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Concurso PF nível médio: Eduardo Bolsonaro pode levar demanda a Moro

Concurso PF nível médio: Eduardo Bolsonaro pode levar demanda a Moro

Após defender a contratação de agentes administrativos na PF, Eduardo Bolsonaro pode levar demanda de concurso a Sérgio Moro.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL)  defendeu a contratação de mais agentes administrativos da Polícia Federal (PF), cargo de nível médio. Para o parlamentar, esses servidores devem ser direcionados às tarefas de fiscalização e de controle, para que os policiais de carreira possam se dedicar apenas às investigações.

Por compactuar com a causa, ele pode ser o responsável por levar a demanda de um novo concurso para o cargo de nível médio ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. No dia 11 de abril, o parlamentar se reuniu com servidores administrativos da Polícia Federal, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O representante do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF) no estado, Vinícius Marcelino Ilha, estava presente no encontro. Ele solicitou que o deputado conscientize o ministro da Justiça sobre necessidade de modernizar a carreira administrativa da PF.

Isso seria feito por meio de um processo de reestruturação e a possível abertura de um concurso PF para agentes administrativos, de nível médio. Essas atividades são típicas de Estado e não podem ser terceirizadas nem repassadas a servidores cedidos de outros órgãos.  

Deputado Eduardo Bolsonaro defende a contratação de mais agentes
administrativos na PF (Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)

 

“Nossas atribuições legais datam da década de 70. Atualmente, exercemos muito mais atividades, entre elas as tarefas de fiscalização e de controle. Precisamos que isso seja reconhecido em lei para que a categoria seja valorizada”, frisou o representante sindical.

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Eduardo Bolsonaro já tinha reconhecido a falta de agentes administrativos na Polícia Federal (PF). Em sua conta no Twitter, ele disse que diversos policiais não exercem suas funções pois têm que cobrir outros serviços administrativos. A solução para o parlamentar é a contratação de mais agentes, por meio de concurso público.

“Há um problema notório na PF: falta efetivo. Por sua vez o atual governo herdou do PT a pior crise econômica do Brasil. Assim, vários são os policiais que não exercem trabalho de polícia, pois têm que cobrir outras funções. Solução: contratar agentes administrativos. É urgente”, disse Eduardo Bolsonaro em sua conta no Twitter na quinta-feira, 11 de abril.

O deputado federal ainda completou: "Agentes administrativos, excedentes de concursos ou futuros concursos são bem vindos. Feliz em ver que as notícias dos 100 dias de governo Bolsonaro vão nesta direção". 

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Fenapef pedirá 2 mil vagas para agentes administrativos

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) informou à FOLHA DIRIGIDA que finaliza um estudo com dados de déficit da área de apoio da corporação. O objetivo é que a PF solicite um novo concurso para servidores administrativos ao Ministério da Economia.

De acordo com o presidente da Fenapef, Luis Boudens, até o final de abril esse estudo deverá ser concluído e entregue à Polícia Federal. Ele acredita que será solicitada a contratação de mais 2 mil oficiais de Polícia Federal, que ocupam cargos da área de apoio. Entre eles, está o cargo de agente administrativo. 

Para esta carreira é exigido apenas o nível médio. A remuneração é de R$4.710,76 já com o auxílio-alimentação de R$458. O regime de contratação é o estatutário, que assegura a estabilidade.

A reportagem da FOLHA DIRIGIDA entrou em contato com a Polícia Federal e a questionou sobre a intenção de um novo pedido de concurso para a área de apoio. A PF, por sua vez, informou que não há previsão de um novo concurso para servidores administrativos, mas não esclareceu se pretende enviar um novo pedido ao Governo.

Último concurso de agente perdeu validade em junho de 2018

O último concurso para área de apoio da Polícia Federal completará seis anos. Na época, o edital teve a oferta de 566 vagas em cargos dos níveis médio e superior da área administrativa. A validade da seleção foi encerrada em 2 de junho de 2018. A banca organizadora foi o Cebraspe (antigo Cespe/UnB).

O grande destaque foi o cargo de agente administrativo, que contou com 534 vagas em diversos estados, além do Distrito Federal. O concurso também teve chances para graduados, com 32 vagas, todas para o DF.

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Desse total, 11 eram destinadas ao cargo de engenheiro, sete para assistente social, cinco para contador, quatro para administrador, três para psicólogo e duas para arquivista. Todos os candidatos foram avaliados com prova objetiva. Os participantes de nível superior realizaram ainda uma prova discursiva. 

A seleção reuniu 324.497 inscritos em todo o país, sendo 318.832 apenas para o cargo de agente de nível médio.




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