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Concurso TC-DF: saiba o que faz um auditor de controle e inspire-se

O próximo concurso TC-DF ofertará para o cargo de auditor. Por isso, conheça a história de Leonardo Murga e saiba mais sobre a carreira.

Ingressar no serviço público, ter a sonhada estabilidade mais uma boa remuneração, qual concurseiro não tem esse sonho? Com concurso previsto, o Tribunal de Contas do Distrito Federal se enquadra neste perfil e está entre os almejados pelos candidatos.

Para falar mais sobre a carreira de auditor e inspirar os interessados, FOLHA DIRIGIDA conversou com o Leonardo Murga, 36 anos, que é auditor de controle externo no Tribunal de Contas do Distrito Federal.

O servidor classifica o trabalho na carreira como 'fantástico' e relata que valeu a pena todos os sacrifícios para alcançar o tão sonhado cargo público.

"Hoje, sem nenhuma dúvida, sou feliz e realizado! Não tenho arrependimentos e, sim, faria tudo novamente!"

Como recompensa do esforço, a aprovação veio em 2013

O ex-concurseiro conta que iniciou os seus estudos para o concurso sem saber muito onde estava pisando, mas destaca o seu esforço e a sua perseverança como diferencial para ter alcançado o sucesso.

Ele relata que ficou três anos e dez meses estudando, sem ter um emprego. Essa rotina teve uma recompensa: a aprovação em 2013.

"Em 2010, larguei uma carreira em ascensão em uma das maiores multinacionais do planeta. O mundo corporativo, o cubículo, a luta por promoções, os assédios constantes, as infinitas horas-extras, nada fazia mais sentido, dado que o fruto do meu trabalho não seria revertido para mim ou para a população brasileira, mas para um investidor bilionário em outro país", disse.

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Leonardo revela que a sua rotina era estudar todo dia e a sua primeira batalha diária era conseguir o seu assento favorito em sala de aula. Para ele, foi um processo muito duro, engordou 25kg e passou por muitas frustrações e indignação.

Segundo ele, as trapalhadas das bancas com as notícias de fraudes, com os materiais de baixa qualidade, com os cursinhos preparatórios que anunciavam como imediatos concursos que nunca se materializavam, era algo que incomodava.

Além disso, revela que teve muitos relacionamentos pessoais destruídos e foi humilhado por pessoas bem próximas. E, por esses variados motivos, pensou em desistir várias vezes.

"Contudo, cheguei à conclusão de que só sairia da biblioteca nomeado num concurso de ponta ou morto – e não, não acho saudável fazer ou dizer isso, mas esse era o tamanho do meu foco e do meu comprometimento com meus estudos! Assim, obtive aprovações, mas não sem dezenas de reprovações. Aos poucos, a tristeza foi sendo substituída pela alegria."

Leonardo Muga é professor e auditor do TC-DF (Foto: Arquivo Pessoal)
Leonardo Murga é auditor do TCDF e dá dicas
para os futuros servidores
 (Foto: Arquivo Pessoal)

Por que a carreira de auditor?

Perguntado sobre o motivo da escolha pela carreira de auditor do Tribunal de Contas, Leonardo foi sincero e disse que até um ano antes de ser aprovado nem conhecia sobre a função.

Segundo ele, após uma pilha de reprovações decidiu procurar saber mais sobre a área de controle e começou a se preparar para concursos da carreira.

Ele então percebeu, após pesquisar, a junção das vantagens que seria trabalhar em um órgão técnico, com os benefícios de ser um servidor do Poder Legislativo. E elas só seriam encontrada no Tribunal de Contas.

Para Leonardo, a partir daí foi quando deu um rumo para os estudos e começou a se preparar com o foco devido. Sobre a mudança de estado, ele conta que não foi um problema pois, embora tenha sido criado em outra região, nasceu na capital federal

"Embora eu tenha sido criado no Rio de Janeiro, nasci em Brasília. Retornei para o Distrito Federal para fazer minha preparação e acabei logrando aprovação por aqui mesmo. Assim, a transição foi bastante branda para mim, pois foi diluída no tempo."

O que faz o auditor de controle externo?

Após ter destacado o trabalho do auditor de controle externo do TCDF como fantástico, Leonardo Murga revela que os profissionais são os responsáveis pela chamada "Função de Auditoria" das competências das Cortes de Contas, sob as óticas contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial.

