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Como se organizar para estudar para concursos públicos

Como se organizar para estudar para concursos públicos

Professora Clarisse Góes, do Descomplica Concursos, ensina como se organizar para estudar para concursos públicos.

Vai começar a estudar para concursos públicos ou já iniciou a sua preparação, mas não sabe como se organizar? Para saber a forma correta de planejar os estudos é preciso atenção a alguns aspectos. Quem explica tudo é a professora Clarisse Góes, do Descomplica.

(Foto: Divulgação)

O primeiro passo, antes mesmo de dominar o conteúdo do edital, é se conhecer. Só assim, ela garante, será possível definir as melhores estratégias para vencer e garantir a qualidade dos seus estudos

"O bom candidato é aquele que alia conhecimento com autoconhecimento."

Por isso, na hora de organizar seus estudos para concursos, ela recomenda que o candidato se faça os seguintes questionamentos:

1º) No que me imagino trabalhando?
Conhecer quais atividades gostaria ou não de desempenhar pode ajudar a definir o concurso - e, consequentemente, seu planejamento. Alguns candidatos lidam bem com a ideia de executar trabalhos mais burocráticos. Outros, preferem atividades mais dinâmicas ou que envolvam, por exemplo, atendimento ao público.

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2º) O que gosto e o que não gosto de estudar?
Como em todo estudo, existem as disciplinas "mais queridas e as menos queridas". No entanto, é possível fazer uma análise mais crítica do que é ou não imprescindível.

Para quem não gosta da área de exatas, por exemplo, talvez seja muito custoso se preparar para concursos da área fiscal. Por outro lado, um candidato que sinta prazer em estudar Direito Penal, pode se preparar com afinco para a área policial.

3º) Estou disposta (o) a fazer provas em todo o país?
Algumas pessoas não admitem a possibilidade de prestar concursos para outros estados. Nesse caso, o leque de opções disponíveis será menor e pode ser que demore um pouco mais para atingir o objetivo. Outros lidam bem com a ideia de mudar de estado em razão da aprovação.

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4º) Quanto tempo possuo para estudar?
O candidato deve ser bastante sincero com sua rotina. Clarisse recomenda que se anote em papel ou planilha eletrônica todos os horários em que realiza atividades (inclusive as corriqueiras, como escovar os dentes, tomar banho e se arrumar, e as atividades de lazer). Deve-se incluir, ainda, os finais de semana. Feito isso, os horários vagos deverão ser preenchidos como horas de estudo.

5º) Conheço o edital?
Os editais de concurso trazem informações essenciais para o candidato, tais como as disciplinas cobradas, o peso atribuído a cada uma delas e os critérios de desempate. Caso ainda não tenha saído o edital do seu "concurso-foco", o concurseiro não precisa se desesperar: o antigo dá o panorama necessário para iniciar o planejamento do estudo.

Por onde começar a estudar para concursos públicos

Depois de entender o seu objetivo, é hora de colocar a mão na massa. Mas aí surge o próximo desafio: por onde começar? Qual é o primeiro passo? 

Definir o ponto inicial do estudo é fácil. Clarisse ensina que o candidato deve, primeiro, analisar o edital (ou editais) do concurso e identificar qualis disciplinas são recorrentemente cobradas. São essas que deverão figurar na lista de prioridades do candidato.

"Então, por exemplo, se o candidato está se preparando para a carreira de delegado da Polícia Civil, com foco em mais de um estado, será possível depreender da análise dos editais que as disciplinas recorrentes são Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Constitucional e Direito Administrativo."

Sabendo quais são essas disciplinas, fica mais fácil escolher por qual começar. Para isso, os parâmetros devem ser: o peso da disciplina nas provas do concurso e o grau de dificuldade que atribui a cada uma.

Como organizar o estudo de cada disciplina do edital

No que diz respeito a organização dos estudos em cada disciplina, a professora divide os candidatos em grupos - para cada um, há observações importantes a serem feitas.

► Alguns preferem estudar toda uma disciplina antes de partir para outra, mesmo que gastem dias nela. Esta forma ela considera perigosa, pois o candidato corre o risco de quase não ter estudado nenhuma disciplina quando o edital que estava esperando finalmente sair.

► Outros preferem estudar uma disciplina por dia. Pode ser uma boa forma de estudo, caso o candidato não se canse de passar um dia inteiro no mesmo tema.

O que a especialista sugere: estudar mais de uma disciplina por dia. "De fato, os estudos intercalados ganham mais relevância, pois permitem que o candidato se familiarize com diversas disciplinas que lhe serão cobradas."

O ideal, ela salienta, quando for estudar com disciplinas intercaladas, é adotar ciclos (semanais ou mensais), o que possibilita que o candidato não espere muito tempo para rever uma matéria. O ciclo pode ser organizado da seguinte forma, como sugere Clarisse:

1º Liste todas as disciplinas que deverão ser estudadas;
2º Ao lado de cada disciplina, coloque o tempo de estudo estimado;
3º Separe as disciplinas por blocos (semanais ou mensais);
4º Feito isso, basta estudar cada bloco seguindo o tempo de estudo pré-definido, iniciando uma disciplina quando acabar o tempo de estudo da anterior.

