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Concurso TRF3: saiba como é a prova de Redação para técnicos

A Professora Vivian Barros analisou a prova de Redação do concurso anterior e listou dicas para os candidatos do TRF3.

Após a autorização para o preenchimento de 69 vagas para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) a expectativa pelo concurso está cada vez mais intensa. Diante disso, os interessados na seleção devem se dedicar ainda mais aos estudos.

Além das provas objetivas, as avaliações discursivas também são muito importantes para que o candidato consiga garantir uma boa colocação no concurso. A professora Vivian Barros fez uma análise completa do edital anterior do TRF3, publicado em 2013, e listou algumas dicas valiosas sobre a prova de Redação.  

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Embora a banca organizadora ainda não tenha sido definida, não se descarta a possibilidade da Fundação Carlos Chagas (FCC) ser escolhida novamente. No entanto, a professora reforçou que as dicas apresentadas serão igualmente importantes para o caso da prova ser elaborada por outra organizadora.

Em 2013 a prova discursiva para técnicos consistia em elaborar uma Redação e para analistas um estudo de caso. A professora Vivian manteve o foco na prova de Redação.

Em primeiro lugar, Vivian destacou o que chama de tripé de avaliação. O termo faz referência aos principais pontos avaliados durante a correção da prova. Saiba quais são os critérios de cobrança em cada um deles:

⇒ Análise de conteúdo

Esse é um ponto importantíssimo da prova. Só esse item costuma valer 40 pontos e, em alguns casos, pode chegar a valer 50 pontos.

A principal característica avaliada nesse item é a capacidade do candidato em analisar criticamente o tema proposto na prova. Segundo a professora, a estratégia a ser utilizada é fugir do senso comum.

“Enquanto 90% dos candidatos vão usar argumentos rotineiros, o ideal é você apresentar argumentos que vão demonstrar uma capacidade mais ampla e um senso crítico maior”, aconselhou.

Vivian reforçou que entre os subtópicos avaliados na análise de conteúdo esse é o mais importante e com maior potencial de elevar a nota do candidato.  “Se você souber trabalhar o tema proposto, demonstrando grande poder de análise, reflexão e senso crítico, a sua nota com certeza vai ser diferenciada.”

⇒ Estrutura

A estrutura costuma valer até 30 pontos.  Nesse tópico Vivian ressaltou que é importante focar no respeito ao gênero solicitado. As provas da FCC cobram textos dissertativos argumentativos. Se o candidato não apresentar essa estrutura textual, ele já começa com uma péssima avaliação.

“A característica fundamental de um texto dissertativo argumentativo é a apresentação de uma tese, ou seja, uma opinião fundamentada sobre o tema proposto”, explicou a professora.

A professora alertou que essa opinião em relação ao tema, precisa vir logo na introdução. “Nada de ficar fazendo suspense ao longo do texto para só lá no parágrafo de conclusão apresentar sua tese.”

Vivian ainda reforçou que uma dissertação não é só expor argumentos, mas fundamentá-los. “Quando você só fica expondo argumentos na sua prova, você corre o risco de produzir um texto dissertativo expositivo e aí vai sair do gênero solicitado e ganhar uma nota muito baixa em estrutura.”

⇒ Expressão

Por fim, a expressão, que costuma ter o mesmo peso do quesito estrutura, está ligada à correção gramatical. Nesse ponto os concurseiros devem ter cuidado para que o texto seja produzido de acordo com a norma culta.

A professora recomendou que os candidatos fiquem atentos às regras que dizem respeito à regência,  concordância e  pontuação, especialmente o uso da vírgula.

A professora Vivian Barros ainda separou outras dicas importantes para os candidatos:

  • Preste atenção à extensão do texto. A FCC costuma estabelecer um limite mínimo de 20 linhas e máximo de 30 linhas. Em alguns editais esse limite mínimo pode ser usado como causa de eliminação;
  • A FCC nem sempre traz o tema da prova de Redação da forma explícita. Então, leia o texto com muita atenção e saiba interpretar as informações;
  • Baixe provas anteriores que apresentam esse mesmo modelo de prova para treinar.

Prepare-se desde já para o concurso

♦ Concurso TRF3: professora dá dicas para a prova de redação

CJF autoriza preenchimento de 69 vagas no TRF3

O conselho de Justiça Federal (CJF) já deu o aval para o TRF3, com sede em São Paulo e Mato Grosso do Sul, preencher as 69 vagas oriundas de aposentadorias. As oportunidades devem ser distribuídas para magistrados e servidores.

“No momento, a Administração do tribunal está analisando a melhor forma de provimento das vagas, ainda não há uma definição”, informou o tribunal que ainda não sabe informar como as vagas serão providas.  

A possível realização de um concurso público está sendo estudada internamente pelo tribunal. Mas as vacâncias nas Seções Judiciárias de São Paulo e Mato Grosso do Sul só aumentam.

Segundo dados encaminhados à FOLHA DIRIGIDA pela assessoria do TRF3, no final do mês de fevereiro foi feito um levantamento que registrou 125 cargos vagos no tribunal. No portal de transparência do órgão, consta os seguintes números, referentes ao mês de dezembro de 2018:

Técnico Analista
Mato Grosso do Sul
10 7
São Paulo
171 103
Total
181 110

 

A presidente do tribunal, Therezinha Cazerta, já reconheceu a necessidade do concurso e em sua última reunião com o Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Sintrajud) afirmou que buscará medidas para efetivar essa necessidade mesmo com a restrição de recursos.

TRF3
Presidete do TRF3 reconhece necessidade de concurso
(Foto: Wesley Mcallister/AscomAGU)

Último concurso foi realizado há seis anos

No último concurso do TRF3 foram ofertadas 260 vagas, sendo 125 para o cargo de analista judiciário e 135 para técnico judiciário. As funções exigiam os níveis superior e médio, respectivamente.

A expectativa é que caso haja uma nova seleção, sejam contempladas as mesmas carreiras de 2013. São elas:

  • Analista Judiciário: Área judiciária, Oficial de justiça avaliador federal, Biblioteconomia,  Contadoria, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica, Informática, Informática (Banco de Dados), Informática, (Infraestrutura), Medicina (Cardiologia), Medicina (Ortopedia), Medicina (Psiquiatria), Psicologia (do Trabalho) e Serviço Social;
  • Técnico Judiciário: Área Administrativa, Segurança e Transporte, Telecomunicações e Eletricidade, Contabilidade, Enfermagem, Informática e Segurança do Trabalho.

A banca organizadora da seleção de 2013 foi a Fundação Carlos Chagas (FCC). Após a conclusão do estudo que definirá se haverá ou não um novo concurso, o tribunal terá condições de definir os cargos, o quantitativo de vagas, bem como dar início ao processo de contratação da organizadora da seleção.

Concurso TRF3 2019: como é a redação do técnico? 

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