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Concurso INSS: sem contratações, órgão pode sofrer 'apagão' em 2019

Concurso INSS: sem contratações, órgão pode sofrer 'apagão' em 2019

Sem concurso INSS 2018 e excedentes de 2015, INSS corre risco de 'apagão' em 2019. Alerta dos servidores se comprova com dados do instituto.

Sem o concurso INSS 2018 e a chamada de excedentes da seleção de 2015, o Instituto Nacional do Seguro Social pode sofrer um 'apagão' no ano que vem. Segundo dados da autarquia, dos 33.500 servidores, cerca de 55% já podem se aposentar, sendo que muitos desses sinalizaram que pretendem fazer isso em 2019. O déficit atual é de 16.548 profissionais.

A nota técnica da autarquia, encaminhada ao Ministério do Planejamento, comprova esse risco, com foco nas carreiras do Seguro Social. Dos 20.633 técnicos do seguro social, 10.635 podem se aposentar a qualquer momento.

No caso dos analistas, dos 5.391 servidores, 921 têm condições de se aposentar. Para peritos médicos, a situação não é diferente. No total, faltam 1.717. Apenas nos três meses deste ano, 43 deixaram o INSS. O concurso de 2011 recompôs 800 vagas, mas 1.719 profissionais saíram de 2012 a 2018. 

Sem concurso INSS, instituto pode ter apagão em 2019 (Foto: INSS)

• Aprenda a fazer um estudo antecipado para o concurso INSS

As novas saídas seriam fatais para o atendimento nas agências da Previdência, já que o déficit atual de 16 mil servidores ficaria ainda maior.

Isso sem a possibilidade de reposição, enquanto não houver uma autorização do Ministério do Planejamento.

As denúncias, que vêm sendo feitas pela FOLHA DIRIGIDA, foram registradas também pelo jornal Bom Dia Brasil da TV Globo.

Sem previsão de autorização do Planejamento, o presidente do INSS, Edison Aguiar, concedeu entrevista à emissora.

Ele reconheceu o risco de colapso caso não ocorra o ingresso de novos servidores e disse que vem buscando alternativas para evitá-lo.

Esses 'paliativos', porém, preocuparam os sindicalistas, que não enxergam outra solução, que não a contratação de mais profissionais.

Além da digitalização dos serviços do INSS, já colocada em prática, o titular do INSS informou que o instituto estuda o 'home office' dos servidores. Ou seja, os profissionais trabalhariam de casa, com metas de processos, recebendo bonos de desempenho.

"O trabalho desse servidor será medido não pela presença no serviço público, mas sim pelo resultado que ele presta de sua própria residência. Isso é algo que nós temos visto em grandes empresas. O 'home office' é uma metodologia nova, produtiva. E eu tenho certeza que isso pode ser também uma forma positiva de nós darmos uma melhoria na atividade do serviço do INSS", disse o presidente do INSS, Edison Aguiar

A Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) mostrou-se totalmente contrária à medida, alegando que, "com ela, a autarquia quer cumprir a meta de 45 dias, inexequível já nas condições atuais, para realizar concessões de aposentadorias e auxílios, evitando despesas com correção monetária de valores atrasados". 

Também segundo a Fenasps, "essa medida visa a incentivar a permanência de servidores do órgão que já podem se aposentar". Entretanto, de acordo com a federação, "sem um plano de carreira que valorize os servidores do Seguro Social, a evasão de mais da metade da força de trabalho do INSS é quase inevitável".

Fenasps organiza paralisações por contratações e concurso INSS 2015

Diante do cenário que vive o INSS e da postura do governo federal, que não dá previsões para a concessão de autorizações de contratações ao instituto, a Fenasps organiza uma paralisação em todo o país.

A ideia da Fenasps com o movimento é pressionar o governo a autorizar contratações para o INSS, que vive grave déficit de pessoal. Isso inclui o aval para chamada dos excedentes de 2015 (pelo menos 475) e novo concurso público.

A Fenasps se compromete a cobrar do atual presidente do INSS, Edison Aguiar, que apresente propostas sérias para resolver os problemas do instituto e dos trabalhadores que compõem a carreira.

Na pauta de reivindicações da categoria estão "realização de concurso público e implantação do plano de carreira com adicional de qualificação, com incorporação das gratificações", entre outras necessidades.

As regras da paralisação serão decididas pela categoria no próximo sábado, 7, em plenária nacional. 

Além de sindicalistas, TCU e DPU pressionam governo a contratar servidores para o INSS

Não são apenas os servidores do INSS que estão pressionando o governo por contratações no instituto. Na luta por mais vagas, a autarquia conta com o apoio do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Defensoria Pública da União (DPU).

O TCU já fez auditoria relatando risco de colapso, em caso da falta de concursos regulares no INSS. A DPU, por sua vez, ajuizou, na Justiça Federal, um pedido de tutela de urgência perante o INSS. O objetivo é atenuar as dificuldades no atendimento da população. 

