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Indio da Costa analisará a necessidade de concursos em todas as áreas

Candidato pelo PSD, Indio da Costa, quer priorizar o pagamento em dia dos servidores e avaliar a necessidade de concursos em todas as áreas.

Advogado de formação, Antonio Pedro Indio da Costa tem paixão pela política. Ele é candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, pelo Partido Social Democrático (PSD). Indio já foi eleito vereador do Rio três vezes, além do deputado federal uma.  

Com nível superior também em Administração Pública, Indio da Costa já ocupou várias secretarias de diferentes governos: Administração, Esportes e Lazer, Urbanismo, Infraestrutura, Habitação e Meio Ambiente. E é com essa experiência que o candidato se diz apto para chegar ao Governo do Rio.  

“Sou apaixonado pelo Rio de Janeiro. Já disputei uma eleição presidencial e outra para a Prefeitura do Rio, em 2016, e estou pronto para ser governador. Mas não por conta dos cargos eletivos apenas, mas porque já fui secretário de vários governos e aprendi o que deve e o que não deve ser feito. Eles fazem muita coisa errada, e eu quero fazer diferente. É preciso trabalhar com seriedade, entendendo que a prioridade não pode ser a corporação, mas sim a sociedade”, ressaltou.

Seguindo a série especial Eleições 2018, FOLHA DIRIGIDA entrevistou o candidato Indio da Costa. Ele pontuou seus projetos para áreas prioritárias, caso seje eleito: Saúde, Educação e Segurança. A última, aliás, será o seu “carro-chefe”. “Saúde só vai existir se houver Segurança. Educação só vai existir se houver Segurança”, alertou. Para tal, Indio disse que, se eleito, vai reestruturar, reequipar, treinar, qualificar, limpar e cobrar resultados das polícias. 

Questionado sobre contratação de mais servidores por meio de concursos, o parlamentar foi mais cauteloso. “Vou avaliar a necessidade (em todas as áreas) e a capacidade de pagamento. Porque não adianta contratar sem poder pagar”, observou. No entanto, garantiu salários em dia para os já concursados da Administração Pública. “Eles têm de receber no primeiro dia útil do mês. Esse é um compromisso que eu tenho e já fiz isso como secretário de Administração da Prefeitura do Rio de Janeiro”, disse.

A pauta da privatização da Cedae também foi abordada. “Sou favorável à privatização da Cedae, porque ela é um cabide de emprego e é ineficiente. Os partidos colocam gente na Cedae que não é servidor, só para roubar o dinheiro. Cobram uma fortuna de água e esgoto para todo o estado”, afirmou. 

Veja as demais entrevistas com os candidatos ao governo do Rio:

 ♦ Dayse Oliveira
 ♦Eduardo Paes
 ♦ Marcelo Trindade
 ♦ Pedro Fernandes
 ♦ Tarcísio Motta
♦ Anthony Garotinho

Confira mais propostas do candidato por área:

Segurança Pública    

Candidato Indio da Costa
Candidato Indio da Costa irá analisar a necessidade de concursos
em todas as área (Foto: Arquivo Pessoal)

“A minha proposta é reestruturar, reequipar, treinar, qualificar, limpar e cobrar resultados. Recuperar as polícias (Civil, Militar, Penitenciária). Limpar o que tem que limpar lá dentro, os desvios que acontecem, e fazer com que o sistema de investigação, que é chave, funcione”, disse o candidato.

Ainda sobre a área, ele complementa. “Em toda a minha proposta de Segurança Pública, o principal é olhar para as polícias com um olhar de gestão, de solução dos problemas, e a principal atividade é a investigação. E entender também que o policial é um ser humano. Ele tem que ter apoio jurídico, psicológico e psiquiátrico, além de acompanhamento”, explicou.

Saúde

Segundo o candidato, “a falta de segurança gera um efeito muito maior de doenças do que a gente imagina. Do que adianta ter o melhor hospital do mundo no Rio se dentro dele não tiver segurança? Uma vez resolvida a segurança, diminuído as filas, e quando houver uma gestão técnica, com a não indicação política para a direção dos hospitais, vamos avançar com medicina preventiva", disse.

É necessário ainda, segundo ele, uma gestão técnica, voltada para resultados. “É cobrar resultado dos médicos, dos hospitais, e não só colocar o dinheiro e fazer de conta que está tudo bem. Sabemos que 12% do orçamento tem que ser investido na Saúde, e hoje estão investindo a metade. Temos que garantir que os 12% sejam destinados para o setor da Saúde”, frisou. 

Educação

A primeira proposta do parlamentar para a Educação carioca é garantir segurança, “para que as escolas e as creches possam funcionar sem tiroteio no seu entorno, sem que as crianças tenham que se jogar no corredor. Sem Segurança, as unidades de Educação não funcionarão”, afirmou o candidato.

“A segunda proposta, a partir da Segurança, é: a grande responsabilidade do governador, que é o ensino médio. É adotar nessas escolas (e a nova legislação já permite) o ensino/técnico, profissionalizante, e fazer um acordo, por meio de convênio dessas escolas, com as empresas no entorno, para furar o bloqueio do primeiro emprego. Com isso, o aluno vai ter a oportunidade na escola, e ao mesmo tempo trabalhar perto da escola, aprendendo a técnica no colégio e a prática nas empresas”, disse.

Regime de Recuperação Fiscal

Sobre o regime de recuperação fiscal, o candidato afirmou: “Precisamos rever o Plano de Recuperação Fiscal, porque ele não considerou a sociedade, que precisa dos serviços. E ele está estabelecido em três anos mais três. Se você alargar o prazo, pode incluir no plano a sociedade, que ficou de fora. Ficou basicamente uma conta entre o Estado do Rio de Janeiro e o Governo Federal. Ninguém pode acabar com esse acordo, mas ele precisa ser revisto”, disse.

Crescimento econômico da cidade

“Com Segurança Pública, a gente pode atrair novos investimentos. No período em que houve UPP, vimos como “explodiu” a quantidade de investimentos, e consequentemente de trabalho, de renda, de emprego. A sensação de segurança atraiu muitos investimentos naquele momento”, falou o candidato sobre o crescimento do Rio.

De Indio para os leitores da FOLHA DIRIGIDA

“A minha proposta é que cada centavo de imposto que você paga volte em forma de serviço, sobretudo na Segurança Pública, na Saúde e na Educação. Será um governo que não vai roubar e nem deixar roubar, e que vai cuidar do seu dinheiro, para que volte em forma de serviço cada centavo que você está pagando. Fui relator da lei que mudou o Brasil, a Lei da Ficha Limpa, que foi muito difícil de aprovar, mas que agora estamos vendo os resultados”.       





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