profissionais do Brasil, e pensar que não precisa se preocupar com mais nada, pois foi abençoado pelo conceito da estabilidade profissional; o ideal é que tenha em mente suas responsabilidades e imagine que, quando um cidadão precisar de atendimento em uma repartição pública, esse deverá perceber no servidor a imagem de alguém que está em plenas condições de prestar um atendimento de excelência.

“Preciosismo” é o que alega uma corrente ao defender que o mais importante é o serviço público ser bem prestado, independentemente da roupa de quem atende.

Concorde-se em parte. Prestar bem o serviço público não é uma opção, mas uma obrigação do servidor, registrada de forma clara da Constituição Federal. 

 

 

A função do vestuário é garantir, visualmente, desde o primeiro momento, que aquele profissional está em plenas condições de exercer o seu papel e conduzir o atendimento da melhor forma possível. E isso tudo sem dizer uma única palavra.

Importante ressaltar que não se trata de tirar a personalidade do servidor, mas trazer à tona  o fato de que, durante o expediente, ele possui uma série de obrigações; em alguns casos, a lei deixa clara a de “apresentar-se decentemente trajado em serviço ou com uniforme que for destinado para o caso”.

O objetivo é chegar a uma apresentação neutra em convicções e discreta em detalhes. Adotar um vestuário que permita ao servidor uma apresentação que transpareça a eficiência elencada como princípio da administração pública fará com que o público sinta mais confiança, gerando automaticamente uma credibilidade que será atestada com o atendimento adequado.

E assim, de “primeira em primeira” impressão, é possível construir uma imagem de excelência do serviço público brasileiro.

* Vitor Mattoso é criador do aplicativo Meu Chefe, especialista em Liderança Criativa, Estratégia e Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É formado em Direito pela Faculdade Gama Filho, e possui mais de dez anos de experiência. Já foi Conciliador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Gerente de Relações Internacionais e Operações de Protocolo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, na qual sua equipe teve destaque reconhecido por outros países. Desenvolveu o trabalho de Liderança Criativa com adolescentes de 11 a 17 anos, através da Secretaria de Educação do RJ. Ministra cursos e palestras para gerentes, supervisores, coordenadores e diretores que desejam melhorar a sua empresa se tornando um líder criativo e de excelência.

 

 







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