Após um ano autorizado, concurso SEE-SP segue sem previsão de edital

O edital do concurso para professor da educação básica da SEE-SP ainda não tem data para ser publicado, segundo assessoria.

Um ano após a autorização de 15 mil vagas para professor da Educação Básica (PEB) II da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE-SP), o edital do concurso segue sem previsão para ser publicado. A informação foi cedida à FOLHA DIRIGIDA pela Assessoria de Imprensa do órgão.

Em agosto de 2018 o então governador, Márcio França, autorizou a seleção, cujo principal objetivo era a reposição de docentes contratados em caráter excepcional e temporário. O passo seguinte seria a formação da comissão responsável pelo concurso e a contratação da organizadora.

No entanto, nenhuma outra informação acerca do concurso foi publicada. A assessoria também não informou quais são os entraves para a realização do concurso SEE-SP.

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A carreira de professor de Educação Básica (PEBII) tem como exigência o nível superior e licenciatura na área de atuação. Segundo dados de fevereiro de 2018, a remuneração inicial era de R$1.938,75. 

O valor poderia chegar a R$3.899,94 com a progressão do cargo. A carga de trabalho dos professores é de 30 horas semanais.

O último levantamento, publicado no fim de 2017, apontava um déficit de 65.836 profissionais. Além disso, o último concurso para a carreira teve seu prazo de validade encerrado em janeiro de 2018, sem possibilidade de prorrogação.

Os fatos evidenciam ainda mais a necessidade de um novo concurso, visto que novas vacâncias podem ter surgido desde então. Os professores da Educação Básica II são os reponsáveis por ministrar aulas para os últimos anos do ensino básico.

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Último levantamento apontava défict de mais de 60 mil professores no estado
(Foto: Pixabay)

Último concurso SEE-SP para PEB II foi realizado há seis anos  

A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo não realiza concurso para o cargo de professor de Educação Básica II desde 2013. Na ocasião foram oferecidas 59 mil vagas, distribuídas por diversas disciplinas.

Foram contempladas as especialidades de: Arte, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Física, Física, Filosofia, Geografia, História, Língua Espanhola. Além de áreas, como Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Química, Sociologia e Educação Especial.

A organizadora responsável pelo concurso foi a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os candidatos foram avaliados por meio de duas etapas. A primeira delas foi a aplicação das provas objetiva e discursiva. 

A fase tinha caráter eliminatório e classificatório. Na prova objetiva foram cobradas questões de Conhecimentos Pedagógicos e Específicos.

Os aprovados foram classificados para a segunda etapa, que consistia em uma avaliação de títulos. A avaliação tinha caráter apenas classificatório.

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