MTE: falta de concurso prejudica fiscalização do FGTS

Demandas correm o risco de não serem atendidas em função da falta de concurso para auditor-fiscal do trabalho (de nível superior), que vem acentuando o déficit de pessoal na carreira.

Desde o último dia 10, milhões de trabalhadores que correram para as agências da Caixa para sacar o dinheiro de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) encontraram seus saldos zerados por falta de recolhimento do valor devido pelos seus empregadores.
 
Em casos assim, os prejudicados devem apresentar denúncia ao Ministério do Trabalho (MTE). Mas as demandas correm o risco de não serem atendidas em função da falta de concurso para auditor-fiscal do trabalho (de nível superior), que vem acentuando o déficit de pessoal na carreira.
 
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Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), casos todos aqueles que encontraram problemas acionem o MTE, haverá limitações à capacidade de atendimento às reclamações em função da grande carência de auditores. A entidade destacou que são apenas 2.462 auditores em atividade, de um total de 3.644 possíveis (déficit de 1.182 trabalhadores), e que, no dia a dia da fiscalização, já é difícil inspecionar todas as empresas, realizar levantamento dos valores e conferir se os depósitos estão sendo realizados, inclusive, por falta de infraestrutura.
 

Demanda 'impossível' sem um novo concurso

 


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