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Persistem críticas ao concurso de soldado

Saiu na última sexta-feira, dia 10, o resultado dos recursos contra os gabaritos preliminares da prova objetiva do concurso para soldado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PM-RJ). As respostas podem ser conferidas na FOLHA DIRIGIDA Online e no site da Exatus, organizadora da seleção.  

14/10/2014 15:31 | Atualizado: 18/09/2017 05:30

14/10/2014 15:31 | Atualizado: 18/09/2017 05:30
Saiu na última sexta-feira, dia 10, o resultado dos recursos contra os gabaritos preliminares da prova objetiva do concurso para soldado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PM-RJ). As respostas podem ser conferidas na FOLHA DIRIGIDA Online e no site da Exatus, organizadora da seleção. Embora pelo menos dez questões fossem alvo de questionamentos, tanto por candidatos como por professores, a Exatus anulou apenas quatro: duas de Português, uma de Sociologia e uma de Informática. Os critérios não foram publicados pela organizadora. Muitos candidatos reclamaram das justificativas dos resultados dos recursos. “A banca deveria ter anulado outras questões, pois muitas fugiram do edital e outras estão mal formuladas, com erro no enunciado e duplicidade na resposta. Em História, a questão 22, que se refere à Batalha do Jenipapo, e a 24, sobre a Revolução de Avis, que ocorreu na segunda metade do século XIV, são alguns dos exemplos de perguntas em desacordo com o conteúdo programático”, afirmou Hugo Carvalho. 
 
Anderson Silva, outro candidato, concorda com a opinião de Hugo Carvalho. “É totalmente inaceitável, pois em nenhum momento ela mencionou o fato de algumas questões estarem fora do nível exigido. Ou seja, a banca dita as regras que ela mesma estabeleceu, rejeitando os questionamentos feitos por professores e divulgados em redes sociais e imprensa”, disse. Segundo uma candidata que pediu para não ser identificada, as questões mais polêmicas da prova objetiva tiveram todos os pedidos de anulação negados, sob a justificativa de que cumpriam com o conteúdo programático estabelecido em edital e, portanto, estavam corretas. “Interpreto a anulação dessas quatro questões como um sutil “cale a boca” expressado pela banca, com a única finalidade de acalmar alguns candidatos e fazer com que outros deixassem de reclamar devido a uma situação mais confortável de suposta aprovação na primeira etapa do concurso. Acredito que haverá ainda mais duas ou três questões anuladas no próximo resultado, para dar a ideia de que a banca é justa. Até que saia o resultado, não temos nenhuma certeza”, salientou.

Vista dificultada - Embora o cartão resposta tenha sido liberado no mesmo dia, 10, muitos candidatos não conseguiram visualizar o documento no site da organizadora. O acesso foi feito através de consulta individual, na página eletrônica da Exatus. Isso dificultou muitos postulantes de pedirem vista do cartão, cujo prazo termina nesta terça-feira, dia 14.  Outra questão levantada pelos participantes foi a pontuação feita na prova objetiva. “Como não consegui acessar o espelho do meu cartão resposta, não foi possível comparar com a minha prova. Mas fiz 19 pontos no gabarito preliminar. E depois de quatro questões anuladas, sendo que dessas errei três, em vez de ganhar os três pontos e ir para 22, consta que tenho 16. Exatamente três a menos”, disse Hugo Carvalho.    
             
A opinião é compartilhada por Anderson Silva, que diz ter feito 19 pontos, mas que constam 18 no site da organizadora. “Poucos candidatos conseguiram baixar seu cartão resposta, o que dificulta a correção da nota informada no site da Exatus. Sendo assim, é preciso confiar no que a banca publicou, sem poder questionar um possível erro da mesma, o que não seria nada impossível, frente às irregularidades cometidas até o momento”, acrescentando que isso comprova a desorganização e a falta de compromisso com os inscritos e os prazos estabelecidos. Assim como Hugo Carvalho e Anderson, a candidata que pediu para não ser identificada não conseguiu visualizar o cartão resposta. “Não pude conferir com o gabarito e certificar a pontuação divulgada pela Exatus. Uma vez que, sem acesso ao meu cartão sequer posso abrir recurso contra a banca. Do meu ponto de vista, isso é falta de transparência no processo e, provavelmente, cumpre a função de omitir algum tipo de informação importante. Venho tentando contato com a Exatus desde a última quinta-feira, dia 9, e sequer consigo ser atendida. Daí eu pergunto: que mal pode haver no simples fato de um candidato conferir seu próprio cartão resposta?”, questionou. 
 
Manifestação - Insatisfeitos com o andamento do concurso, membros da comissão criada pela Assembleia Legislativa para representar os candidatos convocou, via redes sociais, protesto para esta terça-feira, dia 14, às 15 horas, em frente à Alerj. O intuito é fazer uma caminhada pacífica até o Ministério Público (MP), para entregar um dossiê que aponta as alegadas irregularidades. O grupo pede a anulação do concurso ou, pelo menos, de todas as questões descabidas. "A nossa intenção é chamar a atenção da sociedade para esse caso, uma vez que um concurso para uma instituição tão importante como a PM-RJ, com inúmeros erros, pode refletir na sociedade, e a mesma tem que ter conhecimento. E também vamos entregar ao Ministério Público uma cópia do dossiê levado à Comissão de Segurança Pública da Alerj, na audiência pública do dia 9 de setembro, e que não sabemos onde foi parar", afirmou Hugo Carvalho.

Para Anderson Silva é preciso que o Ministério Público investigue o caso. "O intuito é comprovar que essa empresa não teve e nem terá condições estruturais e administrativas de realizar um concurso, pedindo a punição dos envolvidos nesses fatos caso seja comprovado algum tipo de fraude, reparando os danos causados aos milhares de concursandos", disse.

Resultado deve sair dia 21

O resultado definitivo da prova objetiva da PM-RJ está previsto para o dia 21 deste mês. Já o resultado provisório da redação deverá sair no dia 23, e o definitivo, em 7 de novembro, junto com a classificação do exame intelectual. Serão aprovados na prova objetiva os candidatos que não zerarem nenhuma disciplina e alcançarem o mínimo 50% de acertos (20 pontos). Para ser aprovado na redação, que vale dez pontos, também é necessário obter 50% dos pontos. Serão corrigidos os textos dos candidatos aprovados na prova objetiva até o limite de cinco vezes o número de vagas.

Para efeito de desempate terá vantagem aquele que tiver a maior nota na seguinte ordem: redação, Português, História, Sociologia, Geografia, Informática, Legislação de Trânsito, Direito Humanos e maior idade. A segunda etapa será o exame psicológico, eliminatório, tendo como objetivo aprovar os candidatos que possuem funções mentais e habilidades específicas, além de características de personalidade compatíveis com o cargo.

A terceira fase constará de exame antropométrico, mediante verificação do Índice de Massa Corporal (IMC), de acordo com a tabela no subitem 12.3.2 do edital. Ainda haverá exame físico, teste toxicológico, exame médico e pesquisa social e documental (4ª, 5ª, 6ª e 7ª etapas, respectivamente). A seleção destina-se ao preenchimento de 6 mil vagas, 600 delas para mulheres.

Serviço
Resultado: www.exatuspr.com.br

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