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Número de inscritos para fiscal-SP é menor que em 2006

Com um total de 8.419 inscritos, os participantes do concurso para auditor-fiscal da Secretaria Municipal de Finanças de São Paulo contam com uma concorrência de 78 candidatos por vaga na área de Gestão Tributária e 32 na área de Tecnologia da Informação. Isso significa 7.786 candidatos para a primeira e 633 para a segunda. A aplicação das provas está prevista para os dias 13 e 18 de março. Em comparação com o concurso anterior, que foi concentrado somente na área de Gestão Tributária, houve queda de 53% no número de inscritos e de 40% no número de vagas.

Com um total de 8.419 inscritos, os participantes do concurso para auditor-fiscal da Secretaria Municipal de Finanças de São Paulo contam com uma concorrência de 78 candidatos por vaga na área de Gestão Tributária e 32 na área de Tecnologia da Informação. Isso significa 7.786 candidatos para a primeira e 633 para a segunda. A aplicação das provas está prevista para os dias 13 e 18 de março. Ao
todo, serão quatro avaliações, sendo duas em cada dia, nos períodos da manhã e da tarde. Cada exame terá duração de 3h30.

No último concurso, em 2006, 16.468 pessoas disputaram 168 vagas na área de Gestão Tributária, o que correspondia a uma concorrência de 98 candidatos por vaga. Em comparação com o concurso anterior, que foi concentrado somente na área de Gestão Tributária, houve queda de 53% no número de inscritos e de 43% no número de vagas. Segundo especialistas, essa redução no número de inscritos acontece por uma série de fatores. Uma das explicações é o fato da segunda prova desse concurso ser aplicada na mesma data da prova de outros concursos, no dia 18. "O grosso do número de inscritos para qualquer cargo é do pessoal que resolve se inscrever depois do edital. Como um pouco antes do concurso para fiscal saiu o edital do TRE-SP e está com mais de 110 mil inscritos, todo mundo se inscreveu para o TRE",  explica o autor do livro "Como estudar para concursos" e professor de técnicas de estudo da Rede de Ensino LFG, Alexandre Meireles.

Segundo ele, as pessoas que não estão estudando não se importam de prestar concursos cujos cargos não estão relacionados. "Aquele grosso foi pessoal que considerou o concurso do TRE mais fácil",avalia. Essa opinião também é compartilhada pelo diretor do Neaf, o professor de Direito Constitucional, Alessandro Ferraz. "Mesmo o perfil não sendo o mesmo, a prova sendo no mesmo dia atrapalhou, porque o TRE tem oferecido salários atraentes, entre R$8 mil e R$9 mil", explica.

A inclusão da prova dissertativa também teria contribuído para afastar "aventureiros. "A prova discursiva afugenta muita gente, muito mais o pessoal que não está estudando. O grosso da população fala 'vou lá e quem sabe eu passo', compra uma apostila na banca de revista e vai fazer. Não passa, mas se inscreve", ressalta Meirelles. Ambos os especialistas concordam que o fato de 2011 ter sido um ano com poucos concursos, principalmente nas áreas federal e fiscal, desestimulou os candidatos, que deixaram de manter o ritmo de estudos, principalmente após o anúncio da presidenta Dilma Rousseff
de que haveria uma pausa na realização dos concursos. Na área fiscal, o fato de não haver concurso para a Receita Federal também refreou os ânimos. "Na área fiscal, o que movimenta o Brasil é a Receita Federal. No final de 2005 teve o maior concurso da história para a Receita. Foi quando muita gente começou a estudar. Eram mil vagas para auditor e 1.850 para analista. Logo em seguida veio o concurso de fiscal do estado de São Paulo, foram 350 vagas. Para quem não passou para o estado, depois de seis meses, teve como opção o iscal da prefeitura",explica Meirelles.
 
O coordenador pedagógico para carreiras fiscais e de nível médio do Complexo Educacional Damásio de Jesus, Marco Carboni, acredita que a redução no número de escritos se deve ao aquecimento da economia e geração de empregos. "A pessoa que está estudando pela carreira pública acaba por optar pelo uma oportunidade no mercado de trabalho por uma necessidade momentânea", diz. Ele aponta, ainda, que a queda no número de vagas também pode ter levado a uma queda na procura. "Um concurso com maior número de vagas chama mais candidatos", avalia.
 
Confira os simulado de Lingua Portuguesa e o vídeo com comentários da docente Ivany Pedroso, que leciona no Núcleo de Estudos Alessandro Ferraz.
 

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