Saiu gabarito e resultado da prova objetiva. Confira!

Com uma semana de atraso em relação ao cronograma original, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PM-RJ) divulgou na última terça- feira, dia 7, os gabaritos definitivos e o resultado provisório da prova objetiva do concurso para soldado. Embora pelo menos dez questões fossem apontadas por professores e candidatos como passíveis de anulação, somente quatro tiveram esse destino, sendo duas de Português, uma de Sociologia e uma de Informática (veja nos arquivos em anexo).

Com uma semana de atraso em relação ao cronograma original, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PM-RJ) divulgou na última terça- feira, dia 7, os gabaritos definitivos e o resultado provisório da prova objetiva do concurso para soldado. Embora pelo menos dez questões fossem apontadas por professores e candidatos como passíveis de anulação, somente quatro tiveram esse destino, sendo duas de Português, uma de Sociologia e uma de Informática (veja nos arquivos em anexo).

As respostas dos recursos contra os gabaritos, que deveriam sair também no último dia 7, não foram disponibilizadas no site da organizadora. Até o fechamento desta edição não foi encontrado um representante da organizadora Exatus para prestar esclarecimentos. A listagem divulgada tem as notas de todos os candidatos, inclusive dos eliminados por descumprirem o edital.

Foram aprovados na prova objetiva os candidatos que não zerarem nenhuma disciplina e alcançaram o mínimo 50% de acertos (20 pontos) na soma das notas da objetiva e da discursiva. Embora a pontuação mínima no exame para ter a redação corrigida seja de 20 pontos, não é possível ainda precisar se todos os que obtiveram esse quantitativo foram aprovados na objetiva, já que a listagem não traz as notas por disciplina, impossibilitando saber quem zerou em alguma matéria. Os pontos das questões anuladas serão atribuídos a todos os candidatos. O prazo para recursos contra o resultado da prova objetiva e para vista do cartão-resposta, que anteriormente era de 1º a 7 de outubro, começou na última quarta-feira, 8, prosseguindo até o próximo dia 14, no site da Exatus. É necessário fundamentar a contestação, citando bibliografia.

O resultado definitivo da prova objetiva está marcado para o dia 21 de outubro. Já o provisório da redação será liberado no dia 23 do mesmo mês, com o definitivo saindo no dia 7 de novembro, bem como a classificação do exame intelectual. Para ser aprovado na redação, que vale dez pontos, também é necessário obter 50% dos pontos. Serão corrigidos os textos dos candidatos aprovados na prova objetiva até o limite de cinco vezes o número de vagas. Para efeito de desempate, terá vantagem aquele que tiver a maior nota na seguinte ordem: redação, Português, História, Sociologia, Geografia, Informática, Legislação de Trânsito, Direito Humanos e maior idade.

A segunda etapa será o exame psicológico, eliminatório, tendo como objetivo aprovar os candidatos que possuem funções mentais e habilidades específicas, além de características de personalidade compatíveis com o cargo. A terceira fase constará de exame antropométrico, mediante verificação do Índice de Massa Corporal (IMC), de acordo com a tabela no subitem 12.3.2 do edital. Ainda haverá exame físico, teste toxicológico, exame médico e pesquisa social e documental (4ª, 5ª, 6ª e 7ª etapas, respectivamente). A seleção destina-se ao preenchimento de 6 mil vagas, 600 delas para mulheres.

Concurso marcado por polêmicas

A seleção para a PM-RJ vem sendo marcada por uma série de polêmicas, que começou na aplicação da prova objetiva, dia 31 de agosto. Na ocasião, candidatos denunciaram que teria ocorrido quebra de sigilo, após terem sido publicadas fotos em redes sociais do cartão-resposta e de parte do caderno de questões. Além disso, um grupo de participantes reclamou do nível de dificuldade das provas e que muitas questões estariam fora do programa oficial. Frente a essas polêmicas, foi providenciado um abaixo-assinado na internet, pedindo a anulação do concurso.

Vários parlamentares também manifestaram insatisfação com os rumos da seleção e, por isso, foi pedida uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa (Alerj) para investigar as supostas irregulares, mas a data da sua instalação ainda não foi decidida. A deputada estadual Janira Rocha (Psol) deu entrada na última sexta- feira, dia 3, em ação popular pedindo anulação do concurso, por conta do que considera omissão do governo ao não anular a seleção, "apesar das várias e comprovadas irregularidades". Segundo a parlamentar, anular somente quatro questões, sendo que foram questionadas dez, mantém o concurso sob suspeita. "O resultado divulgado não atinge a quantidade de questões reclamadas", afirmou.
 

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