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Concurso TRF3: 'Temos carência grande de servidores', diz presidente

A presidente do TRF3 informou que o órgão já soma 267 cargos vagos e não há concurso válido para realizar nomeações.

"Temos uma carência grande de servidores, sem possibilidade de novas nomeações”, foi o que disse a presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargadora Therezinha Cazerta. O déficit do órgão aumentou, sem que haja concurso válido e, portanto, sem que possa ser suprido. Isso demonstra ainda mais a necessidade do novo concurso TRF3.

O órgão, que abrange os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, já confirmou que estuda a realização de um novo concurso para a área de apoio. Isso porque a última grande seleção teve a validade expirada em 26 de junho, sem que o tribunal possa convocar aprovados para repor as necessidades.

No entanto, esse estudo está ainda em fase preliminar e não há nenhuma previsão de quando um novo edital será publicado. A expectativa é que as vagas sejam em diversas carreiras de técnico e analista, e que a seleção seja aberta no ano que vem.

A presidente do TRF3 esteve reunida na última sexta-feira, 9, em uma apresentação com o ministro do STF, Dias Toffoli. Ela informou que o projeto de reestruturação da primeira instância da Justiça Federal deve fazer com que o tribunal precise de menos servidores. 

De acordo com a representante do tribunal, com o novo modelo de vara por meio de processo eletrônico foi possível fazer remanejamentos e assim "nós precisaremos de menos servidores, de modo que conseguiremos equalizar melhor nosso quadro", disse.

Mesmo com essa afirmação, o concurso TRF3 deve permanecer em pauta, porque a necessidade, mesmo que menor, permanecerá. As informações sobre o encontro foram divulgadas pelo Sindicato do Judiciário Federal no Estado de Sao Paulo - Sintrajud.

Em nota, a categoria se manifesta em tom de preocupação com a redução do quadro de pessoal e a falta de critérios na distribuição de funções comissionadas com o novo modelo de gestão que será formatado.

Presidente do TRF fala sobre carência de servidores (Foto: Alesp)
Presidente do TRF3 fala sobre a carência de servidores
(Foto: Alesp)

Sem concurso, TRF3 tem 267 cargos vagos

A falta de concurso público no órgão impede que novos servidores possam tomar posse. O número de cargos vagos, por sua vez, só aumenta com o passar do tempo. A presidente do TRF3 informou que, atualmente, são 267 cargos vagos.

O número é maior do que o relatório divulgado em agosto no portal da transparência do órgão. Isso quer dizer que de lá para cá mais servidores deixaram o quadro de pessoal do tribunal, por meio de aposentadorias e outras opções de afastamento.

Quer adiantar a preparação para o concurso TRF3? Saiba como!

O relatório até o referido mês indicava o acúmulo de 262 vacâncias na área de apoio, em carreiras de técnico e analista para diversas especialidades. As áreas não são especificadas, mas é possível ter uma visão do déficit por carreira.

O órgão abrange os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A maior necessidade é na capital paulista. O estado mais populoso do país soma 248 cargos vagos, enquanto Mato Grosso do Sul conta com 14 vacâncias. Em São Paulo, são 93 vagas de analista e 155 de técnico. Já no Mato Grosso do Sul, há sete vagas em cada cargo.

 

TRF3 sofre com carência de servidores (Foto: Divulgação)
Sem concurso, TRF3 sofre com carência de servidores
(Foto: Divulgação)

Realizado em 2013, último concurso é referência para estudo

Embora ainda não haja uma previsão exata, o próximo concurso do TRF3 não deve demorar.

A diretora do Foro, juíza Luciana Zanoni, informou que o órgão trabalha para realizar um novo concurso público e classificou como prioridade. 

“Há toda uma estratégia que tem como prioridade a realização do concurso”, disse ao falar sobre a questão orçamentária.

Para quem almeja uma vaga no órgão o estudo antecipado é uma ótima estratégia. Para ser aprovado o candidato não pode esperar o edital ser publicado, mas antecipá-lo.

Isso pode ser feito com o edital da seleção anterior, que foi publicado em 2013 e é uma excelente referência para os estudos.

Na época, foram oferecidas 260 vagas, sendo 125 foram destinadas ao cargo de analista judiciário e 135 para técnico judiciário, com exigência de nível superior e médio, respectivamente. A organizadora escolhida foi a Fundação Carlos Chagas.

Confira todas as áreas que foram contempladas

⇒ Analista Judiciário
Analista Judiciário - Área judiciária
Analista Judiciário - Oficial de justiça avaliador federal
Analista Judiciário - Biblioteconomia
Analista Judiciário - Contadoria
Analista Judiciário - Engenharia Civil
Analista Judiciário - Engenharia Mecânica
Analista Judiciário - Informática
Analista Judiciário - Informática (Banco de Dados)
Analista Judiciário - Informática (Infraestrutura)
Analista Judiciário - Medicina (Cardiologia)
Analista Judiciário - Medicina (Ortopedia)
Analista Judiciário - Medicina (Psiquiatria)
Analista Judiciário - Psicologia (do Trabalho)
Analista Judiciário - Serviço Social

⇒ Técnico Judiciário
Técnico judiciário - Área Administrativa
Técnico judiciário - Segurança e Transporte
Técnico judiciário - Telecomunicações e Eletricidade
Técnico judiciário - Contabilidade
Técnico judiciário - Enfermagem
Técnico judiciário - Informática
Técnico judiciário - Segurança do Trabalho 

Os inscritos no concurso foram avaliados por meio de prova objetiva e discursiva (redação ou estudo de caso). O prazo de validade da seleção foi expirado em 26 de junho deste ano e não pode mais ser prorrogado. As provas foram aplicadas em várias cidades, com Araçatuba, Bauru, Campinas, Marília, Presidente  Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba, todas no estado de São Paulo, e em Campo Grande e Dourados, no estado de Mato Grosso do Sul.

Confira o material de preparação da FOLHA DIRIGIDA e comece já a se preparar para o concurso!

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