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Concurso PC-RJ: reunião define metodologia das provas para delegados

As bancas examinadoras do concurso PC-RJ se reuniram na quinta-feira, 19, para definir as linhas de metodologia para provas de delegado.

Os integrantes das bancas examinadoras do concurso Polícia Civil-RJ para delegado se reuniram na quinta-feira, 19, na Academia de Polícia (Acadepol). De acordo com publicação nas redes sociais da corporação, o encontro foi para as orientações iniciais e definição das primeiras linhas de metodologia de avaliação.

Os membros são responsáveis por elaborar as questões dos exames, corrigi-las ou questioná-las, quando necessário. No dia 2 de setembro, as bancas tiveram uma primeira reunião para discutir como serão as provas do cargo.

Na ocasião, também foram apresentados os examinadores suplentes. Eles dividirão os trabalhos com os titulares das bancas, sobretudo com o conteúdo programático, elaborando questões e os substituindo em eventuais impedimentos.

De maio a agosto, a Polícia Civil do Rio de Janeiro convidou procuradores, desembargadores, juízes federais e delegados para comporem as bancas examinadoras. Foram designados, ao todo, seis grupos, das quais um para cada disciplina cobrada nas provas.

Ou seja, Direito Administrativo, Direito Processual Penal, Direito Civil, Direito Constitucional, Medicina Legal e Direito Penal. O concurso PC-RJ terá 100 vagas para delegado e foi autorizado pelo governador Wilson Witzel, em junho.

Reunião com bancas examinadoras do concurso PC-RJ para
delegado (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, o secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Vinicius Braga, revelou que o primeiro edital será para delegado. Os preparativos avançados confirmam essa expectativa.

O prazo inicial passado por Braga era de que o edital sairia em setembro. Porém, como a banca organizadora ainda não foi contratada, pode atrasar. O cargo de delegado tem como pré-requisito graduação em Direito.

A remuneração é a maior da corporação, no valor de R$18.747,95, já incluído o auxílio-alimentação de R$264.

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Outras 900 vagas serão abertas no concurso PC-RJ

Além de delegado, o concurso Polícia Civil-RJ terá outras 900 vagas distribuídas entre cargos de todos os níveis de escolaridade.

Ao todo, serão 100 para perito legista, 500 para inspetor, 100 para investigador, 60 para perito criminal, 80 para técnico de necropsia e 60 para auxiliar de necropsia. Confira os dados na tabela abaixo:

Auxiliar de necropsia 
Requisito Nível fundamental completo
Vencimentos* R$4.506,27
Técnico de necropsia 
Requisito Nível médio completo
Vencimentos* R$5.277,59
Perito Legista
Requisito Nível superior em Medicina, Odontologia, Farmácia ou Bioquímica
Vencimentos* R$10.149,95
Perito Criminal
Requisito Nível superior em Engenharia, Informática, Farmácia, Veterinária, Biologia, Física, Química, Economia, Ciências Contábeis ou Agronomia
Vencimentos* R$10.149,95
Inspetor 
Requisito Nível superior em qualquer área
Vencimentos* R$6.280,31
Investigador
Requisito  Escolaridade a confirmar, após decisão do TJ-RJ
Vencimentos* R$5.740,38
Delegado 
Requisito Nível superior em Direito
Vencimentos* R$18.747,95

*Os valores já incluem o auxílio-alimentação de R$264. 

Estude para o concurso de técnico de necropsia

Demais editais do concurso devem sair até dezembro

O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou, em entrevista, que todos os editais do concurso devem ser publicados até dezembro. O titular da pasta ainda confirmou que "será um edital para cada cargo".

O prazo passado pelo governo, inicialmente, era que todos os editais fossem publicados a partir de julho. A corporação, no entanto, teve que refazer os projetos básicos do concurso em decorrência da autorização do governador Wilson Witzel para abertura de mil vagas.

No início do ano, a PC-RJ tinha elaborado os documentos basilares para os editais com as 96 vagas autorizadas pelo então governador Luiz Fernando Pezão, em 2018.

Com o aumento no quantitativo do concurso, todo processo teve que ser reformulado. Isso porque organizar uma seleção com mil vagas gera um gasto maior, como a contratação de mais fiscais e locais de prova. 

Confira entrevista exclusiva com o secretário de Polícia Civil do Rio: 



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