"Desempenhamos atribuições privativas de natureza finalística de controle externo, tais como auditorias, inspeções, instruções processuais e outros procedimentos de fiscalização. Ou seja, fiscalizamos a correta aplicação do dinheiro público, combatendo desvios e fraudes", conta o servidor.

Leonardo explica ainda que os auditores são também responsáveis por verificar se as contas foram adequadamente prestadas e se a Lei de Responsabilidade Fiscal está sendo cumprida.

Dessa forma, destaca que a sua principal função em um Tribunal de Contas será sempre zelar, sob a ótica técnica, pelo bem-estar dos cidadãos por meio da eficiência na aplicação das políticas públicas.

Para ele, no tocante a vantagens e benefícios o cargo também não deixa a desejar e fica o destaque para a excelente remuneração. Segundo Leonardo, pode ultrapassar R$30 mil ao final da carreira. Ele destaca ainda as funções estimulantes e o excelente ambiente de trabalho.

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Dicas para se preparar para o concurso TCDF

Atualmente, Leonardo também é professor e ajuda outros concurseiros a se preparar. A melhor dica, segundo o especialista, é estudar com todo afinco.

Ele usa como exemplo aquela pegada que os candidatos dão quando o edital é publicado, toda aquela empolgação. Segundo ele, esse ânimo deve ser dado logo agora.

"Além de o TCDF ser um órgão fantástico para se trabalhar, o edital anterior possui uma espinha dorsal de conhecimentos tão abrangentes que, ao estudar para lá, você estará estudando para centenas de outros concursos ao mesmo tempo!"

O professor aconselha aos estudantes que dividam o edital de 2013, que deve servir como base para os estudos, em núcleo de matérias, classificando como núcleo central do edital e as do núcleo subjacente.

Leonardo explica:

"As matérias consideradas como pertencentes ao núcleo central do edital são aquelas que demandam conhecimento aprofundado por parte do candidato, pois, além de a cobrança costumar ser mais aprofundada nas questões objetivas, podem ser objeto da porção discursiva da prova." São elas:

  1. Língua Portuguesa;
  2. Controle da Administração Pública;
  3. Lei Orgânica do Distrito Federal;
  4. Direito Constitucional;
  5. Direito Administrativo;
  6. Auditoria Governamental;
  7. Administração Financeira e Orçamentária;
  8. Contabilidade Pública; e
  9. Administração Pública.

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"As matérias subjacentes são aquelas que demandam um grau menor de aprofundamento no processo de estudos, pois não costumam ser cobradas em discursivas, bem como podem ser retiradas do edital vindouro. Você deve ter como objetivo uma performance em questões objetivas de, no mínimo, 70% (setenta por cento) de acertos líquidos. Conforme o último edital, as matérias do núcleo subjacente foram:

  1. Raciocínio Lógico;
  2. Direito Previdenciário
  3. Direito Civil;
  4. Direito Processual Civil;
  5. Direito Penal;
  6. Contabilidade Geral;
  7. Análise das Demonstrações Contábeis; e
  8. Economia".

Ele explica que, após separar os conteúdos conforme a prioridade dos núcleos o candidato estará trilhando um bom caminho para ingressar no tribunal.

O professor aconselha ainda que algumas matérias demandam de um aproveitamento de, no mínimo, 90% de acertos durante os exercícios feitos na etapa de estudos. 

Para finalizar, o servidor público do Tribunal de Contas compartilha com os concurseiros o sentimento que teve após ter sido aprovado: o de alívio, puro e simples.

Eu sabia que, finalmente, havia comprado o direito de não mais precisar estudar para concursos públicos. Não houve nenhuma explosão de emoção. Não houve choro. Não caí de joelhos no chão agradecendo aos céus. Nada disso. Contudo, sentimentos como medo, dúvida e descrença foram postos de lado. Todas as humilhações, privações, ausências, dificuldades e problemas, naquele momento, passaram a fazer parte do passado. Parei de caçar e pude me sentar à fogueira para aproveitar o banquete. A guerra havia terminado e eu havia vencido! Não desistam nunca. Mantenham os olhos no prêmio. Aceitem sua jornada. Paguem o preço da aprovação, pois o caminho não é nada fácil ou justo, mas vale a pena no final!

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