'Sem concurso, história do IBGE pode se encerrar', alerta sindicato

A necessidade de concurso IBGE foi abordada pelo presidente do órgão, Roberto Olinto, durante o II Congresso Democrático . Assibge relembra.

"Sem concurso, a história do IBGE pode se encerrar". Essa foi uma das afirmações do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Roberto Olinto, no II Congresso Democrático sobre o órgão, realizado entre os dias 25 e 28 de maio de 2018.

Na última quinta-feira, dia 25 de outubro, a Associação e Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE (Assibge) lembrou as falas do presidente e defendeu o papel do órgão perante a sociedade. Confira o trecho:

"Como órgão fundamental para o fortalecimento da democracia, o IBGE pode ser um dos órgãos mais atacados por governos autoritários. A Assibge-SN conclama a todos os ibgeanos e a toda a sociedade brasileira a estar atenta a isso e a defender a autonomia técnica, a independência política, concursos públicos e orçamento adequado, para que o órgão não encerre suas atividades ou tenha um fim melancólico, como disse Roberto Olinto".

Ao destacar a credibilidade que as informações do IBGE têm para a sociedade brasileira, o presidente reforçou em maio que “o IBGE é símbolo de credibilidade, não só sua produção, mas pela idoneidade, respeitabilidade e credibilidade do corpo técnico, isso é indissociável”.

Olinto ressaltou também a importância da realização de concursos públicos para solucionar a grave crise de recursos humanos que atinge o instituto. Para ele:

“Sem concurso e sem plano de carreira a história do IBGE pode se encerrar ou pode se tornar um pouco melancólica em função da nossa impossibilidade de realizar determinadas pesquisas”, disse Olinto.

Presidente do IBGE (foto: Letícia Santos/ Folha Dirigida)
Concurso IBGE é esperado para o ano que vem (Foto: IBGE)

Concurso IBGE: órgão segue cobrando aval para 1.800 vagas

IBGE tem pedido de concurso para 1.800 vagas

O instituto tem um pedido para novo concurso IBGE protocolado no Ministério do Planejamento e aguarda autorização. A solicitação é para 1.800 vagas, sendo 1.200 para técnicos e 600 para analistas, tendo as seguintes remunerações:

• Técnico de nível médio - R$3.890,87.

• Analista de nível superior (qualquer área) - R$8.213,07.

Os dois valores já incluem o auxílio-alimentação de R$458. 

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O instituto também conta com pedido para temporários. O primeiro deles, já em análise, é para 397 vagas de analista, para o Censo Demográfico 2020. A maior quantidade, porém, deverá ser para o trabalho mais de campo, em que há a expectativa de serem geradas 250 mil vagas.

Neste caso, os cargos deverão ser: recenseadores - até cinco meses de contrato; agentes regional e administrativo - até um ano; agentes municipal e de informática - até dez meses; agente supervisor - contrato de até nove meses. 

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Lembre o último concurso IBGE

A última seleção pública do IBGE para efetivos foi em 2015. As oportunidades também eram para as carreiras de técnico e anaista. A banca organizadora foi a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Os candidatos ao cargo de técnico passaram por prova com 60 questões de Conhecimentos Específicos do IBGE, Geografia, Matemática e Língua Portuguesa.

Já para analista as avaliações trouxeram 70 questões sobre Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Raciocínio Lógico Quantitativo) e Conhecimentos Específicos. 

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Como ser um concurseiro

Diretora da Assibge fala sobre necessidade de concurso



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