Concurso Polícia Civil-SP: salários passam por reajustes em 2020

Como adiantado pelo governador João Doria, os policiais civis de São Paulo tiveram aumento nos salários a partir de janeiro de 2020

Os salários dos policiais civis de São Paulo foram reajustados este ano. De acordo com a Coordenadoria de Recursos Humanos do Estado, os novos valores já são válidos a partir de janeiro. Dessa forma, os aprovados no próximo concurso PC-SP ingressarão com vencimentos iniciais de até R$10 mil.

Em junho de 2019, o governador João Doria autorizou a abertura de um concurso com 2.939 vagas para Polícia Civil-SP. Ao todo, serão 250 oportunidades de delegado, 1.600 de escrivão, 900 de investigador e 189 de médico legista. Todos os cargos exigem nível superior.

Para delegado, por exemplo, os salários em início de carreira subiram de R$9.888,07 para R$10.382,48. Já os investigadores e escrivães que, no ano passado, ganhavam R$3.743,98 por mês, passaram a receber R$3.931,18 em 2020.

Já as remunerações de médico legista foram reajustadas de R$8.285,66 para R$8.699,94. Na tabela abaixo confira os comparativos entre os valores de cada cargo autorizado para o próximo concurso PC-SP:

CARGO REQUISITO VAGAS  SALÁRIO EM 2019*  SALÁRIO EM 2020* 
Delegado de polícia Nível superior em Direito e experiência de dois anos 250 R$ 9.888,07

R$10.382,48

Médico legista Nível superior em Medicina e CNH B ou superior  189 R$8.285,66 R$8.699,94
Escrivão de polícia Nível superior em qualquer área e CNH B ou superior  1.600 R$ 3.743,98

R$3.931,18

Investigador de polícia Nível superior em qualquer área e CNH B ou superior 900 R$ 3.743,98

R$3.931,18

* Valores incluem salário base e Gratificação pelo Regime Especial de Trabalho Policial (RETP).

No final de 2019, o governador Doria já tinha anunciado o reajuste salarial de 5% para os policiais civis, miliares técnico-científicos do Estado. O aumento também é válido aos agentes de segurança penitenciária, escolta e vigilância penitenciária.

Policiais Civis em São Paulo têm aumento salarial a partir de janeiro
de 2020 (Foto: Divulgação)

 

O governo também confirmou outras medidas para valorização dos servidores da Segurança Pública, com assistência jurídica e ampliação do programa de bonificação. Assim como a equiparação do auxílio-alimentação (o valor será de R$796 variando conforme a jornada de trabalho) e adicional de insalubridade.

“Reafirmamos o nosso compromisso de melhorar ano a ano a condição salarial dos policiais e do sistema prisional. Durante quatro anos, nós promoveremos melhorias para as polícias e para os agentes que atuam no sistema prisional. Este é um compromisso de governo”, disse Doria.

O pacote de medidas favorecerá mais de 280 mil profissionais da ativa, aposentados e pensionistas. 

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Polícia Civil-SP já escolhe banca do novo concurso

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou com exclusividade à FOLHA DIRIGIDA, em dezembro, que a contratação da banca organizadora do novo concurso PC-SP está em andamento.

Segundo a pasta, os projetos dos editais também estão em elaboração. Além da escolha dos membros das comissões examinadoras, encarregados por elaborar as provas e corrigi-las, quando necessário. Confira a nota na íntegra:

“A Polícia Civil informa que os projetos de editais e escolha das bancas estão em andamento, assim como a contratação da empresa organizadora de acordo com a Lei Estadual 10.882/2001”.

Em junho de 2019, a secretaria já tinha adiantado à reportagem que os editais do novo concurso PC-SP seriam publicados apenas em 2020. Os provimentos dos cargos também estão programados para este ano.  

O objetivo, conforme a SSP-SP, é realizar concursos anuais para as Polícias Civil e Militar, a depender da disponibilidade de recursos.

A Polícia Civil de São Paulo chegou a dezembro de 2019 com déficit de 12.985 agentes. A informação é do defasômetro, instrumento do Sindicato dos Delegados do Estado (Sindpesp) para medir a vacância de profissionais.

Faltam 3.562 investigadores e 2.795 escrivães. Tais números são referentes às baixas da corporação por aposentadorias, mortes, exonerações e nomeações sem efeito. Sem a chamadas regular de aprovados em concursos, a carência de pessoal só aumenta.

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