Concurso TJ-CE: professor analisa edital com 328 vagas de técnico

Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, o professor Alexandre Zmboni analisou o edital do concurso TJ-CE e traçou o perfil da banca.

Já estão abertas as inscrições do concurso TJ-CE com 328 vagas de técnico judiciário, cargo de nível médio. Os interessados devem se inscrever no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), organizadora - saiba como participar aqui. Mas para começar os estudos, o primeiro passo é conhecer os detalhes do edital, publicado no dia 9.

Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, o professor de Direito Penal do CERS, Alexandre Zamboni, fez a análise do edital e traçou as diferenças quanto à seleção de 2014. De acordo com ele, a novidade é a divisão do técnico entre as áreas judiciária (área fim), com 287 vagas, e administrativa (área meio), com 41 vagas.

Quanto a isso, o especialista destacou que a lotação dos técnicos de área judiciária será em cidades interioranas. “Ao passo que a dos técnicos de área administrativa é na capital, Fortaleza”. A remuneração inicial será de R$5.077,45, mais benefícios. 

Sobre as disciplinas, ele disse que um destaque é que Informática e Raciocínio Lógico e/ou Matemática não serão cobradas. “São matérias bastante comuns em outros concursos públicos para técnico judiciário”, destacou Zamboni, que também é coordenador do CERS na área de tribunais.

TJ-CE abre concurso com 328 vagas para nível médio (Foto: Divulgação)

 

De acordo com o professor, para que o candidato seja aprovado, tanto para as vagas imediatas quanto para cadastro de reserva, será preciso atender aos seguintes requisitos:

  • Acertar, no mínimo, 50% das questões de cada bloco (15 no bloco de Conhecimentos Gerais e 20 no bloco de Conhecimentos Específicos);
  • Não zerar disciplina alguma.

O bloco de Conhecimentos Gerais terá 22 questões de Língua Portuguesa e oito de Organização Judiciária e direito das pessoas com deficiência. Em relação a isso, o professor Alexandre Zamboni descreveu o seguinte exemplo:

“Se o candidato acertar as 22 de Português ele terá atingido e até passado o mínimo do bloco (15 questões), mas levaria ponto de corte por ter zerado essas 8 questões. Em segundo lugar, ele precisa, após livrar o corte na objetiva, ficar classificado até a posição 540ª na área judiciária e 180ª na área administrativa”.

Se atingir essas metas, o concorrente terá sua redação corrigida. O texto dissertativo-argumentativo valerá 20 pontos, em que o participante precisará de, no mínimo, dez para não ser eliminado. “Após isso, ele terá seu nome como aprovado e apto a ocupar um cargo no TJ-CE”, constatou o especialista.

As provas objetivas e discursivas do concurso serão aplicadas no dia 15 de setembro, com o total de 70 questões mais uma redação no estilo dissertativo-argumentativo.

Concurso TJ-CE: publicado edital com 328 vagas para técnicos

Língua Portuguesa será o diferencial do concurso TJ-CE

Ao ser questionado sobre qual disciplina merece maior atenção dos candidatos, Zamboni não hesitou em falar de Língua Portuguesa. “Será o grande diferencial: são 22 questões!”.

Professor e coordenador do CERS,
Alexandre Zamboni

Em consequência, essa área terá o maior peso na prova objetiva e poderá fazer a diferença para aprovação no concurso TJ-CE. Em relação à prova discursiva, o primeiro conselho do professor foi quanto à caligrafia.

“Em uma primeira vista pode parecer bobo, mas escreva de forma legível, pois muitos candidatos têm nota diminuída pelo simples fato de o examinador não conseguir entender o que está escrito”, explicou.

Ele também identificou que os participantes devem prestar atenção aos seguintes tópicos:

  • Ortografia;
  • Morfologia;
  • Sintaxe;
  • Concordância;
  • Regência;
  • Acentuação.

“Por fim, estude sobre o tipo de texto que o edital quer que você redija, qual seja, dissertativo-argumentativo”, concluiu.

Professor classifica cobrança da FGV como mediana

Este ano, a banca organizadora do concurso TJ-CE é a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo o professor, ela costuma cobrar muitos casos práticos. Assim, é possível que a prova venha com situações hipotéticas nos enunciados para que o candidato aplique o direito ao caso concreto.

“As suas provas costumam ser cansativas, justamente por haver bastantes textos. Nada desesperador, contudo: basta ter calma e confiar em seu conhecimento. Classificaria como mediana”, definiu Zamboni.

Por mais que a FGV costume cobrar casos concretes, de acordo com o professor, é possível que haja determinados conceitos no enunciado.

“Como, por exemplo, ‘o poder constituinte derivado decorrente é’ e aí o candidato precisar marcar a alternativa que condiga com o instituto do enunciado. Pela minha experiência, as maiores pegadinhas da FGV envolvem informações que o candidato desatento costuma passar "batido" como datas, prefixos e sufixos”, detalhou.

O último concurso TJ-CE foi organizado pelo Cebraspe (antigo Cespe/UnB). Por isso, o professor acredita que a forma de cobrança da prova deste ano pode trazer novidades em relação a última seleção. Ele definiu que são bancas inteiramente opostas, a começar pelo estilo de questões.

“É muito importante que o candidato resolva questões da FGV, inclusive as do exame de ordem (OAB), haja vista que tem a FGV como banca examinadora. É válido, sem dúvida alguma, o importante é se familiarizar com o estilo da banca”, disse Zamboni, lembrando que o CERS é especialistas em prova da FGV.

Forma de estudo para as provas do concurso TJ-CE

O professor Alexandre Zamboni explicou que existem dois modelos de estudo para concursos: o pré e o pós-edital. No primeiro caso, o estudo é cadenciado, mais teórico, pois não existe um prazo já definido.

No pós-edital, como é o caso do TJ-CE, a situação muda. Há data de prova, prazo, o concorrente precisa contar com uma orientação direcionada e estatisticamente embasada, conforme disse o especialista.

“No estudo pré, o candidato precisa aprender sobre prescrição. Enquanto no pós, ele precisa se preocupar em perceber o que a banca costuma perguntar sobre prescrição. Aquilo que tem mais chance de ser cobrado dentro de cada assunto de sua disciplina. Isso aliado a resolver questões é quase infalível”, descreveu.

Para os candidatos do concurso TJ-CE, Alexandre Zamboni, que também é servidor público, deixou a seguinte mensagem:

“Acredite em você, pois ninguém fará isso em seu lugar. Esforce-se, pois ninguém se esforçará por você. Concurso Público é a ferramenta constitucional que assegura que, se você vencer, terá sido por seu esforço. O Concurso Público mudou a minha vida porque um dia acreditei. Quero que mude a sua”.

As inscrições do concurso serão realizadas de 15 de julho a 16 de agosto, pelo site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), organizadora. A taxa será de R$58. Para se candidatar será preciso ter apenas o ensino médio completo. 

Saiba tudo sobre o concurso TJ-CE com 328 vagas:



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