Concurso Polícia Civil-AM: aprenda a estudar com a técnica do funil

O coach de concurso Fábio Sila ensina como utilizar a Técnica do Funil nos estudos para a seleção da Polícia Civil do Amazonas.

O concurso da Polícia Civil-AM 2018 pode sair em breve e quem quiser ter reais chances de passar deve começar a se preparar o quanto antes. Se você ainda não começou, a hora é agora! 
 
Para te ajudar nos estudos, conheça a "Técnica do Funil", que promete alavancar as chances de passar no concurso. A ideia consiste em construir um único material com todas as informações necessárias para aumentar o índice de acertos na hora da prova. 
 
 
Para explicar melhor o que é, e como aplicar essa técnica, FOLHA DIRIGIDA conversou com Fábio Silva, que é professor e coach de concursos públicos, além de delegado da Polícia Civil-AM. Segundo ele, este é um dos métodos mais utilizados e mais eficazes. 
 
O especialista garante que a fórmula é simples, basta o candidato se tornar um "catador" de assuntos. "Tudo que você aprender em aulas, videoaulas, livros, apostilas e questões, deve ser colocado no seu resumo para que, no momento das revisões, tenha um material único e de alta performance", explicou.
 
Benefícios da técnica do funil:
 
 Texto reduzido e livre redundâncias
 Revisões mais fáceis
 Aprendizado de alta performance 
 Processo de memorização ativo
 Concentração e a memorização afiados

Como fazer um resumo com a técnica do funil?

Muitos candidatos de concurso não sabem realmente como montar um resumo de forma correta e isso, de acordo com Fábio, implica nos resultados da preparação. "Muitos apenas copiam os livros e apostilas inteiros e acabam perdendo um tempo extremamente precioso", conta o especialista. 
 
Para evitar que esse erro seja cometido novamente, ele explica o passo a passo de como fazer um bom resumo. Veja: 

. Leitura, entendimento e grifo

Nesta etapa o estudante deve não apenas ler, mas também buscar processar o que está vendo. "Não se assuste se não entender, mas, no mínimo, tente pegar o fio da meada", explica o coach. O aluno deve grifar "a essência" do que está lendo: conceitos, dicas, características, expressões sinônimas, comparações, diferenciações, esquemas etc.
 
No exemplo abaixo, pouca coisa interessa ao estudante no que diz respeito ao conteúdo e apenas isso deve ser levado para o resumo.
 
Texto completo:

 

Princípio da legalidade

O princípio da legalidade decorre da existência do Estado de Direito como uma Pessoa Jurídica responsável por criar o direito, no entanto submissa ao ordenamento jurídico por ela mesmo criado e aplicável a todos os cidadãos.

Consoante entendimento apresentado por Celso Antônio Bandeira de Mello "o princípio da Legalidade é especifico do Estado de Direito, é justamente aquele que o qualifica e que lhe dá identidade própria, por isso considerado é basilar para o Regime jurídico-administrativo".

Neste sentido, Flávia Bahia Martins dispõe que "O Estado democrático de Direito (art. 1 caput) repousa sob o signo da legalidade, exposto no dispositivo sob comento em seu sentido material ou amplo. O princípio da legalidade, portanto, expressa a sujeição ou subordinação das pessoas, órgãos ou entidades às prescrições emanadas do legislativo, Executivo ejudiciário", Ainda na mesma linha, com a finalidade de diferenciar a aplicação deste princípio para os particulares e para o poder público, a autora estabelece que ''Para o particular, ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo, senão em virtude de lei (aqui em sentido amplo ou material, referindo-se a qualquer espécie normativa), diante de sua autonomia da vontade. Mas quanto ao administrador, deverá ser adotado o princípio da legalidade em sentido estrito, pois só é possível fazer o que a lei autoriza ou determina".

Com efeito, o administrador público somente pode atuar conforme determina a lei, amplamente considerada, abarcando todas as formas legislativas - desde o próprio texto constitucional até as leis ordinárias, complementares e delegadas. É a garantia de que todos os conflitos sejam solucionados pela lei, não podendo o agente estatal praticar condutas que considere devidas, sem que haja embasamento legal específico. Dessa forma, pode-se esta- belecer que, no Direito Administrativo, se aplica o princípio da Subordinação à lei. Não havendo previsão legal, está proibida a atuação do ente público e qualquer conduta praticada ao alvedrio do texto legal será considerada ilegítima.

Ressalte-se que a atuação pode ser expressa ou implicitamente prevista em lei, diante da possibilidade de edição de atos administrativos discricionários nos quais o administrador poderá, mediante interpretação baseada no princípio da razoabilidade, definir a possibilidade de atuação, inferido de uma disposição normativa.

Ademais, pode-se entender que o princípio da legalidade é corolário da regra de indisponibilidade do interesse público. Afinal, a lógica é que o administrador não pode atuar de forma a dispor do interesse público e, portanto, sua atuação fica dependendo da autorização do titular do interesse público (que é o povo), responsável pela elaboração das leis, por meio de seus representantes legitimamente escolhidos, Sem embargo, a autorização legal configura a manifestação da vontade popular no sentido de que é possível ao administrador praticar uma determinada conduta, sem que isso configure disposição dos direitos da coletividade.

Logo, a atuação administrativa se limita à vontade legal = vontade do povo, manifestada por meio de seus representantes.

Neste mesmo sentido, pode-se analisar a doutrina de Marçal Justen Filho, quando estabelece que "O princípio da legalidade está abrangido na concepção de democracia republicana. Significa a supremacia da lei {expressão que abrange a Constituição), de modo que a atividade administrativa encontra na lei seu fandamento e seu limite de

Ressalte-se ainda que este princípio difere do principio da legalidade na esfera privada, na qual víge a autonomia privada, não sendo exigida a previsão legal como requisito para atuação dos cidadãos em geral.De fato, no que tange à atuação do direito privado, aos particulares, tudo que não está proibido está juridicamente permitido. É o chamado princípio da não contradição à lei.

 

 

 

Agora que você já viu um exemplo concreto de como grifar o que é importante ou não em um texto, saiba como construir um resumo prático e conciso de acordo com a "Técnica do Funil" ensinada pelo professor Fábio Silva. Você vai ver que vai fazer diferença na hora de estudar.



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