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Concurso PM-MS registra mais de 5 mil faltosos para soldado e oficial

O governo do Estado do Mato Grosso do Sul informou que o concurso para a Polícia Militar contou com mais de 5 mil faltosos.

O concurso da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul para soldado e oficial registrou 14% de absteção geral por parte dos candidatos. Segundo uma nota divulgada pelo goerno do estado, 5.020 não compareceram à prova objetiva, no último domingo, 12, em Campo Grande e Dourados.

O concurso reuniu 36.346 candidatos aos cargos de soldado e oficial. Do total, 4.617 não compareceram ao exame de soldado, o qie representa 17% de abstenção. Para oficial foram 403 ausentes, totalizando 13% de faltosos.

Prazo para recursos encerra-se nesta quinta, 16

Os gabaritos preliminares do concurso PM-MS foram divulgados na quarta-feira, 15, no site da Fundação de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e a Cultura de Mato Grosso do Sul (Fapems), a organizadora da seleção. Os candidatos que não concordarem com as respostas poderão entrar com recurso. O prazo, no entanto, termina às 17h desta quinta-feira, 16, devendo o candidato acessar o site da banca e preencher o requerimento.

Os recursos devem ser elaborados individualmente, por questão e com as devidas justificativas para tal alteração. Os concorrentes precisam se atentar para as recomendações, pois somente os pedidos elaborados corretamente serão avaliados pela banca examinadora.

concurso PM-MS tem 5 mil faltosos (Foto: Divulgação/PM-MS)
Concurso PM-MS registra 14% de faltosos para soldado e oficial
(Foto: Divulgação/PM-MS)

Governo confirma desclassificação de candidatos

De acordo com o governo do estado do Mato Grosso do Sul, 22 candidatos foram desclassificados do concurso, até o momento. Estes, não respeitaram o pedido para desligarem os aparelhos de celular ou equipamentos sonoros durante a aplicação do exame no domingo, 12.

Para as provas do concurso foram convocados, proximadamente, 1,5 mil profissionais para o apoio: entre fiscais de sala, fiscais de corredor, médicos, coordenadores, policiais, interprete de libras, fiscais transcritores, enfermeiros, advogados e técnicos administrativos. A nota do governo informou que a organização do trânsito ficou por conta da Polícia de Trânsito junto com a PRF, além da Polícia Militar.

Candidatos alegam problemas com fiscais

Além disso, outros sete candidatos decidiram procurar a polícia logo após o término das provas. Os concorrentes se dirigiram até uma delegacia, em Campo Grande, e alegaram problemas de desorganização quanto aos firscais de sala.

Os candidatos disseram que os profissionais não alertaram sobre o tempo de 30 minutos restante para a entrega da prova. Diante disso, os participantes alegaram que quase não conseguiram entregar o gabarito completamente corrigido. Os afetados disseram que as provas começaram com 25 minutos de atraso.

Em resposta à FOLHA DIRIGIDA, a Polícia Militar informou "que não é a instituição responsável diretamente pela aplicação do certame", salientando que todos os cuidados do exame são da FAPEMS, a organizadora. A PM, no entanto, informou que uma comissão organizadora emite os pareceres sobre as ocorrências relacionadas a aplicação da prova.

Segundo esse grupo, não há razão que justifique desclassificação dos candidatos envolvidos. A PM informou ainda que o ocorrido não prejudicará o cronograma e andamento da seleção, que seguirá sob normalidade. Até o presente momento, a FAPEMS não se posicionou.

Confira como foram as provas do concurso

A primeira fase de seleção do concurso da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul foi realizada no domingo, 12. A prova objetiva, com caráter eliminatório e classificatório, contou com 80 questões para o cargo de soldado e 100 para o de oficial. As avaliações aconteceram nos municípios de Campo Grande e Dourados, com quatro horas de duração para o soldado e cinco para os concorrentes a oficial.

Para o cargo de soldado, as disciplinas cobradas foram Língua Portuguesa; Matemática; conhecimentos gerais; noções de Informática; Legislação Específica. Já os concorrentes a oficial responderam a questões de Língua Portuguesa; Direito Penal; Direito Processual Penal; Direito Constitucional; Direito Administrativo; Direitos Humanos; Direito Penal Militar; Direito Processual Penal Militar; Direito Civil; Medicina Legal; e Legislação Específica.

O concurso oferece 438 vagas para ambos os sexos, sendo 388 para o cargo de soldado e 50 para oficial, com oportunidades para ambos os sexos. As remunerações iniciais das carreiras são R$3.352,53 e  R$7.089,13, respectivamente.

O cargo de soldado exige nível médio completo, Carteira Nacional de Habilitação na categoria B e no máximo 30 anos até o encerramento das inscrições. Durante o curso de formação, o candidato fará jus a uma remuneração inicial de R$1.698,90, e após o curso, o salário do soldado passará a ser de R$3.352,53.

Já o oficial pede que o candidato tenha bacharelado em Direito, CNH na categoria B e no máximo 30 anos. O salário inicial, durante o curso, será de R$3.641,92 no 1º ano e R$4.006,11 no 2º ano. No término do curso, os oficiais aprovados passarão a receber R$7.089,13.

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