Concurso Faetec-RJ: presidente quer chamar além das 209 vagas

O concurso Faetec deve gerar chamada de excedentes. Este é o desejo do presidente Romulo Massacesi, que deu entrevista à FOLHA DIRIGIDA.

concurso Faetec oferta 209 vagas nos níveis médio, médio/técnico e superior, com remunerações que chegam a R$3 mil. E o presidente da Fundação de Apoio ao Ensino Técnico do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), Romulo Massaceni, falou à FOLHA DIRIGIDA sobre a realidade da instituição e as expectativas de contratações.

O último concurso da fundação foi realizado em 2010, e o presidente contou que, ao assumir o cargo na instituição, se deparou com um cenário grave de vacâncias.

"Quando assumimos a Rede, encontramos um cenário grave de carência de professores. Esse concurso irá trazer novos servidores que virão para integrar os nossos quadros, uma vez que o último certame foi realizado em 2010", contou.

Embora o Estado do Rio de Janeiro esteja sob o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o presidente adiantou que está nos planos da Faetec convocar um número maior de aprovados, ao longo do prazo de validade do concurso, de um ano, podendo chegar a dois:

"Se houver possibilidade legal, a Faetec com certeza vai convocar um número maior de aprovados ao que foi ofertado no concurso. Isso porque a Rede já apresentava carência anterior à adesão ao regime de Recuperação Fiscal em decorrência de aposentadorias, falecimentos e exonerações."

Romulo frisou que a autorização para o concurso se deu apenas às vacâncias ocorridas durante o período da recuperação fiscal. "Aposentadoria, falecimento e exoneração estão acontecendo o tempo todo em todos os órgãos públicos", disse.

Mas as vacâncias da Faetec não trarão prejuízos à população. Segundo o presidente, mesmo antes da realização do concurso, as vagas poderão ser preenchidas por profissionais temporários.

"Nós obtivemos garantias, como a contratação temporária permitida para suprir parte do nosso déficit e a autorização para a realização de um novo concurso em 2020. Até que possamos realizar um novo certame, será possível preencher esses cargos por meio do processo seletivo de contratação simplificada", contou.

Em relação a atual carência de professores e técnicos administrativos, Romulo diz que é um cenário mais complexo do que parece, pois a Faetec oferece alguns cursos sazonais, que podem ou não ser oferecidos.

"A Faetec oferece vários cursos em Centro Vocacionais Tecnológicos (CVTs) que são sazonais, ou seja, a unidade tem a opção de oferecer ou não, o que pode aumentar a carência ou não. Se nós não oferecermos uma determinada turma de qualificação profissional, isso não vai gerar prejuízo, pois no lugar de um curso de cabeleireiro, por exemplo, eu posso ofertar a formação de manicure e pedicure, a depender da mão de obra disponível. Eu posso não oferecer o Inglês como opção de idioma, e sim oferecer o Espanhol", relatou.

Faetec mantém funcionamento mesmo com vacâncias

Romulo ressaltou que, apesar do número reduzido de funcionários, a Faetec continua funcionando. Houve uma readaptação nos cursos de acordo com os profissionais disponíveis:

"É importante ressaltar que a unidade hoje não está fechada, pois readaptamos os cursos à nossa realidade de material humano na escola. Só não oferecemos todas as opções de formação que potencialmente a unidade foi criada para oferecer".

Segundo o presidente, com base na última contratação, havia uma carência em torno de 650 profissionais que já foram contratados.

"E, agora, ainda estamos fazendo um concurso para mais 209 profissionais, que vão ajudar a somar e melhorar esse atendimento nos cursos de qualificação, colocando outros profissionais para atender a demanda sazonal desses centros vocacionais", frisou. 

Para a Educação Básica e Superior, que são modalidades de ensino regular e possuem carências pontuais, o concurso atenderá às demandas. 

Concurso Faetec pretende convocar mais aprovados do que
os 209 das vagas imediatas, diz presidente (Foto: Divulgação/Faetec)

Novo concurso previsto

Questionado por FOLHA DIRIGIDA se há negociações com o governo para abrir outro concurso para cargos que não foram contemplados na atual seleção, Romulo falou sobre um acordo entre Procuradoria Geral do Estado e o Ministério Público que aprovou a entrada de novos profissionais em uma nova seleção.

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