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Aplicadas provas do IBGE. Gabarito nesta segunda, 5

O domingo (4) foi de sol e céu azul, um bom dia para ir à praia no Rio de Janeiro. Mas mesmo com o tempo propício para um banho de mar, hoje o destino de muitos não foi a zona sul. Motivo disso foi a aplicação da prova do concurso público do IBGE para agente de pesquisas por telefone e supervisor de pesquisas. A seleção aconteceu em várias localidades da cidade, com o fechamento dos portões às 13 horas.

O domingo (4) foi de sol e céu azul, um bom dia para ir à praia no Rio de Janeiro. Mas mesmo com o tempo propício para um banho de mar, hoje o destino de muitos não foi a zona sul. Motivo disso foi a aplicação da prova do concurso público do IBGE para agente de pesquisas por telefone e supervisor de pesquisas. A seleção aconteceu em várias localidades da cidade, com o fechamento dos portões às 13 horas. Na Universidade Veiga de Almeida (UVA), localizada próximo ao metrô São Cristovão, o movimento foi tranquilo, apesar de um fluxo maior de gente e de carros pela rua.

As pessoas iam chegando, sozinhas ou em grupos, algumas horas antes do horário limite. Conversavam entre si, revisavam o conteúdo ou mexiam no celular. O sentimento era parecido entre eles: expectativa em passar no concurso, ganhar um bom salário e realizar seus objetivos. Para Eliana Souza, 27, professora, havia ainda outro sentimento que lhe motivava estar ali: “como sou professora, o salário é bem legal e o concurso é temporário, isso não vai me comprometer a longo prazo. Não vou ter que escolher entre salário e minha profissão, então isso me interessou. É algo que vai me dá uma força, por enquanto, e depois posso seguir meu caminho tranquilamente”. 

Para concorrer às vagas, cada um encontrou um método que cabia à sua rotina e necessidade. Eliana conta que mesmo com o trabalho, existia uma disciplina de estudo de qualidade: “eu estudava 3 horas por dia, fazia revisões no final de semana e acho que foi bem proveitoso. Estou bem tranquila e confiante”. Já Conceição, 54, assistente jurídica, investiu no cursinho e aproveitou as suas horas disponíveis: “estudei bastante, estou com tempo, porque infelizmente estou desempregada. Então eu faço cursinho e nos dias que não tem aula, estudo em casa”. Para Daiana Fernandes, 31, que já é agente de pesquisas e mapeamento do IBGE e agora está tentando para a vaga de supervisor, a internet foi a grande aliada: “estudei através dos sites e provas anteriores”.

O concurso do IBGE contou com 221.117 inscritos para a 7.825 vagas temporárias. O número dos que compareceram para fazer a avaliação ainda não foi divulgado pela organizadora, mas na UVA pelo menos 12 pessoas ficaram do lado de fora. José Antônio,35, promotor de vendas, foi um deles. O tempo gasto no transporte ultrapassou o horário limite do fechamento do portão “Moro em Camará. Peguei uma condução e desci em Realengo, peguei outra e desci em Madureira e lá peguei mais um e desci aqui, era 11:45. De Madureira para cá demorou uma hora e pouca. Aí acabei chegando aqui 13:07 e não pude mais entrar”. Mesmo chateado, José não pensa em desistir “ vou continuar tentando, não custa nada. Se não deu para fazer hoje, é porque não era para fazer hoje. Se tivesse que fazer, estaria lá dentro”.

Saiba como foi a prova do IBGE

O processo seletivo foi composto por 60 questões. No caso do agente de pesquisas e mapeamento as disciplinadas cobradas foram Língua Portuguesa (25 questões), Geografia (20) e Raciocínio Lógico (15). Já os agentes por telefone responderam às perguntas de Português (30), Conhecimentos Gerais (20) e Raciocínio Lógico (10). Os supervisores foram submetidos as questões de Português (20), conhecimentos Específicos (25) e Noções de Administração/Situações Gerenciais (15).

Entre os entrevistados, as impressões sobre o nível de dificuldade foram muito parecidas. “Achei relativamente fácil e isso assusta”, afirma Nimia,27. Kelly Lopes, 31, concorda e lamenta por não ter estudado tanto quanto precisava: “estava fácil, tudo que estava no edital caiu na prova. Sem pegadinha, sem nada. Eu quero passar, mas sei que eu não me dediquei tanto quanto eu gostaria”. Marcelo Machado, 24, internacionalista, segue numa lógica parecida: “ achei a prova bem tranquila, fiel ao edital, embora eu não saiba se vou conseguir uma pontuação tão alta quanto preciso, por causa do número reduzido de vagas. Acho que dessa vez foi mais uma preparação para os próximos”.

O gabarito da prova objetiva poderá ser consultado na FOLHA DIRIGIDA Online, na segunda-feira, 5 de setembro.  O resultado final está previsto para o dia 3 de outubro. Para ser aprovado, o candidato precisa acertar 18 questões (30%), sem zerar nenhuma disciplina. Das 7.825 vagas, 7.500 são para agente de pesquisas e mapeamento, 300 para agente por telefone e 265 para supervisor. As remunerações são de R$1.708, R$1.408 e R$5.058, respectivamente. Os contratos terão duração de até três anos, com avaliações mensais.

 

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