Correios têm inscrições abertas para 4.462 vagas de jovens aprendizes

Os Correios abriram 4.462 vagas para jovens aprendizes em todo o país. Inscrições estão abertas até 30 de abril.

Foi divulgado no dia 30 de março o edital do processo seletivo dos Correios para jovem aprendiz. A seleção visa ao preenchimento de 4.462 vagas, além da formação de cadastro de reserva. O anúncio saiu no Diário Oficial e no site da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios).

As oportunidades são para quem deseja ser jovem aprendiz das formações de assistente administrativo e assistente de logística, nas modalidades presencial ou à distãncia. Há reserva de vagas para negros (20%) e deficientes (5%).

Os selecionados receberão um salário mínimo-hora para um jornada de 20 horas semanais (R$490,83), além de vale-transporte, vale-refeição ou alimentação e uniforme (camiseta), fornecido pelos Correios.

Para concorrer, é necessário:

  • ter entre 14 e 22 anos de idade completos no ato da contratação;
  • Estar cursando, pelo menos, o 6º ano do Ensino Fundamental (antiga 5ª série);
  • Ter matrícula e frequência escolar (caso não tenha concluído o nível médio);
  • Não ter contrato anterior como jovem aprendiz pelos Correios e/ou mantido vínculo empregatício com a empresa;
  • Não ter concluído, a qualquer tempo, curso de aprendizagem similar ao oferecido.


Edital do processo seletivo para jovem aprendiz dos Correios

Inscrições já estão abertas

As inscrições são gratuitas e já podem ser feitas no site dos Correios. O prazo para cadastrar-se vai até 30 de abril. Serão considerados diferenciais para a seleção conhecimentos sobre Noções Básicas de Editores de Texto, Planilhas, Navegação e Pesquisa na Internet. 

As vagas estão distribuídas por diversas regiões, incluindo Distrito Federal, Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Sergipe, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, entre outros. A distribuição completa das vagas por localidade pode ser consultada no Anexo I do edital.

Correios abrem 4 mil vagas de jovem aprendiz em todo o país
(Foto: Governo Federal)


Candidatos serão submetidos a quatro etapas

O processo seletivo para jovem aprendiz dos Correios será composto por quatro etapas. São elas:

  • Inscrições, de caráter classificatório;
  • Comprovação de requisitos, com caráter eliminatório;
  • Exames médicos pré-admissionais, também de caráter eliminatório;
  • Contratação. 


Programa de Aprendizagem

O jovem aprendiz dos Correios passa por um Programa de Aprendizagem, realizado no sistema dual, que é composto pelas fases teórica e prática.

Quando o curso de aprendizagem for à distância, as atividades relacionadas à fase escolar serão integralmente realizadas dentro das instalações da entidade qualificada em formação técnico-profissional ou dos Correios.

No caso do curso de aprendizagem presencial, antes de iniciar a parte prática nos Correios, o aprendiz fará um módulo básico de 120 horas sequenciais na entidade qualificada em formação técnico-profissional. Nesta, o jovem permanecerá, semanalmente, dois dias e três dias nos Correios até o final da aprendizagem.

O período em que estiver em férias ou recesso escolar, o aprendiz deverá comparecer aos Correios para as atividades da fase prática.

A entidade qualificada em formação técnico-profissional fornecerá ao término do contrato de aprendizagem o certificado de conclusão, descrevendo o curso realizado, com a respectiva carga horária e o perfil de saída.

A certificação da formação técnico-profissional dependerá da aprovação no curso de aprendizagem e da avaliação na execução das atividades correlacionadas.

A jornada de aprendizagem será de 20 horas semanais, distribuídas em quatro horas diárias, totalizando, no mínimo, 800 horas no decorrer do Programa. O Programa de Aprendizagem terá duração de um a dois anos, a critério da Administração Pública.

O que faz um jovem aprendiz dos Correios?

São atribuições do jovem aprendiz dos Correios transportar documentos entre as áreas internas, receber e expedir documentos, bem como arquivá-los. Confira a seguir as atribuições do cargo, descrita no edital.

