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Luiz Eugênio quer concursos em áreas estratégicas do Rio

Candidato ao governo do Rio pelo PCO, Luiz Eugênio Honorato defende 100% a privatização e concursos estratégicos.

“Estatização 100%”. Esse é o principal compromisso de Luiz Eugênio Honorato, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido da Causa Operária (PCO). Com 40 anos de luta em favor da classe dos trabalhadores, ele defende que o estado volte a gerar empregos nas áreas de petróleo, gás, educação e turismo, incluindo a realização de concursos públicos.

Anistiado político, com 57 anos de idade e forte atuação em Volta Redonda, no Sul do Rio de Janeiro, Luiz Eugênio é o 11º entrevistado do Especial Eleições 2018 de FOLHA DIRIGIDA. A solução do candidato para a crise econômica e de segurança é convocar os trabalhadores e a população em geral para dialogar e fazer uma radiografia do estado.

Com esse resultado, na opinião de Eugênio, será possível traçar metas para solucionar problemas. O objetivo do candidato é fomentar na população o sentimento de mudança na lógica da gestão estadual.

“Não estamos tentando participar de algo na mesma lógica de estado. Nós estamos em uma falência institucional. Por isso, teremos que pensar de outra forma, de intervir mais com a população e com os trabalhadores. Porque são eles que geram toda riqueza”, revela Eugênio.

Luiz Eugênio é a favor da valorização dos servidores estaduais

Sobre os servidores públicos do Rio de Janeiro, Luís Eugênio diz que o estado deve ser uma ferramenta voltada para os interesses dos trabalhadores e não para os poderosos. “O estado, até então, tem sido contra os interesses do povo. Pretendemos que ele seja uma ferramenta, um instrumento da população voltado para ela”.

Luiz Eugênio: "Somos a favor 100% da
estatização" (Foto: Fábio Timoteo)

Por mais que Eugênio queira convocar a população para um grande debate, algumas propostas já estão definidas em seu plano de governo. As áreas prioritárias para reposição de pessoal são: petróleo, gás e turismo.

“Ou seja, a vocação natural do estado”, identificou Honorato. A intervenção popular no estado, por exemplo, também é uma de suas metas.

“A intervenção no estado é extremamente importante para que a gente consiga resgatar essa economia para quem é de direito: a população, os trabalhadores”, constata o candidato ao governo do estado.

Para a área da Segurança, se eleito, ele quer a dissolução das polícias e a formação de uma 'milícia' popular, aos moldes do que é feito na Suíça. Ele também acredita que intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro não foi a melhor solução, tendo em vista que as estatísticas demonstram o aumento da violência.

Na Saúde, o candidato foi enfático ao dizer que organizações sociais de saúde (OSs), que complementam a administração de hospitais e clínicas da família no Rio, são uma forma de desvio de dinheiro e caixa dois. “Isso é uma responsabilidade do estado. Porque ele é muito mais forte que os indivíduos e as corporações”, disse.

Veja as propostas de Luiz Eugênio para principais áreas

⇒ Educação

“Nós somos da responsabilidade do estado na educação. Não adianta empurrar para terceiros, para tubarões, porque aí teremos sempre esse desequilíbrio e essa divisão de classe na área da educação”. Essa foi a resposta de Luiz Eugênio Honorato sobre a situação da rede estadual de ensino.

Assim como seu plano de governo, um dos principais pilares do candidato para a área será formar conselhos com professores e alunos para discutir e tomar decisões. Sobre concursos para órgãos de Educação ele acredita serem necessários para reposição de pessoal.

“O Conselho discutirá as formas de ingresso e deliberar sobre o assunto. Mas, creio que os concursos sejam necessários porque há uma demanda para isso com esses critérios de discussão com os próprios interessados, como por exemplo, a Uerj”.  

O candidato também é contra o sistema de vestibulares para ingresso no ensino superior. Ele acredita que todos devam ter as mesmas oportunidades de acesso ao 3º grau. “Somos contra os vestibulares e a favor da sequência que se tem o aluno para ingressar nas faculdades. Ou seja, do ensino fundamental ao médio e, nessa sequência, às faculdades”.

⇒ Segurança

“Nós somos contra a intervenção federal porque não achamos que foi uma solução. Pelo contrário, foi um problema demonstrado estatisticamente com o aumento da violência. A gente pensa a violência como uma questão social. O estado não tem que levar só as UPPs, como também os equipamentos, o emprego, a educação, a cultura, a saúde. Essas são as prevenções contra a criminalidade e a violência”.

O candidato também falou sobre as instituições policiais do Rio. “Somos também pela dissolução da Polícia Militar e pela formação de uma milícia popular aos moldes que são feitos na Suíça. Lá não tem a ostensividade de um braço armado contra a população. Ou seja, a comunidade e os bairros sabem onde nasce a violência e quem a pratica ou não. Então, o estado tem que ser aliado a isso”.

⇒ Saúde

“Nós somos a favor da estatização 100%. É uma responsabilidade do estado. Porque o estado é muito mais forte que os indivíduos e as corporações. As OS’s, na nossa visão, são uma forma de desvio de dinheiro, caixa dois e deficiência completa ao que ela se destina. O país em que a população envelhece está na contramão da história. No momento que a população mais precisa dos serviços da saúde, eles são privatizados, boicotados e ineficientes. Então, pretendemos que o estado seja responsável pela saúde boa e de qualidade”.  

⇒ Cedae

“Primeiro, acabar com essa questão dela ser privatizada e assumi-la pelo estado. E fazer todo investimento porque a água é essencial à vida, prevê saneamento básico, tratamento de esgoto e buscar mais recursos junto às fontes hídricas. Ou seja, também o estado assumir essa responsabilidade de promover o desenvolvimento para atender a população, que pode contribuir, inclusive, para diminuição de doenças na área da Saúde”.

Veja as propostas dos demais candidatos ao governo do Rio de Janeiro:

Dayse Oliveira
Eduardo Paes
Marcelo Trindade
Pedro Fernandes
Tarcísio Motta
André Monteiro
Wilson Witzel
Anthony Garotinho
Indio da Costa
Romário Faria

De Luiz Eugênio para leitores de FOLHA DIRIGIDA

“O Partido da Causa Operária é o único que se dispõe a uma discussão honesta e franca com a população. Apostando totalmente na mobilização dos trabalhadores, dos movimentos organizados, da sociedade voltada para o controle do estado. Chamamos todos a consultar nosso site e redes sociais para conhecerem nossas propostas. E fazemos esse chamado: só a intervenção popular, dos trabalhadores em geral, pode resgatar o estado para nosso interesse. Tudo isso que está acontecendo conosco, e é histórico, exige que nós façamos as nossas intervenções. E nós, enquanto PCO, propomos ser esse instrumento no resgate desse estado e entregá-lo à população. Dê essa oportunidade a quem tem 40 anos na luta a favor da classe operária e dos trabalhadores”.   





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