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EPE não fará concurso, embora orçamento permita

O orçamento da União para 2017 prevê a abertura de novo concurso para a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O governo decidiu incluir a seleção na lei orçamentária em meados de setembro, quando um adendo foi encaminhado ao Congresso.

O orçamento da União para 2017 prevê a abertura de novo concurso para a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O governo decidiu incluir a seleção na lei orçamentária em meados de setembro, quando um adendo foi encaminhado ao Congresso. Apesar de o orçamento estimar a abertura de uma nova seleção, a EPE informou à FOLHA DIRIGIDA, na última quarta, dia 26, por meio da Assessoria de Imprensa, que “não haverá concurso em 2017”.
 
A empresa não justificou porque não realizará o concurso, mesmo que o orçamento da União seja aprovado com a liberação de verbas para a estatal realizar a seleção. A estatal, que era marcada pela política de concursos periódicos, não realiza um novo certame desde 2014, quando a crise econômica tomou conta do país. A empresa, que tem sede no Rio de Janeiro e é estratégica para o país, completa nesta quinta-feira, dia 27, um ano sem cadastro de reserva válido, quando venceu o prazo de validade da última seleção. Somente com a abertura de um novo concurso a empresa poderá suprir suas carências de pessoal e saídas de funcionários por aposentadoria, por exemplo.
 
Do último concurso, realizado em 2014 e que teve o prazo de validade expirado em 27 de outubro do ano passado, foram feitas 67 admissões. Com a aprovação do orçamento pelo Congresso Nacional, o caminho para o concurso estaria aberto, bastando que a empresa tenha interesse em fazê-lo. Vale destacar que, apesar de o governo querer a aprovação no Congresso da PEC 241 (PEC do “Teto dos gastos públicos”), a proposta não impede a realização de concursos públicos. Se os gastos com pessoal forem ultrapassados, o órgão ficará limitado apenas a abrir concursos para reposição de pessoal.
 
Em 2014, a empresa, como de costume, fez concurso para 343 vagas em cadastro de reserva nas funções de assistente administrativo e analista. A seleção ficou válida por oito meses, prazo que foi prorrogado por igual período. As vagas contemplavam o Rio de Janeiro e Brasília, sendo 68 para assistente (64 vagas no Rio e quatro em Brasília), de nível médio e com ganhos de R$2.345,15; e 279 para analista (apenas no Rio), para graduados e com rendimentos de R$8.445,75.
 
À época, os candidatos foram avaliados apenas por meio de prova objetiva. Para assistente, ela versou sobre Língua Portuguesa (dez questões), Língua Inglesa (dez), Noções de Informática (dez) e Matemática (dez). No caso de analista, a avaliação foi sobre Português (dez questões), Inglês (dez) e Conhecimentos Específicos (40), com exceção do analista de gestão corporativa, que teve dez itens de Noções de Administração Pública, em vez de Inglês. A Fundação Cesgranrio foi a organizadora.
 
A EPE tem sede em Brasília e escritório central no Rio de Janeiro - cidade que costuma ter o maior número de admissões. A empresa tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético, tais como energia elétrica, petróleo e gás natural.

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