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Como organizar o tempo de estudos entre as matérias

Muitos candidatos de concursos públicos travam no segundo passo do ciclo proposto acima. Isso acontece por uma dificuldade de gerenciamento de tempo. 

A própria professora reconhece que essa não é tarefa fácil, pois são muitas as disciplinas. Para fazer isso de forma eficiente, ela orienta os candidatos a seguir dois passos: analisar o edital e identificar dificuldades.

Assim, ele perceberá que nem sempre as matérias possuem o mesmo peso nas provas. Quanto maior o peso, maior deve ser o tempo de estudo. Também é importante considerar, como já mencionado, em qual tópico se possui dificuldade (mais tempo) e em quais possui facilidade (menos tempo). 

Para dar conta do recado, quanto antes começar a estudar, melhor!

"Os atletas costumam treinar com muita antecedência para suas disputas. No caso do concurso público, a lógica deve ser a mesma. É preciso ter em mente que o estudo é formado de fases, e, seguindo cada uma delas, as chances de obter a aprovação aumentam muito!"

Na fase inicial de estudo, o candidato deve se preocupar em aprender o conteúdo. Ele deve elaborar seus resumos, pois eles terão cada vez mais importância no decorrer das etapas de preparação.

Já na fase intermediária, deve solidificar o conteúdo. Vale se utilizar das técnicas de estudo de questões (muito utilizada para analisar como é feita a cobrança prática do conteúdo) e das atualizações legislativas (para deixar os resumos sempre em consonância com o que está em vigor).

Por fim, na fase avançada, é hora de revisões e atualizações com uma frequência ainda maior, uma vez que o conteúdo necessário para o concurso já terá sido aprendido e reforçado. "Aqui, o candidato chega em um nível que só poderá alcançar uma coisa com a prova: pontuação para ser aprovado!"

E quando se tem pouco tempo de preparação? Qual estratégia adotar?

Nesse caso, o ideal é utilizar as estatísticas a favor. O candidator deverá analisar os editais antigos para saber quais as disciplinas que são costumeiramente cobradas. Também vale fazer uma análise, por meio das questões, dos temas mais cobrados e estudá-los com afinco.

"Resolver muitas questões é fundamental - sempre, mas, principalmente, quando se tem pouco tempo -." A professores recomenda dicas básicas: desligue o celular, use a internet apenas para pesquisar algo relativo ao estudo e faça pequenas pausas durante os estudos (cinco minutos são o suficiente).

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Como organizar os estudos antes do edital ser publicado 

Nesse caso, o candidato tem que trabalhar com as probabilidades. Analisar os editais anteriores do concurso que tem interesse para saber quais as disciplinas que foram cobradas e o peso de cada uma. Dessa análise, será possível separar as disciplinas em básicas, secundárias e específicas.

As disciplinas básicas são aquelas que foram cobradas em, basicamente, todos os editais. Devem ser estudadas o quanto antes. Se optar por montar o estudo em ciclos, as disciplinas básicas poderão encabeçar os blocos, de forma a deixá-los mais leves.

"Um bom bloco poderia ser, por exemplo, formado por Direito Civil, Direito Processual Civil e Direito do Consumidor, ou seja, duas disciplinas básicas e uma secundária."

Já as disciplinas secundárias são aquelas que possuem incidência mediana, aparecem em apenas alguns editais. O candidato deverá estudá-las desde já, mas em um ritmo mais brando que o utilizado para as disciplinas básicas.

Se optar por montar seu estudo em ciclos, as disciplinas secundárias poderão complementar os blocos, de forma a evitar blocos formados apenas por disciplinas básicas.

Por fim, as disciplinas específicas são aquelas de incidência baixa, ou seja, cobradas em pouquíssimos editais. Como as chances de serem cobradas novamente são pequenas, o candidato não deverá se preocupar com elas no estudo pré-edital.

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Como organizar os estudos depois que o edital é publicado

A rotina de preparação deve ser alterada com a publicação do edital, salienta a professora. O estudo pré-edital é muito voltado para o aprendizado e a memorização do conhecimento. Com o edital na praça, o candidato possui cerca de dois meses de preparação.

Essa é a hora de intensificar o ritmo. Além disso, é preciso ter uma boa estratégia para definir o que e como estudar até o dia da prova. Clarisse recomenda confrontar o edital com o planejamento anterior, traçando novas definições:

  • Caso o edital traga temas novos, os candidatos devem estar cientes de que esses ganham prioridade nos estudos em razão do ineditismo na cobrança;
  • Caso o edital corte temas da lista de disciplinas, estes devem ser abandonados pelo candidato até o dia da prova, obviamente.
  • Os temas que já foram estudados e serão cobrados no novo edital, devem apenas ser revisados. Uma boa forma de fazer isso é por meio da resolução de questões anteriores para ver como o conteúdo é cobrado na prática.
  • Será necessário redefinir as horas de estudo de cada disciplina, levando em consideração o tempo que o candidato terá até a prova e o esquema de pontuações do concurso.

 


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