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Eduardo Paes: 'O concurso público é uma obrigação do estado'

Eduardo Paes: 'O concurso público é uma obrigação do estado'

Candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes, fala sobre Educação, Saúde, Segurança, valorização do servidor público e concursos.

O candidato ao governo estadual, Eduardo Paes, quer recuperar a credibilidade institucional do Estado do Rio de Janeiro, caso seja eleito. Assim, disse ele, será possível ter de volta o crescimento econômico e o desenvolvimento social. Candidato pelo Democratas (DEM), Eduardo Paes esteve na FOLHA DIRIGIDA, no último dia 4 de setembro, para mais uma rodada de entrevistas com os candidatos ao governo do Rio de Janeiro.  ​

Ele falou sobre alguns projetos de governo e quais serão suas as prioridades. Destacou, ainda, os concursos públicos e a valorização dos servidores estaduais.

“O concurso público é uma obrigação do estado e não pode ter falta de pessoal. Então, vamos olhar o que a gente tem e identificar as ausências. Havendo a necessidade de concurso, nós vamos fazer, repito, como fiz o tempo todo na Prefeitura do Rio”, garantiu.

Segurança Pública será prioridade

Um dos maiores problemas no estado, a Segurança Pública, também foi tema da entrevista. Eduardo Paes quer aumentar o policiamento ostensivo e prorrogar a

Candidato do DEM, Eduardo Paes fala sobre propostas na área dos concursos públicos
Candidato do DEM, Eduardo Paes fala sobre propostas
na área dos concursos públicos (Foto: Fábio Timóteo)

intervenção federal no Estado do Rio.

De acordo com ele, caso seja eleito, atuará imediatamente para reduzir a violência nas ruas e, para isso, precisará também de mais efetivo e ações com mais inteligência. “Vou pedir ao próximo presidente que, sob meu comando, as Forças Armadas continuem no Rio”. Para que seu projeto para a Segurança dê resultado, a reposição de pessoal por meio de concursos será necessária.

“Se eu digo aumento de policiamento ostensivo, de efetivo, será preciso concurso. Como se bota mais efetivo na rua? Para isso se chama novos concursos. Tem muita gente inocente e muito policial morrendo nessas operações de confronto. A gente precisa de mais inteligência para ter uma ação mais cirúrgica e mais preventiva nas operações".

Eduardo Paes disse que criará uma corregedoria mais independente, que trabalhe com o Ministério Público Federal e com a Polícia Federal e que seja diretamente ligada ao gabinete do governador. O objetivo será combater a corrupção policial e do sistema prisional.

"E tem uma quinta linha. Eu diria que é plano geral, que é um programa que a gente olha para os jovens. Há uma parcela da população na faixa de 12 a 20 anos que está muito vulnerável ao crime. Precisamos tirar essa molecada do crime. Estamos chamando esse programa de Trilho do Futuro. E a ideia e fazer bolsa, poupança, trazer essa garotada, botar na escola, preparar para o mercado do trabalho".

Veja as propostas de Eduardo Paes para outras áreas:

Recuperação econômica do Estado do Rio

O candidato destacou que ajeitar as contas do Estado do Rio de Janeiro e recuperar a segurança pública são questões prioritárias para que o Rio volte a crescer.

"Isso sendo feito, dá para começar a retomar um pouco a credibilidade, que chamo de credibilidade institucional do estado. O Rio é a segunda economia do país. É o estado mais educado do país, mas que muitas empresas deixaram de vir por essa instabilidade institucional. Tenho certeza que, a partir daí, com investimento em logística e infraestrutura, usando concessões e PPP’s (Parcerias Público-Privadas), com uma política de atração de empresas, retoma-se o crescimento. Óbvio que o Brasil precisa crescer também".

Regime de recuperação fiscal

Eduardo Paes garante que vai honrar o contrato assinado pelo estado com o governo federal. "No Acordo de Recuperação Fiscal não se discute se é bom ou é ruim. Ele era necessário. Não se conseguia pagar a folha de servidor. Cancelar contrato ou descumprir contrato isso é uma irresponsabilidade que não vou fazer".

