Concurso da PMERJ de 2014 ainda não teve final feliz

O concurso de 2014 da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) ainda gera polêmicas. Houve questões mal formuladas, recursos rejeitados e ações na Justiça, fatos que culminaram com uma audiência pública, realizada no último dia 22, pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa (Alerj), a fim de esclarecer a falta de informações. Agora, a Alerj pede ajuda ao Ministério Público e à Procuradoria para organizadora concluir trabalhos.  

O concurso de 2014 da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) ainda gera polêmicas. Houve questões mal formuladas, recursos rejeitados e ações na Justiça, fatos que culminaram com uma audiência pública, realizada no último dia 22, pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa (Alerj), a fim de esclarecer a falta de informações. Os aprovados pedem mais transparência e o cumprimento do edital pela organizadora Exatus.
 
Das 6 mil vagas de soldado que haviam sido divulgadas quando o concurso foi aberto, apenas 1.334 foram preenchidas com recrutas, parte dos quais fazem o curso no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP). Pehkx Jones da Silveira, subsecretário de Educação, Valorização e Prevenção da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), já havia afirmado que o curso de formação teria a duração média de um ano, sendo dez meses destinados às aulas teóricas e práticas, e mais 60 dias de estágio supervisionado.

Agora, a comissão vai acionar o Ministério Público estadual (MP-RJ) e à Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ). Os deputados querem que a Exatus informe os resultados dos exames médicos e a classificação geral, completa, que até hoje não foi divulgada. "A empresa responsável não está cumprindo com os princípios da administração pública. Vamos procurar os dois órgãos, para que essa entidade apresente todas as informações necessárias", anunciou a presidente da comissão, deputada Martha Rocha, durante o encontro.
 
De acordo com declarações dadas pelo coronel Márcio Basílio, sub-chefe do Estado Maior Geral Administrativo da PM, o impasse com a Exatus deve-se à exigência do pagamento de R$800 mil, quantia restante que foi exigida antes da liberação dos resultados. O militar considera a ação inaceitável neste momento. "Creio que eles temam não receber. Assim que disponibilizarem a relação dos exames, poderemos finalizar o concurso. A corporação está muito insatisfeita com essa situação do certame", disse.
 
O coronel Basílio afirma que é do interesse da PM incorporar esses candidatos, havendo inclusive um planejamento a médio prazo para isso. A previsão é que uma turma de 400 policiais militares se forme até o dia 3 de agosto, às vésperas dos Jogos Olímpicos, mas com riscos de atraso. "Vai depender do cumprimento da carga horária, mas já estamos reunindo esforços para que o prazo seja alcançado", argumentou.
 
Martha Rocha lembrou que esses participantes não estão sendo informados sobre calendário de exames, resultados, divulgação da primeira relação de aprovados e alterações da lista. FOLHA DIRIGIDA entrou em contato com a Exatus, que afirmou estar ciente da audiência pública, mas que nenhum dos seus representantes estava disponível para comparecer à Alerj, em razão de a sede da empresa estar localizada no Paraná. Contudo, a banca afirmou que prestará quaisquer esclarecimentos, quando for procurada pela PM.

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