Concurso IBGE: aposentadorias aumentam e 28% do quadro já pode se sair

Número de aposentadorias aumenta para 451 e mais de 28% do quadro ativo do IBGE já pode sair.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que não realiza concurso público desde 2015, corre o risco de perder mais de mil servidores. De acordo com indicativos de RH de janeiro, dos 4.924 profissionais ativos, 1.416 reúnem condições de se aposentar. 

O número representa cerca de 28% do quadro ativo do IBGE. Além disso, até o primeiro mês de 2019 as aposentadorias concretizadas haviam aumentado para 451. Em outubro o número era de 418.

A escassez de pessoal é uma preocupação da própria instituição, que já denunciou os prejuízos causados pela falta de servidores. No ano passado, o IBGE disse que, desde 2008, foram perdidos mais de 2.400 servidores. É uma redução de 32,5% da força de trabalho. 

“Essa crise ameaça todo o plano de trabalho do Instituto, incluindo a realização do Censo Demográfico 2020, que já se encontra em planejamento.”

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O IBGE já confirmou que vai encaminhar um novo pedido de concurso ao Governo Federal este ano. Em 2017 foram solicitadas 1.800 vagas, sendo 1.200 para técnicos (nível médio) e 600 para analistas (nível superior), mas o processo foi arquivado.

A nova solicitação deverá ser enviada até maio. Ainda não se sabe, no entanto, se o quantitativo de cargos será mantido. Os técnicos e analistas têm remuneração inicial de R$3.890,87 e R$8.213,07, respectivamente.

Além disso, o Instituto vai abrir concurso de temporários ainda este ano. O objetivo é reforçar o quadro para o Censo Demográfico 2020. São esperadas mais de 250 mil vagas. 

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IBGE (Foto: Divulgação)
Falta de pessoal ameaça produção de informações do IBGE
(Foto: Divulgação)

Nova presidente quer recompor o quadro do IBGE

Até o momento o IBGE não divulgou quando o novo pedido de concurso será encaminhado, mas as perspectivas são positivas. A nova presidente, Susana Cordeiro Guerra, já declarou que quer recompor o quadro de funcionários. 

Em seu discurso ela destacou que o IBGE perdeu mais de 30% do pessoal nos últimos anos e que poderá perder mais por conta dos aposentáveis. Susana assumiu a presidência do Instituto em fevereiro deste ano. 

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A Associação Nacional de Servidores do IBGE (Assibge) faz menção de cobrar o concurso. Em contanto com a FOLHA DIRIGIDA na quinta-feira, 14, um representante do grupo confirmou que já encaminhou à presidente uma notificação para agendar uma reunião. 

Dentre outros pleitos da associação que serão discutidos na pauta do encontro, está a contratação de pessoal. A AssIBGE aguarda manifestação de Susana para marcar a reunião, na qual novas informações sobre o pedido de concurso deverão ser discutidas. 

Mais de 60 agências do IBGE podem fechar por falta de concursoCursos preparatórios

De acordo com informações do IBGE de novembro do ano passado, só até aquela época, 61 agências já corriam risco de fechar, pois estavam funcionando com apenas um servidor. Outras 232 unidades, do total de 583, atuavam com apenas dois. 

Entre 2015 e 2018, 16 agências chegaram a ter as atividades encerradas por causa da falta de concurso. “Os funcionários responsáveis se aposentaram e não houve como substituí-los”, critica o IBGE em nota. 

A escassez de pessoal na rede de agências do Instituto ameaça a produção de informações que são estratégicas para o Brasil. Essas unidades são responsáveis pelas rotinas de entrevistas domiciliares e pela coleta mensal de dados. São indicadores que, como explica a entidade, orientam investimentos e subsidiam políticas implementadas pelas três esferas de governo. 

O diretor Executivo do IBGE, Fernando Abrantes, já havia destacado: o fechamento de agências aumenta custos de deslocamento e atrasos nos cronogramas de coleta, além de dificuldades na ampliação da abrangência territorial de pesquisas importantes, como o IPCA, por exemplo.

Último concurso do IBGE foi há quatro anos

O último concurso para técnicos e analistas do IBGE foi realizado em 2015. A oportunidades contemplavam lotações em vários lugares, em todas as regiões do país.

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A prova para técnico foi composta por 60 questões, sendo dez de Conhecimentos Específicos do IBGE, 15 de Geografia, 15 de Matemática e 20 de Língua Portuguesa.

Já para analista foram 70 questões sobre Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Raciocínio Lógico Quantitativo) e Conhecimentos Específicos. O número de questões por disciplina variava. A banca foi a Fundação Getulio Vargas (FGV).



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