Servidor público

O candidato do DEM disse que respeitará e valorizará o servidor estadual, da mesma forma que fez quando foi prefeito do Rio.

'Os servidores (da prefeitura do Rio) tinham a chance de ganhar o 14º salário e, às vezes, até o 15º salário. Portanto, essa política de valorização vamos fazer. O servidor é o último responsável pela crise no estado. O respeito que eu tive do servidor da prefeitura é o mesmo respeito que eu vou implantar com os servidores do estado". 

Educação

Eduardo Paes quer garantir a aplicação dos recursos para a área em todo o estado. Apesar de ser óbvio, segundo Eduardo Paes, o estado não tem garantido os recursos na Educação.

"O estado tem uma defasagem de série absurda, um grau de abandono absurdo. O que eu quero é, primeiro, fazer algo que fiz na Prefeitura do Rio, que é o Ensino Médio do Amanhã. Eu fiz a Escola do Amanhã na Prefeitura do Rio. Colocamos 200 mil crianças em turno único. Quero fazer o mesmo no estado. O ensino médio será um turno único na rede estadual. Temos que voltar o ensino mais para o mercado de trabalho, usar novas tecnologias, fazer reforço escolar no primeiro ano do ensino médio. A ideia é ajudar as prefeituras e trabalhar em conjunto com elas. Porque não adianta só dizer que o aluno do ensino fundamental ou da pré-escola não são do estado, que é responsabilidade das prefeituras.  Então é trabalhar em conjunto. É preciso ver o alunos saindo do ensino fundamental e entrando na rede estadual, no ensino médio, já com qualidade e pronto, sem necessidade de fazer tanto reforço no primeiro ano do ensino médio".

Concursos públicos

"O concurso público é uma obrigação do estado e não pode ter falta de pessoal. Então, primeiramente, vamos olhar o que a gente tem e identificar as ausências. E havendo a necessidade de concurso, nós vamos fazer sempre concurso, repito, como fiz o tempo todo na Prefeitura do Rio".

Saúde e OSs

Eduardo Paes destacou que atualmente o estado não aplica o mínimo constitucional na Saúde.

"Existe o mínimo de 12%, mas o estado gasta 6% com a Saúde. Vou de novo citar a Prefeitura do Rio. o Mínimo constitucional era de 15% e a gente aplicava 25% na Saúde. Saímos de 2 bilhões de Reais de investimento para 6 bilhões no orçamento anual. O orçamento da Prefeitura do Rio, na minha época, era maior que o do estado. Orçamento de fato gasto com a Saúde. Sobre as OSs, usamos três modelos na prefeitura, o que eu acho que é o adequado. Temos o estatutário, a em que criamos a fundação pública, que também é por concurso, mas pelo regime celetista. As OSs são uma alternativa, mas que me parece não para hospital. Elas são uma alternativa, na minha opinião, para a rede básica. Eu acabei no Rio usando alguma coisa para hospitais, principalmente equipamentos novos ou aqueles que a gente assumiu do estado. Mas a minha ideia já era mudar para a fundação pública que criamos depois, fazendo concurso .E a regra das OSs, onde elas existirem, tem que ser cada vez mais rígida. Por exemplo, o regime de contratação tem que ser de fato mais democrático e aberto por concurso".

Cedae

Eduardo Paes garante que não irá privatizar a companhia em seu governo. "O acordo de recuperação fiscal dá a Cedae como garantia caso o estado não faça o dever de casa. Mas eu não privatizo a Cedae de jeito nenhum. A Cedae vai permanecer uma empresa pública. O que eu posso é pegar uma determinada área e fazer uma concessão como fiz na Zona Oeste: a Cedae entregando a água e a concessionária com a coleta de esgoto, fazendo a parte comercial toda. Isso é possível. Não há hipótese de eu privatizar."

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