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Defensor de concurso, Wagner Rosário é mantido por Bolsonaro na CGU

Defensor de novo concurso na Controladoria-Geral da União (CGU), o ministro Wagner Rosário continuará à frente da pasta, segundo Bolsonaro.

O ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, continuará à frente da pasta. A permanência no cargo foi anunciada na última terça-feira, 20, pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, em sua conta no Twitter. 

Reprodução Twitter Jair Bolsonaro

Wagner Rosário é ministro da Transparência e CGU desde 13 de junho de 2018, tendo atuado como substituto de junho de 2017 até esta data. Até o momento, ele é o primeiro ministro de Michel Temer que permanecerá na próxima gestão, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Com o anúncio da continuidade do ministro, quem espera um concurso para a CGU pode acreditar em uma autorização do Ministério do Planejamento, que se transformará em Ministério da Economia em 2019. Isso porque Wagner Rosário defende uma nova seleção, ressaltando o déficit atual do órgão.

Wagner Rosário é mantido como ministro da CGU (Foto: Divulgação/CGU)
Wagner Rosário é mantido como ministro
da CGU (Foto: Divulgação/CGU)

O concurso público é uma urgência da CGU, que tem hoje 1.338 cargos de auditor federal vagos. O déficit é preocupante para o órgão, que enfrenta maiores necessidades de pessoal nas Controladorias Regionais da União (CRUs).

Em dezembro de 2017, o ministro Wagner Rosário já havia confirmado a falta de servidores no órgão, em uma entrevista exclusiva à FOLHA DIRIGIDA.

"O diagnóstico demonstra carência de pessoal em diversas unidades regionais, especialmente nos estados da Região Norte", revelou Wagner Rosário na época. 

Na ocasião, o ministro confirmou a preocupação com um déficit de 700 servidores, já prevendo a aposentadoria de mais 437 profissionais até 2020. Com a confirmação das aposentadorias, o órgão ficará com apenas 1.802 profissionais na ativa, de um total de 3 mil servidores necessários.

"A CGU detectou a previsão de 437 servidores que poderiam se aposentar de 2016 a 2020, sendo 309 auditores federais e 128 técnicos federais de Finanças e Controle. Caso essa previsão se concretize, restarão 1.802 servidores da carreira de Finanças e Controle, sem considerar outras possíveis vacâncias por outros motivos que não a aposentadoria", afirmou o ministro.

CGU solicita 650 vagas em novo concurso

O novo pedido de concurso, enviado este ano pela CGU ao Ministério do Planejamento, é para o preenchimento de 650 vagas, no cargo de auditor federal de Finanças e Controle. A solicitação foi enviada no dia 30 de maio e segue no aguardo de uma autorização. 

De acordo com a CGU, todas as vagas são para o cargo de auditor federal de Finanças e Controle, que tem como exigência o nível superior. Já a remuneração para a carreira é de R$15.461,70, com o auxílio-alimentação de R$458.

Desde 2017 o ministro da CGU vem afirmando que aguarda o aval do Planejamento. Somente após esta autorização, o órgão poderá dar uma previsão dos estados que serão contemplados com vagas no concurso.

"Antes de definir os moldes do eventual concurso público, é necessário que haja autorização do Ministério do Planejamento. Depois de autorizada a realização, a CGU definirá o melhor modelo para atender as áreas e unidades regionais de maior carência e urgência", comentou Wagner Rosário.

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Com novo pedido de concurso para o cargo de auditor federal de Finanças e Controle e a continuidade do ministro Wagner Rosário, a CGU pode ter seu pedido de concurso aprovado, na próxima gestão do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Para quem vai se preparar para o concurso, o último edital pode ser usado como base, mesmo tendo seis anos desde sua divulgação, em 2012. Para ajudar ainda mais na preparação, FOLHA DIRIGIDA separou algumas dicas de estudo. Confira! 

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