Segundo a DPU, um dos fatores para o mau atendimento é a falta de servidores do INSS em relação ao grande número de pessoas que vão à autarquia. A DPU chega a mencionar que o INSS Digital não resolve os problemas do instituto, tendo em vista que grande parte do seu público-alvo é "excluído digital". 

Planejamento tem concurso INSS como prioridade, mas não acena com previsão de aval

O Ministério do Planejamento já informou, em reunião com sindicalistas, que o concurso INSS é prioridade deste ano. Entretanto, a pasta não divulga uma previsão para autorização. Enquanto ela não acontece, o déficit de pessoal no INSS só aumenta, prejudicando o atendimento dos segurados. 

A última reunião da Fenasps com o Ministério do Planejamento aconteceu no último dia 14. Na ocasião, esteve presente o chefe da Coordenação-Geral de Negociação Sindical no Serviço Público (CGNSP), José Borges Filho.

Questionado sobre a autorização para convocação de excedentes e novo concurso público, José Borges Filho informou que, por enquanto, o Planejamento está impossibilitado de fazer gastos públicos com a contratação de novos servidores. Apesar disso, Borges comprometeu-se a verificar a informação sobre essa necessidade.

Concurso INSS é prioridade de ministro e presidente

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e o presidente do INSS, Edison Aguiar, já manifestaram apoio a novas contratações no INSS. Titular da pasta ao qual o INSS é vinculado, Beltrame afirmou, em reunião com sindicalistas, que "faz o possível" para resolver problemas na gestão do INSS. Entretanto, segundo ele, a solução não depende apenas dele, mas também do governo.

A demora do Planejamento na apresentação de soluções, segundo o ministro, deixa o INSS "à beira do caos" A preocupação com o instituto não parte apenas do ministro. O presidente do INSS, Edison Aguiar, declarou que o órgão vive hoje as consequência de um "aumento das demandas e a redução da capacidade de atendimento dos segurados".

Pedido de concurso INSS 2018 é para 7.888 vagas

Considerando novo concurso e excedentes de 2015, o INSS pede 10.468 vagas, sendo 6.034  de técnico, 2.222 de analistas e 2.212 de peritos. Para o novo concurso INSS são pedidas 7.888 vagas, sendo 3.984 para técnicos, de nível médio,1.692 para analistas, para graduados em áreas ainda não informadas, e 2.212 para peritos, para formados em Medicina. Os ganhos são de R$5186,79 para técnico, R$7.659,87 para analista e R$12.683,79 no caso do perito. 

No caso de excedentes, estão previstas 2.050 vagas de técnicos e 530 de analistas, totalizando 2.580. A nota técnica mostra os dados alarmantes de pessoal no instituto. Segundo o documento, dos 20.633 técnicos do seguro social, 10.635 estão em abono de permanência, ou seja, podem se aposentar a qualquer momento. 

• Aprenda a estudar Direito Previdenciário para concurso INSS 

O INSS traz dados também sobre as vacâncias de 2012 a 2018. No total, 7.614 técnicos deixaram o órgão, sendo 1.840 apenas no ano passado.

O que piora a situação é que os concursos de 2012 a 2015 representaram o ingresso de apenas 3.900 técnicos. Ou seja, não resolveram o problema de pessoal do INSS. Na verdade, serviram apenas para 'tapar buraco'.

Em agências contempladas no concurso de 2015, válido até agosto, o INSS tem déficit de 1.707 servidores, sendo que 1.149 podem se aposentar a qualquer momento.

Em agências que não foram contempladas em 2015, a necessidade é maior, demonstrando a importância de novo edital. Faltam 2.275 técnicos, sendo que 4.188 podem se aposentar.

Ou seja, no total falta hoje no instituto 3.982 técnicos. A necessidade, porém, poderá ser maior nos próximos meses. Se todos os servidores, com condições, se aposentarem, o déficit pode chegar a 5.337. 

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Prepare-se para o concurso INSS 2018 

Quer garantir a sua aprovação no concurso INSS 2018? Para isso você preciso se dedicar bastante e, sobretudo, estudar de forma antecipada. Se a seleção do INSS é o seu projeto para 2018, conte com a ajuda da FOLHA DIRIGIDA Online nessa caminhada. Confira playlist especial, além de provas anteriores, simulados e planos de estudos para técnico e analista! Você também pode conferir apostilas para o concurso INSS. Acesse já!

O último concurso do instituto, de 2015, é a grande base de estudo dos interessados. À época, os candidatos foram avaliados por meio de 120 questões objetivas, sendo aprovado quem conseguiu dez pontos em Conhecimentos Básicos, 21 em Conhecimentos Específicos e 36 na soma das duas provas.

• Aprenda a estudar Direito Previdenciário para concurso INSS 

A objetiva do técnico foi dividida em Conhecimentos Básicos (Ética no Serviço Público, Regime Jurídico Único, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Administrativo, Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Noções de Informática) e Conhecimentos Específicos (Direito Previdenciário).
 
Já o analista foi submetido a uma prova de Português, Raciocínio Lógico, Noções de Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Legislação Previdenciária, Legislação da Assistência Social, Saúde do Trabalhador e da Pessoa com Deficiência. 

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