Transportar documentos entre as áreas internas; receber e expedir documentos; arquivar documentos; repor material de expediente; apoiar a realização de eventos (organizar ambientes e verificar equipamentos/materiais conforme o solicitado); manter arquivos ordenados e atualizados; executar serviços em meios eletrônicos, tais como elaborar planilhas, digitar expedientes e contatar, por mensagens eletrônicas, os clientes internos; realizar serviços reprográficos; utilizar multimídia e retroprojetor; realizar atendimento telefônico; auxiliar na entrega de senhas e organização de filas, fornecendo informações necessárias ou encaminhando os clientes conforme o serviço solicitado; prestar informações sobre os serviços e produtos dos Correios, cumprir as atividades previstas no curso de aprendizagem coordenado pela entidade qualificada.

Correios teve quantitativo de pessoal fixado em 2019

Ainda em 2019, em agosto, o Ministério da Economia aprovou o novo quantitativo de pessoal dos Correios. A portaria, que limita o quadro de empregados públicos na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, foi publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com a portaria, os Correios passam a ter 102.351 empregados públicos. Deste total, 170 são considerados anistiados. Ou seja, empregados readmitidos sob a condição de anistiados e que serão extintos ao término dos contratos. Com isso, o quadro permanente será de 102.181 funcionários públicos.
 

Prepare-se para concursos


Mesmo com o novo quadro, a privatização é tema de discussões internas. Em 2019, representantes dos Correios se reuniram para criticar a intenção do governo de privatizar a estatal. A audiência ocorreu na Comissão de Direitos Humanos (CDH). 

Segundo a Agência Senado, os trabalhadores alegaram que o governo deveria buscar os recursos desviados do fundo de pensão Postalis e deixar de usar "mentiras e argumentos falaciosos que induzam a opinião pública ao erro para justificar a privatização". 

Por sua vez, os defensores da desestatização apontaram que a falta crescente de recursos orçamentários poderá comprometer a prestação futura de serviços públicos à população. 

Último concurso para carteiros dos Correios foi em 2011

Cargo com maior necessidade de pessoal e maiores demandas nos Correios, o carteiro não tem concurso público há quase dez anos. A última seleção aconteceu em 2011.

Em 2012, os Correios pediram ao Ministério das Telecomunicações até 13.727 vagas, sendo 10 mil para uma nova seleção e as demais para chamar aprovados da seleção de 2011. Anos depois, em 2016, sem essa promessa se cumprir, os Correios anunciaram cerca de 2 mil vagas.

As oportunidades seriam para agente de Correios, de nível médio, nas atividades de carteiro e operador de triagem. Todas as 144 chances para o Rio de Janeiro seriam para carteiro.

Além do Rio, as vagas seriam também para São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal. No total, são seis anos de espera por um edital nos Correios.

A remuneração inicial de carteiro é de R$2.885,37 e a de operador, R$2.348,87, já incluindo benefícios e adicionais. Os valores são para trabalho de segundo a sexta. Os que trabalharem de segunda a sábado ganharão R$3.017,42. As contratações são pelo regime celetista.

Os Correios chegaram a elaborar um projeto básico do concurso, ao qual a FOLHA DIRIGIDA teve acesso. Nele, havia a previsão de os candidatos serem avaliados por provas objetivas de Língua Portuguesa, Matemática e Conhecimentos Gerais, teste de esforço físico e exame médico admissional, este para os convocados. 

Em 2017, os Correios realizaram concurso para a área de Segurança dio Trabalho. O resultado final dessa seleção saiu em janeiro de 2018. Foram oferecidas 88 vagas em cargos de níveis médio/técnico e superior. As áreas contempladas eram Medicina, Enfermagem, Engenharia e Segurança do Trabalho.

Questionado sobre novos concursos públicos, a empresa não dá previsões. E a tendência é que não aconteçam, em virtude da privatização cada vez mais próxima.