Concurso Segurança-RJ: reforço do efetivo é prioridade na intervenção

Reforço do efetivo dos órgãos de Segurança será prioridade na intervenção federal no Rio de Janeiro. Aprovados nos concursos PM-RJ e Civil-RJ podem se beneficiar.

O aumento do efetivo em órgãos da Segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, sobretudo a Polícia Militar, será prioridade na gestão do interventor federal, general Braga Netto. A revelação foi dada pelo chefe de Gabinete da Intervenção, Mauro Sinott, em entrevista coletiva nesta terça-feira, dia 27, para anunciar a equipe que comandará a Segurança do estado durante a intervenção. 
 
"Com a instalação do gabinete, vamos discutir com os órgãos de Segurança pública exatamente por área funcional o que representa um gargalo. Por exemplo, a questão de efetivo. Recomposição de efetivo é o gargalo que, ato contínuo, vai me representar uma melhoria do policiamento ostensivo", informou Mauro Sinott, dando uma boa notícia aos aprovados que aguardam nomeação no concurso PM-RJ 2014, para soldados, que fazem o policiamento ostensivo mencionado.
 
Anunciada equipe de intervenção federal no Rio de Janeiro
"Recomposição de efetivo é o gargalo que, ato contínuo, vai me
representar uma melhoria", diz 
Mauro Sinot (Foto: Gustavo Portella)
Habilitados em concursos Polícia Civil-RJ, para papiloscopista e oficial de cartório, também deverão ser beneficiados, tendo em vista dois fatores.
 
O primeiro é o déficit de 15 mil policiais, havendo necessidade de reforço da polícia judiciária.
 
 
No total, aguardam nomeação mais de 4 mil aprovados no concurso PM-RJ 2014.
 
Na Polícia Civil-RJ 564 papiloscopistas e oficiais aguardam ser chamados. No caso de 96 papiloscopistas, falta apenas a nomeação por parte da Casa Civil, pois já fizeram o curso de formação. Esta chamada, inclusive, já foi motivo de recomendação do Ministério Público do Rio.



União ajudará Estado com recursos

O general Braga Netto esclareceu que os recursos para tocar a Segurança do estado partirão do governo fluminense, que terá ajuda da União nessa tarefa. Por enquanto, contudo, ele não sabe precisar quanto tem de verba para investir no setor.
 
"No momento, o que temos é o que está previsto no Decreto. São os recursos de Segurança pública já existentes no estado e Brasília nos dará o aporte (contribuição). Mas eu ainda não tenho a informação de valores, porque nós mesmos ainda não levantamos esses valores. E a prioridade nossa, que já vem sendo tomada pelo governador, é a atualização da parte salarial e dos pagamentos que estavam em atraso", informou, reiterando o que o governador Luiz Fernando Pezão já havia informado: segundo ele, antes de contratar novos policiais, o Estado colocará em dia o 13º salário dos servidores.
 
 
Em paralelo à afirmação do interventor, o antigo ministro da Defesa, Raul Jungmann (agora ministro da Segurança), garantiu que o presidente Michel Temer procurará atender a todas as demandas do interventor federal no Rio de Janeiro. Segundo o general Braga Netto, o objetivo da intervenção é "recuperar a credibilidade da Segurança pública do estado".
 
Além do interventor e do chefe de Gabinete da Intervenção, Mauro Sinott, participaram da entrevista coletiva o secretário de Administração Penitenciária, David Anthony; o secretário de Segurança, Richard Nunes; e o secretário de estado de Defesa Civil e o comandante do Corpo dos Bombeiros, Roberto Robadey Costa Junior.

Concursos federais também poderão ser beneficiados

O interventor federal atuará no Rio de Janeiro em parceria não só com as polícias Civil e Militar, Bombeiros e Secretaria de Administração Penitenciária fluminenses. A atuação contará com o auxílio também da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
 

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