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Sem o concurso, perícia corre risco de colapso

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que solicitou 7.351 vagas ao Ministério do Planejamento, para um novo concurso, terá o pedido devolvido, como os demais órgãos, após o anúncio da suspensão das seleções federais. Contudo, a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) destacou que há risco de colapso, caso o governo mantenha a política de perícias médicas e não faça concurso. A preocupação partiu do presidente da ANMP, Luiz Argollo, que voltou a destacar a carência de 3 mil médicos peritos do INSS, o que inclui aposentadorias e exonerações. 

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que solicitou 7.351 vagas ao Ministério do Planejamento, para um novo concurso, terá o pedido devolvido, como os demais órgãos, após o anúncio da suspensão das seleções federais. Contudo, a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) destacou que há risco de colapso, caso o governo mantenha a política de perícias médicas e não faça concurso. A preocupação partiu do presidente da ANMP, Luiz Argollo, que voltou a destacar a carência de 3 mil médicos peritos do INSS, o que inclui aposentadorias e exonerações.
 
"Pedido de concurso e autorização são acontecimentos distintos. Nossa preocupação, em um cenário de incertezas, depende da postura do governo. Se for para manter o modelo de hoje, não há dúvidas de que entraremos em colapso e, por isso, faremos as cobranças necessárias. No entanto, se o governo buscar a mudança desse modelo, que é o que precisamos, na visão da ANMP, teremos de aguardar", assinalou Luiz Argollo.
 
Das 7.351 vagas, o INSS pediu 3.627 de técnico (nível médio e R$5.344,87), 2.194 de analista (superior e R$7.954,09) e 1.530 de perito médico (médico e R$10.616,14). O pedido faz parte de uma rotina do INSS, como forma de recuperar o hiato de seleções entre 1985 e 2003. O colapso apontado por Argollo já foi constatado, inclusive, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que fez um auditoria recomendando os concursos para a autarquia. A Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps) também se manifestou sobre o tema. A Anasps mostrou-se preocupada com o anúncio da suspensão, tendo em vista também a carreira de analista.
 
Para essa função, há carências em diversas áreas específicas, diferentes de Assistência Social, contemplada na seleção andamento para 950 vagas. O presidente da Anasps, Alexandre Lisboa, fez duras críticas à forma como o atual governo de Michel Temer tem conduzido a Previdência Social. Após extinguir o Ministério da Previdência Social e Trabalho e vincular o INSS ao Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, uma recente medida provisória exonerou diretores das agências. "Esses profissionais eram essenciais para as agências. Não sabemos ainda qual será o futuro da Previdência Social", disse. 

Notas na segunda - Os 813.706 candidatos que fizeram as provas objetivas do concurso para 950 vagas terão acesso às notas finais do exame na próxima segunda-feira, dia 20. Os resultados, assim que liberados pelo Cebraspe (antigo Cespe/UnB), terão consulta na FOLHA DIRIGIDA Online. Será aprovado quem conseguir, pelo menos, dez pontos em Conhecimentos Básicos, 21 em Conhecimentos Específicos e 36 na soma. Os selecionados, segundo o diretor de Gestão de Pessoas do INSS, José Nunes Filho, têm previsão de serem ser convocados a partir de agosto.
 
Das 950 vagas oferecidas pelo INSS, 800 são de técnico (nível médio e R$5.344,87) e 150 de analista (graduados em Serviço Social e R$7.954,09). O concurso tem validade de um ano, prorrogável por igual período. O regime de contratação é o estatutário (estabilidade).

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