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Órgão tem 4,7 mil servidores a menos que há dez anos

O Secretário de Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, afirmou que o Governo de São Paulo irá nomear ainda este ano todos os aprovados dentro do número de vagas da série de concursos iniciada em 2013. De acordo com ele, a intenção é que a próxima convocação aconteça até o mês de julho. “Fizemos um cronograma junto ao governador para que, se não houver nenhum problema maior financeiro, até julho nos devemos estar nomeando mais 25% dos aprovados dentro do número de vagas iniciais e aí até o final do ano vamos completar 100% do número de vagas iniciais”, disse o secretário durante a posse dos primeiros 1.028 aprovados, realizada nesta quarta-feira, dia 22, no Palácio de Convenções do Anhembi.

A Polícia Civil de São Paulo registrou em 2015 o menor número de servidores nos últimos dez anos. De acordo com o levantamento divulgado no Diário oficial do estado de São Paulo, que tem como base 31 de dezembro do ano passado, o órgão conta com 31.320 policiais ativos em carreiras da Polícia Judiciária, responsável por investigações, e na Superintendência da Polícia Técnico Científica. O número é 14% menor que o registrado em 2006 pelo mesmo levantamento, quando havia 36.066 servidores ativos em carreiras policiais. Em contrapartida, a população do estado teve um crescimento de 10% no mesmo período, passando de 40 para 44 milhões.

Neste mesmo intervalo somente uma vez houve crescimento no número de policiais, entre os anos de 2010 e 2011, quando o número de servidores passou de 34.503 para 34.709. No entanto, em 2012 a redução superou o patamar anterior, fazendo com que o órgão encerrasse o ano com 33.392 servidores. No seguinte o órgão registrou a maior queda no número de servidores: 1.420, encerrando 2013 com 32.215.

O aumento crescente do déficit é impulsionado pelo longo período sem a realização de concursos públicos para diversas categorias, somado ao alto número de aposentadorias e exonerações no órgão. O cargo de investigador, por exemplo, chegou a ficar cinco anos sem concurso (de 2004 a 2009), mesmo período que escrivão (de 2005 a 2010). Já a carreira de delegado registrou um intervalo de dez anos, com seleções em 2003 e 2013, esta última homologada no início deste ano. Para compensar esses intervalos, o órgão chegou a realizar uma série de concursos entre os anos de 2011 e 2012, mas não conseguiu número de aprovados suficiente para preencher as vagas iniciais para alguns cargos.

Outro fator de destaque foi fim do cargo de carcereiro, decretado em 2013, pelo governador Geraldo Alckmin, que vem acontecendo de maneira gradativa. As vagas da carreira serão extintas conforme a vacância. Até o momento o quadro já teve uma redução de 1.010 servidores.

No entanto, a função que teve a maior redução no número de servidores nos últimos dez anos foi a de investigador (1.556 servidores), seguida por escrivão (1.372). Entre as 14 carreiras policiais do estado somente um registrou aumento de servidores no período, a de desenhista técnico pericial, que passou de 174 em 2006 para 180 em 2015.

Os números registrados no fim do ano poderão sofrear alterações em virtude da convocação dos aprovados da última série de concursos iniciada em 2013 e homologada este ano. A intenção do órgão é preencher até o fim do ano cerca de 3 mil vagas, equivalente a oferta inicial das seleções.
 

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