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Concurso Polícia Civil-BA: prazo encerra e Vunesp não responde ao MP

Concurso Polícia Civil-BA: prazo encerra e Vunesp não responde ao MP

A banca Vunesp, responsável pelo concurso da Polícia Civil da Bahia, ainda não respondeu ao MP sobre as suspeitas de fraude.

Pode ser que a investigação de suspeitas de fraude no concurso da Polícia Civil da Bahia demore mais do que o esperado. Isso porque a Vunesp, banca responsável pela seleção, não cumpriu o prazo determinado pelo Ministério Público para responder às solicitações enviadas por ofício. O prazo se encerrou na última segunda, 14.

O setor de assessoria de comunicação informou com exclusividade à FOLHA DIRIGIDA na terça, 15, que o MP-BA ainda não recebeu as respostas dos ofícios. Os documentos em questão solicitavam as cópias das provas objetivas e discursivas de todos os cargos, bem como os termos de inviolabilidade dos sigilos da prova e os termos de encerramento de prova de todos os locais.

Polícia Civil da Bahia/Divulgação/SSP/Alberto Maraux
Concurso Polícia Civil da Bahia: MP ainda aguarda explicações
(Foto: Divulgação/Polícia Civil da Bahia/SSP/Alberto Maraux)

O responsável pela Comunicação do Ministério Público da Bahia explicou que o órgão aguardará até o fim desta semana, ou seja, até dia 18 de maio pelas respostas da Vunesp. Essa é a postura prevista pelo Código de Moral Administrativo adotado pela instituição.

No entanto, foi esclarecido também que, caso a banca Vunesp não se manifeste no tempo previsto, o MP-BA, por meio da promotora responsável pelo caso, Heliete Viana, “tomará outras providências”.

O inquérito de investigação do concurso foi instaurado no dia 26 de abril, e a investigação se baseou no espelho de mensagens que teriam sido trocadas durante a realização das provas através do aplicativo WhatsApp.

Em conversa anterior, a assessoria do MP informou ainda que além de todos os documentos que já foram pedidos à Vunesp, o Ministério Público está solicitando novas informações. É que novas notícias estão sendo consideradas e anexadas ao procedimento principal.

Núcleo de Crimes Cibernéticos está analisando mensagens

Além de todos os documentos exigidos pelo MP à Vunesp, o órgão também buscou ajuda do Núcleo de Combates aos Crimes Cibernéticos (Nucciber) para que seja feita uma cooperação técnica das mensagens.

A expectativa é que o núcleo, que pertence ao próprio Ministério Público da Bahia, ajude a identificar se houve fraude ou não durante o concurso da PC-BA. No entanto, até o momento, o setor ainda não forneceu nenhuma informação oficial.

Candidatos também fizeram petição pública

Muitas pessoas que fizeram as provas do concurso da PC-BA ficaram descontentes com a fiscalização da prova em vários aspectos. Foram apontadas diversas incoerências, como o uso do aparelho celular durante a prova, a falta de fiscais na sala de prova e a ausência de detector de metais, por exemplo.

Também foram questionadas a duração do exame, a nota de corte de 70%, além da má fiscalização. Veja o relato de um dos candidatos:

Leleco Rodrigues - "A prova não teve nenhuma segurança, nem sequer vi um detector de metais, todos entravam com o que queriam dentro de mochilas e permaneciam com tudo durante a realização das provas. Não tinha segurança dentro dos banheiros, apenas um fiscal por sala. Além do tempo para realização do exame ser curtíssimo, não permitiu fazer um bom trabalho, foi tudo corrido, uma verdadeira vergonha por parte da Vunesp. Decepcionado."

Vunesp não se pronunciará

Diante do avanço da investigação e dos pedidos do MP à Vunesp. FOLHA DIRIGIDA tentou contato com a banca. No entanto, a Assessoria de Comunicação da instituição informou que não se pronunciará sobre o caso e que “para qualquer demanda, apenas a Polícia Civil se manifestará”.  


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